<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782</id><updated>2012-02-16T08:05:32.799-02:00</updated><category term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><category term='teatro de arena'/><category term='musicos da noite'/><category term='bossa nova'/><title type='text'>Contos do Lafa</title><subtitle type='html'>Um blog de memórias</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-4896531930998970541</id><published>2010-11-17T09:39:00.002-02:00</published><updated>2010-11-17T15:01:08.074-02:00</updated><title type='text'>1957/Alex Miteff</title><content type='html'>&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;span id="internal-source-marker_0.5545637186150998" style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;No mês  que o nosso galinho,não o de Quintino ,bairro carioca ,mas o  galinho da Casa Verde,bairro paulista comemora 50 anos da conquista de seu primeiro titulo mundial  de boxe na categoria “Galo” em uma luta memorável ( 18/11/1960 )que durou seis rounds contra Eloy Sanches,lembro-me de um episódio que vivi em New York, quando lá morei nos anos 50.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;O protagonista chamava-se Alex Miteff, boxeador peso pesado , argentino filho de um  imigrante búlgaro plantador de milho e uma costureira argentina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Conheci Miteff em meu apartamento levado por um amigo  uruguaio, o Juan,aspirante a lutador de boxe ,que não teve a mesma sorte que o meu personagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Miteff  foi medalha de ouro nos Jogos Panamericanos de 1955 no Mexico e ocupava o sétimo lugar no ranking mundial dos pesos pesados em 57.Como amador tinha um curriculum impressionante. Em 140 lutas disputadas havia ganho 126 . &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Como profissional havia ganho as 12 lutas que havia disputado. Tinha uma carreira promissora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Típico argentino. Vistoso,gomalina nos cabelos,vestia-se muito bem e chamava a atenção do público feminino. Tinha  também aspirações á carreira de ator. No fundo se achava um galã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Em 18 de Outubro de 1957, Miteff lutaria com Mike De John ,irmão do campeonissimo Carmen Basilio e membro de uma família de grandes lutadores de Syracuse sua cidade natal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Juan meu amigo ,me ligou e combinou de assistirmos a luta de Miteff em meu apartamento. Traria alguns amigos,cervejas e uns petiscos. Eu aceitei na hora.Apreciava as lutas de box daquela época e gostava do estilo de lutar de Miteff. Achávamos todos que aquela luta poderia fazer Miteff subir mais uns dois ou três pontos no ranking.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;No horário combinado a plateia começou a  chegar ao apartamento da rua 76 com Broadway em Manhattan ,entusiasmada com aquela que poderia ser mais uma luta espetácular daquele argentino invicto que já começava a chamar a atenção dos empresários e grandes patrocinadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Juan se movimentava.Enfiava garrafas de cerveja no freezer,abria latinhas de petiscos,pacotes de batatas fritas,parecia que haveria um grande evento em meu modesto apartamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Umas dez pessoas se movimentando ansiosas. A tv ligada com o som no mais alto volume aguardava o apresentador  que já  começava a anunciar e apresentar o juiz e os lutadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Soa o gongo,os lutadores se cumprimentam e Mike desfere o primeiro soco ,um “upper”que pega Miteff desprevenido que vai a lona totalmente atordoado. Ainda lembro-me que caiu de bruços,olhou pra cima como se procurasse entender o que se passava ,enquanto o juiz fazia a contagem e determinava o knockout.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Naquela época não havia vídeo tape. Juan não presenciou o amigo “ beijar a lona”. Não acreditava no que estava vendo quando adentrou a sala que estava totalmente em silencio .O desaponto era enorme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Naquele dia a carreira do argentino Alex Miteff começou a se modificar. Dai pra frente teve altos e baixos Interrompendo a sequência de grandes vitórias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Em 1967 encerrou a carreira de boxeador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Fez algumas pontas em filmes e uma participação maior em Requiém por um Lutador,filme que teve em seu elenco Anthony Quinn ,Rory Calhoun e Mickey Rooney e que contava a decadência de um lutador de boxe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap; "&gt;Bem diferente do nosso “Galinho da Casa Verde”. que com um cartel fantástico conquistou seu primeiro titulo mundial em 1960 e o último em 1974 se tornando um dos maiores “boxeurs”de todos os tempos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; background-color: transparent; "&gt;&lt;span style="background-color: transparent; vertical-align: baseline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/j4DtYYVabIU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/j4DtYYVabIU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-4896531930998970541?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/4896531930998970541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=4896531930998970541' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4896531930998970541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4896531930998970541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2010/11/1957alex-miteff.html' title='1957/Alex Miteff'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-1821869277907915618</id><published>2010-03-04T08:52:00.013-03:00</published><updated>2010-05-15T12:52:41.127-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bossa nova'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro de arena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musicos da noite'/><title type='text'>2010/Sebastião Oliveira da Paz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/S4-4LGXkTmI/AAAAAAAABq0/Cvo262Df-ww/s1600-h/imgres.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 92px; height: 113px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/S4-4LGXkTmI/AAAAAAAABq0/Cvo262Df-ww/s320/imgres.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444772975341751906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma figura realmente interessante. Voz suave, tranqüilo,sempre bem humorado  e um bom contador de historias. Eu o conheci em 1964 durante as "Noites de Bossa"que produzíamos no Teatro de Arena.&lt;div&gt;Me chamou a atenção a maneira como tratava o seu baixo acústico, instrumento que dominava com maestria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A sua precisão para afinar, a delicadeza como usava o arco quando os arranjos exigiam, os toques firmes  de seus dedos nas cordas, chamavam a atenção daqueles que gostavam de um bom jazz ou de um número de bossa nova.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passei a segui-lo. Fizemos muitos shows juntos. Cezar Mariano,  Jongo Trio, Dick Farney foram alguns companheiros musicais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na Rádio Jovem Pan teve um programa de música popular brasileira e depois fez o mesmo na Rádio Trianon. Eram verdadeiras aulas. Com  excelente dicção, causava inveja a muitos dos apresentadores dessas emissoras, aonde era muito querido e respeitado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos últimos contatos que tive com Sabá foi na Av. Paulista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminhava muito a vontade, calçava sandálias e tive que me aproximar bem dele para que me reconhecesse. Usava lentes bem grossas numa clara evidência que sua visão não era a mesma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conversamos um pouco, relembramos o passado e nos despedimos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No último dia 23 de fevereiro, Sabá se foi, e certamente junto a Dick Farney e Toninho Pinheiro estão arrasando com seu som. Pena que agora só para os anjos!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-1821869277907915618?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/1821869277907915618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=1821869277907915618' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1821869277907915618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1821869277907915618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2010/03/2010sebastiao-oliveira-da-paz.html' title='2010/Sebastião Oliveira da Paz'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/S4-4LGXkTmI/AAAAAAAABq0/Cvo262Df-ww/s72-c/imgres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-6656372098074145152</id><published>2009-12-15T08:40:00.001-02:00</published><updated>2009-12-15T08:41:53.760-02:00</updated><title type='text'>Feliz 2010!!</title><content type='html'>Desejo a todos que acompanham o "contosdolafa"um alegre natal e um feliz ano novo.&lt;div&gt;Voltaremos a partir de março de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-6656372098074145152?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/6656372098074145152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=6656372098074145152' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/6656372098074145152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/6656372098074145152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/12/feliz-2010.html' title='Feliz 2010!!'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-1242519296956267329</id><published>2009-11-01T15:48:00.004-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.026-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1967/Justiça de Salomão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Su3KkIRbGII/AAAAAAAABZo/sP6kp1ZFNkc/s1600-h/82141_6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Su3KkIRbGII/AAAAAAAABZo/sP6kp1ZFNkc/s320/82141_6.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399194250331756674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Foi na inauguração da TV Bandeirantes que o programa “Justiça de Salomão”entrou no ar sob o comando de Salomão Esper. Na produção do programa feras como Alvaro Moya, Rebello Jr., Clodoaldo José, Nicéias e Haya Hohagen. Direção de tv de Ivan Magalhães e os câmeras Pedro Umberto, Alan Kardec e o saudoso Botini.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Conhecemos Salomão durante a campanha eleitoral realizada em 1966, quando Haya e eu fomos responsáveis pelo setor de rádio e tv da ARENA partido do governo. Foi por causa de seu pequeno, mas eficiente “estúdio”, que ficava nos porões da Rádio América, na rua da Consolação esquina com av. Ipiranga, aonde hoje está o Edificio Zarvos. Lá eram gravados e copiados spots e material de candidatos, que eram enviados para outras cidades. Foi o amigo Berto Filho, locutor dos mais requisitados na época, quem nos indicou o “Publisol”, nome do estudio que tinha como sócios Salomão e o espanhol José Velazco. Acabada a campanha eleitoral, ficou a amizade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Durante o período em que o programa ficou no ar, houve uma convivência grande de Haya com Salomão. Além das conversas diárias, todas as terças feiras, dia do programa, Haya almoçava na casa de Salomão. Era quando discutiam &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e acertavam detalhes do programa. Sempre após o almoço, Salomão pedia licença, e subia para seu quarto fazer a sua “siesta”. Haya o aguardava, enquanto finalizava o roteiro do programa. A essa altura, Haya dirigia sozinho o “Justiça”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O programa estava entre os melhores &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de entrevistas da televisão. Salomão no comando, mostrava muita competência e preparo. Algumas entrevistas ficaram famosas, como a que fez com &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o superintendente do Hospital das Clinicas &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de São Paulo, por ocasião do primeiro enxerto de mão feito no Brasil; a entrevista com Moraes Sarmento, na época a maior audiência do rádio paulista, que comoveu os espectadores; a com Blota Jr, que comentou fatos pitorescos de sua carreira; além de muitos políticos, gente do povo como o jogador de sinuca “Carne Frita”, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;curiosidades como representantes de associações de inventores e de mágicos, enfim enquanto durou foi um sucesso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Salomão sempre tratou seus entrevistados com a mesma importância, afinal, eram eles as estrelas de seu programa. As perguntas eram sempre as que, com certeza, o telespectador faria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Na Bandeirantes sempre teve o respeito do “seu João”, que o convocava toda vez que uma autoridade visitava a emissora. Era o mestre de cerimônia de todas as ocasiões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Hoje aos 80 anos, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ao lado de Joelmir Betting e José Paulo de Andrade, participa do Jornal da Bandeirantes &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Gente das 8 às 10 da manhã, com intervenções brilhantes, que são verdadeiras aulas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Chega todos os dias bem cedo na emissora com sua pilha de jornais debaixo do braço e sua sacolinha contendo bananas e biscoitos de povilho. Continua a ser o mesmo “Saloma” bem humorado, de bem com a vida e a disposição dos amigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tivemos, Haya e eu o prazer de, junto com nossas esposas, sermos convidados a participar da homenagem que os filhos, Sergio, Márcia e Ana Ligia fizeram ao querido Salomão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Um almoço cheio de emoção, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;onde muitos compareceram&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;para o abraço de parabéns ao querido amigo, confirmando a simpatia e bom humor, tão característicos da personalidade de quem soube chegar a maturidade sem perder o brilho e o encanto da juventude. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Aliás, neste almoço, fez questão de dar uma canja, e fazendo dueto com Nelson Gonçalves, cantou o samba &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;onde nos confirma sua filosofia de vida, rica de amigos, cheia de simplicidade e de sabedoria: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;”mas depois que o tempo passar, sem que ninguém vai se lembrar que fui embora,por isso é que eu canto assim, se alguem quiser fazer por mim, que faça agora”.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Na foto acima,em primeiro plano Haya Hohagen e ao fundo Salomão Esper conversa com Blota Jr. momentos antes de "Justiça de Salomão entrar no ar.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-1242519296956267329?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/1242519296956267329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=1242519296956267329' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1242519296956267329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1242519296956267329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/11/1967justica-de-salomao.html' title='1967/Justiça de Salomão'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Su3KkIRbGII/AAAAAAAABZo/sP6kp1ZFNkc/s72-c/82141_6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-5613784944120261878</id><published>2009-10-21T13:00:00.002-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1967/Roberto Isnard</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/St8l_adTQoI/AAAAAAAABZg/3fFOmku2hEw/s1600-h/se+todos+os.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 236px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/St8l_adTQoI/AAAAAAAABZg/3fFOmku2hEw/s320/se+todos+os.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395072649977348738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Durante o período em que trabalhei na Ultragaz, fiz alguns amigos, muitos em função de minha atividade. Lidava com pessoal de imprensa e publicidade. Ora estava dentro de um estúdio&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;acompanhando a gravação de “spots e jingles”, ora em estúdio de tv, verificando se os cenários do “Ultranotícias” estavam em ordem. Não faltavam também os encontros com o pessoal de imprensa, já que não raro, aconteciam explosões de botijões de gás e, como nosso superintendente era também presidente da Associgás, eu era convocado para organizar coletivas onde ele dava as explicações sobre os acidentes, que eram provocados por produtos adquiridos em depósitos clandestinos.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Na época havia uma forte concorrência entre a Ultragáz e a Liquigáz. Era uma verdadeira guerra entre elas e as concorrentes nanicas, bem ao estilo da guerra dos refrigerantes existente &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;entre Coca Cola/ Pepsi Cola e as “Tubainas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A briga pelo mercado do gás engarrafado era muito grande. A Ultragáz levava vantagem, pois além de distribuir o produto, tinha uma grande rede de lojas pelo interior, que vendia eletrodomésticos, sendo o fogão a gás o seu principal produto além dos botijões, claro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Peri Igel era o presidente da Ultragáz e tinha um colaborador bastante conhecido da imprensa. Era o radioamador Roberto Isnard. Ele tinha funções de relações públicas e era muito querido pelos companheiros de trabalho. Já tinha ouvido falar em Roberto Isnard. Era deficiente visual e seu hobby era o radioamadorismo. Já o tinha visto em programas de tv falando sobre o assunto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Certo dia, fui chamado a seu gabinete para combinarmos a realização de um almoço com a imprensa para homenagear a jornalista Helle Alves, dos Diarios Associados, a única brasileira presente quando da captura de Che Guevara na Bolivia, matéria que foi ao ar no Ultranotícias com muito destaque.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Nunca havia conversado com Roberto e nem sabia que ele trabalhava na Ultragáz. Ficamos bastante tempo falando sobre radioamadorismo, antes de entrar no assunto principal, que era a homenagem a jornalista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tinha &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;em minha lembrança um dos filmes mais comoventes que assisti em toda a minha vida, que foi “Se todos os homens do mundo”. Filme francês da fase do “cinema realista” onde seu diretor Christian Jacque retratou, com muita competência, o drama vivido por tripulantes de um barco pesqueiro, acometidos por botulismo, doença provocada pela ingestão de carne deteriorada. Apenas um dos tripulantes estava são e conseguiu passar por rádio uma mensagem de socorro que foi captada por um radio amador, que fez contatos com outros, formando uma corrente internacional, que possibilitou que chegasse aos tripulantes um soro salvador. Um filme cujo tema era a solidariedade, e devia ser exibido nos dias de hoje. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Comentava com Roberto a beleza do filme, e senti nele uma vontade muito grande de falar a respeito do radioamadorismo e de sua atuação. Foi quando me relatou o trabalho que os radioamadores brasileiros desempenharam em 1960 durante o rompimento do açude de Orós no Ceará.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Depois vim a saber &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;da dedicação e participação de Roberto Isnard na ajuda aos moradores da região aonde aconteceu a tragédia, o que lhe rendeu várias homenagens. Roberto também me emocionou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Passei a frequentar a sala de Roberto e tivemos alí longos e agradáveis papos. Era extremamente bem relacionado e tinha sempre uma história pra contar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Certa vez fui procurado por uma colega de trabalho, que me comunicou que Roberto seria homenageado no programa “Esta é a sua vida”, comandado pelo jornalista Carlos Gaspar na TV Tupí, e gostaria que eu participasse. Claro que me coloquei a disposicão. Recebí a visita de um dos produtores do programa, passei algumas informações sobre Roberto e no final da conversa entrou em minha sala&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o Haya meu irmão gêmeo, que tinha ido me buscar no trabalho. Na hora esse produtor teve a idéia de convidar meu irmão para participat também do programa, pois queria fazer uma brincadeira com o Roberto. Só pra lembrar, Haya e eu somos gêmeos idênticos.Temos o mesmo timbre de voz, até nossa mãe nos confundia ao telefone e por várias vezes quando fazíamos programas de rádio juntos, e um de nós saia do estúdio por algum motivo, o outro falava pelos dois. Fomos os dois aos estúdio da TV Tupí no dia do programa como combinado. Roberto estava conosco na platéia, pois havia sido informado que o homenageado era Henning Boilesen, superintendente da Ultragáz. Carlos Gaspar abre o programa, faz todo aquele blábláblá e em vez de Boilesen chama Roberto Isnard dando ênfase a apresentação “E Roberto Isnard ...essa é a sua vida!” Aplausos e Roberto acompanhado por um dos produtores sobe ao palco e alí começa o programa .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Muitos convidados que por algum motivo tinham alguma ligação com Roberto eram chamados para homenagea-lo. Foi quando Carlos Gaspar me chamou e, em vez de eu ir ao encontro de Roberto, foi meu irmão, empurrado por um dos produtores. Haya disse algumas palavras a Roberto que imediatamente retrucou...”Mas esse não é o Lafayette”, em seguida adentrei ao palco e a platéia aplaudiu admirada. Roberto, não sei como, sabia de meu hábito de usar gravatas coloridas, e respondeu com muito humor a Carlos Gaspar, como havia distinguido minha voz, uma vez que nem minha mãe conseguia: “Foi pela cor da gravata”. Roberto Isnard é uma dessas pessoas raras de se encontrar nos dias atuais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-5613784944120261878?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/5613784944120261878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=5613784944120261878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5613784944120261878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5613784944120261878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/10/1967roberto-isnard.html' title='1967/Roberto Isnard'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/St8l_adTQoI/AAAAAAAABZg/3fFOmku2hEw/s72-c/se+todos+os.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-4508006879663019435</id><published>2009-10-05T16:29:00.004-03:00</published><updated>2009-10-05T21:38:39.919-03:00</updated><title type='text'>1966/Blota&amp;Sonia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O período em que trabalhamos na Rádio e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tv&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Record&lt;/span&gt;, foi muito proveitoso em muitos sentidos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Profissionalmente&lt;/span&gt; foi o período do aprendizado. Vínhamos do teatro, aonde fazíamos praticamente tudo. Iluminação, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;direção&lt;/span&gt; de cena, produção musical etc.etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;tv&lt;/span&gt; é &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;diferente, cada um desses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ítens&lt;/span&gt; tem um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;profissional&lt;/span&gt; da área. A nossa função era a de criar e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;outros executavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;No &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Blota&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Jr&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Show&lt;/span&gt;, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;nossa primeira experiência televisiva, o nosso trabalho era o de sugerir entrevistas para o comandante do programa, preparar a ficha dos entrevistado com seu perfil e as perguntas que seriam interessantes de se fazer. Esse trabalho era dividido pela equipe, ficando para o apresentador o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;contato&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;direto&lt;/span&gt; com os entrevistados&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;especiais, tais como políticos e figuras de maior relevância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Lembro-me de uma entrevista que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Blota&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Jr&lt;/span&gt;. fez com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;indíviduo&lt;/span&gt; de nome &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Aladino&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Felix&lt;/span&gt;, também conhecido como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Sábato&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Dinotos&lt;/span&gt;, que dizia ter &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;traduzido as profecias de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Nostradamus&lt;/span&gt;. Ele era meio estranho e tempos depois &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;apareceu nos noticiários acusado de terrorismo. Durante a entrevista, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Blota&lt;/span&gt; teve que cortá-lo chamando os comerciais, quando começou a profetizar que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;“o homem de barro seria expulso e daria &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;lugar ao homem de natal” interpretando o livro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Nostradamus&lt;/span&gt;, querendo &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;dizer que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Adhemar&lt;/span&gt; de Barros, governador de São Paulo na época, seria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;cassado&lt;/span&gt; e em seu lugar, assumiria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Laudo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Natel&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Bem, a verdade, é que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;cassação&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Adhemar&lt;/span&gt; de Barros aconteceu e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Laudo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Natel&lt;/span&gt;, que era seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;vice&lt;/span&gt;, assumiu o governo do Estado de São Paulo em 6 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;junho&lt;/span&gt; de 1966. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Sábato&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Dinoto&lt;/span&gt; esteve preso no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Dops&lt;/span&gt; de onde desapareceu .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Não me lembro quem convidou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Sábato&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Dinotos&lt;/span&gt; para o ”&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Blota&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Jr&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Show&lt;/span&gt;“, só me lembro que o” Dr.”, como era carinhosamente chamado o “chefe”, distribuiu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;bronca&lt;/span&gt; pra todo mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Aconteceram passagens muito curiosas durante a nossa permanência na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Record&lt;/span&gt;. O ambiente era de muita camaradagem entre os companheiros. Tínhamos uma associação de funcionários, que colocava a nossa disposição &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;colônia&lt;/span&gt; de férias, empréstimos financeiros, vendas de produtos a preços de fabrica, em fim, quem trabalhava na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Record&lt;/span&gt; trabalhava feliz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Além de trabalharmos na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Tv&lt;/span&gt;, tínhamos um programa de rádio diário, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que entrava no ar por volta das 23 horas. Numa atitude pouco comum na época, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o salário em espécie e em dia, era recebido durante o horário do programa de rádio. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Record&lt;/span&gt; era líder de audiência e tinha uma situação financeira bem saudável .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Foi lá que nasceu, numa iniciativa dos funcionários, a prática do “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;showbol&lt;/span&gt;” no espaço aonde era gravado o Circo do Arrelia. Juntavam produtores, apresentadores, funcionários de todos os níveis para, até altas horas da noite,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;baterem aquela bola.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Uma das lembranças que guardo daquela época, foi um sorteio que a nossa associação fez de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;fusca&lt;/span&gt; zero, para todos os funcionários&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;da emissora, durante uma festa de aniversário da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Record&lt;/span&gt;. Pra variar, chamaram o casal mais famoso e respeitado da TV na época, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Blota&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Jr&lt;/span&gt; e sua esposa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Sonia&lt;/span&gt; Ribeiro, para comandarem o sorteio. Eles eram os mestres de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;cerimônias&lt;/span&gt; de todos os festivais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;shows&lt;/span&gt; do dia 7, e foram os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;precurssores&lt;/span&gt; das famosas duplas, que até hoje são utilizadas, nos principais programas de nossa TV.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O pessoal já estava impaciente quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Blota&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Sonia&lt;/span&gt; começaram o sorteio, que tinha muitos brindes antes de chegar ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;prêmio&lt;/span&gt; maior: o sonho de dez entre dez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;brasileitos&lt;/span&gt; - o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;fusca&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;zerinho&lt;/span&gt;.Depois de muito suspense, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Blota&lt;/span&gt; anuncia: ”E o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;fusca&lt;/span&gt; vai para o número ...tal!” Todo mundo procura o número tal, e surpresa, o número sorteado era o de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Sonia&lt;/span&gt; Ribeiro! Tumulto geral, vaias, assobios, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;gritos de “marmelada”, até que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Blota&lt;/span&gt; com o microfone em punho acalma o pessoal e anuncia: “Pessoal acho justo que, como a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Sonia&lt;/span&gt; ganhou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;prêmio&lt;/span&gt;, ela fique com ele, mas para mostrar a vocês o quanto admiro a todos os companheiros, prometo que sábado que vem, aqui mesmo, estarei sorteando um de meus carros!”&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Com esse anúncio, a euforia tomou conta de todos presentes, afinal, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Blota&lt;/span&gt; só desfilava de Mercedes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;Benz&lt;/span&gt; ! A imaginação correu solta, era conversa por todo lado, durante a semana, nos corredores era o único assunto, todos queriam adivinhar &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;qual dos Mercedes o” Dr.” ia sortear.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Conforme o prometido,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;no sábado seguinte, todos reunidos no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;páteo&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Blota&lt;/span&gt; anuncia o sorteio. O carro a ser sorteado adentra o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;páteo&lt;/span&gt; envolto em uma nuvem de fumaça, provocada pelo óleo colocado propositadamente no carburador pelos seus ocupantes, que eram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;Blota&lt;/span&gt; Neto, filho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Blota&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;Bruninho&lt;/span&gt; um de seus assessores. O carro, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;Dodge&lt;/span&gt; ano 1941 que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;Blota&lt;/span&gt; havia comprado de um funcionário da Secretaria de Turismo para ajudá-lo, por este se encontrar numa situação financeira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;dificil&lt;/span&gt; . A gargalhada foi geral! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A jornalista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;Lyba&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;Fridman&lt;/span&gt;, assessora de comunicação da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;Record&lt;/span&gt;, foi a sorteada. E o que para muitos parecia um “mico”, serviu para tirar a jornalista de um tremendo sufoco. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;Lyba&lt;/span&gt; vendeu seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;prêmio&lt;/span&gt; para um desmanche e com o dinheiro, conseguiu quitar uma dívida na justiça, cujo prazo se expirava no dia seguinte. Sempre foi grata a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;Blota&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;Jr&lt;/span&gt;. pela atitude que, de uma brincadeira, salvou-a de uma situação difícil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;Lyba&lt;/span&gt; foi também, uma das responsáveis pela divulgação de vários&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;trabalhos que realizamos, durante os anos de ouro da bossa nova. Era colunista de rádio, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;tv&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;shows&lt;/span&gt; e trabalhou nas principais revistas especializadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;Blota&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;Jr&lt;/span&gt;., apesar de não termos tido uma convivência maior, foi uma pessoa que sempre admirei, assim como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;Dna&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;Sonia&lt;/span&gt; Ribeiro, que foi, sem dúvida, a primeira dama da televisão brasileira por sua postura,classe e elegância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre; font-family:Arial, sans-serif;font-size:10px;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ecap4ckzXLo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ecap4ckzXLo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-4508006879663019435?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/4508006879663019435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=4508006879663019435' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4508006879663019435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4508006879663019435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/10/1966blota.html' title='1966/Blota&amp;Sonia'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-2015326996682848964</id><published>2009-09-28T07:07:00.003-03:00</published><updated>2009-09-28T07:36:06.712-03:00</updated><title type='text'>1938/Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Contam que, por volta das 23 horas do dia 28 de setembro, a gaucha de 22 anos de nome Maria de Lourdes, casada com o jornalista peruano Guillermo,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;começou a sentir sinais de parto. Imediatamente foi acionada a parteira da família que, em poucos minutos, chegava ao casarão da Rua Rainha Elizabeth 105, no bairro de Copacabana. Muito calma, relataram as testemunhas na época, Maria de Lourdes tranquilizava as pessoas a sua volta. Fazia questão de dizer que não sentia dor alguma, apesar das contrações. Sua barriga era bem avantajada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Na época, o sexo do bêbe era conhecido ou na hora do nascimento, ou através de adivinhações tipo duas tesouras embaixo da almofada de um sofá, uma aberta e a outra fechada e pedia-se a parturiente que escolhesse um lugar para sentar. Se o escolhido fosse o da tesoura fechada era menino, se fosse aberta menina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Na casa, habitada por Maria e Guillermo, o primogênito Benjamim Sandino, reinava absoluto há 1 ano e 4 meses. Com o casal, morava também o Tio José, irmão de Cecilia mãe de Maria. José havia se desquitado de Izabel, uma francesa com quem havia se casado durante o tempo que morou na França. Guillermo por conta de suas atividades jornalisticas, era correspondente do jornal Diretrizes de Buenos Aires, viajava muito e Tio José fazia companhia para Maria. Cozinheira, copeira, chofer,e babás completavam a população da casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Às 23.30 horas, segundo o cartório de registro da Lagoa Rodrigo de Freitas, Maria deu a luz ao primeiro filho. Sim eram 2. Quando o Dr.Saladino, médico da familia chegou, o segundo bebê se esforçava para sair, o que aconteceu 15 minutos depois. Contam que foi uma verdadeira festa. Guillermo, que regressou de Buenos Aires dois dias depois, ficou bastante emocionado. Depois da poeira abaixada, e como acontece até hoje nas melhores famílias, começou a discussão para a escolha dos nomes que seriam dado aos dois. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Maria queria que um dos filhos fosse um batizado por seus tios e, com isso, colocar num dos gêmeos o nome dele. Guillermo com suas tendências políticas, queria homenagear algum de seus ídolos. Com o primogênito, haviam resolvido da seguinte maneira: Benjamim era o nome do querido avô de Maria e Sandino era um revolucionário nicaraguense por quem Guillermo tinha simpatia. Assunto resolvido Benjamim Sandino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tio Lafayette e Tia Regina eram tios queridos de Maria, que fez questão de dar-lhes o filho para batismo e ainda colocar o nome do tio em um dos filinhos, no que Guillermo complementou com o nome de um poeta e revolucionário cubano de nome José Martí. Resolvido o segundo problema. Um dos gêmeos foi batizado com o nome de Lafayette José Martí Hohagen. Restava o outro gêmeo, que Maria já desgastada com tanto nome para escolher, deu a Guillermo para que ele resolvesse. Resolveu. Victor Raul Haya, nome do chefe do partido Aprista peruano, e que veio ao Brasil no anos 50 para efetivar o batizado. Mais tarde, com Guillermo assumindo as funções de nomear os filhos, vieram Simon Bolivar(que não resistiu ao parto) e Maria Adilia em homenagem a avó paterna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Esse foi o início de tudo. Agora, ao completar 71 anos, deixo esse relato e ilustro com algumas fotos essa minha trajetória, muito dela já contada nesse meu blog de memórias. Nas fotos do “slide show” abaixo, será notada a presença do Tio José, que foi&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;sempre o grande companheiro que tivemos até o fim de sua vida.Era o nosso Pepe, como o chamava meu pai, e José, como nós o tratávamos. Supriu a ausência do querido “papito” que, por força de profissão, muitas vezes &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ficava meses em viagens e que, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;se vivo, com certeza teria um blog aonde narraria as muitas aventuras vividas durante a sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10px; white-space: pre; "&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/a6OV-jUB5yE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/a6OV-jUB5yE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-2015326996682848964?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/2015326996682848964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=2015326996682848964' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2015326996682848964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2015326996682848964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/09/1938rio-de-janeiro.html' title='1938/Rio de Janeiro'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-5430243114025302725</id><published>2009-09-22T21:43:00.003-03:00</published><updated>2009-09-22T22:36:39.125-03:00</updated><title type='text'>1969/Galeria Metrópole</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Nos anos 60, a cidade de São Paulo era rica em galerias. Eram bem frequentadas como hoje são os shoppings, mas menos elitistas. Eram democráticos e sem ostentação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tínhamos e ainda temos, a Galeria Guatapará, Olido, Califórnia, Itapetininga, Nova Barão, R. Monteiro, Grandes Galerias (Galeria do Rock), Ipê, 7 de Abril, Metrópole e outra reminicentes desta época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Todas ainda charmosas, aonde se encontram ítens únicos, não encontrados em nenhum outro lugar. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Aliás, este diferencial as galerias ainda conservam dos anos 60. Lembro-me que comprávamos lâminas de barbear inglesas Wilkson, ou cigarros Phillips Morris com filtro de carvão , perfumes e radinhos de pilhas importados nas galerias do centro da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Galeria Califórnia abrigava também um famoso estúdio de gravação, o &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Magisom,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;de Gilberto Martins, um dos maiores produtores de jingles do Brasil e aonde meu amigo Berto Filho, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;com sua incomparável voz, valorizou várias campanhas para rádio e tv. Até eu que integrava um quarteto vocal junto com meu irmão Haya e dois amigos ,gravamos um acetato no Magisom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O grande diferencial das galerias, é&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que elas te levam de uma rua para outra ou seja, você faz o percursso por elas para abreviar a caminhada, e ainda usufrui das vitrines de suas lojas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tinha também aquelas que eram mais voltadas aos barzinhos, que proliferavam na época da bossa nova. Qualquer barzinho por menor que fosse, tinha um cantinho, um banquinho, um foco de luz e, claro, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;um violão. Nada de play-backs, como hoje se vê nos botecos da cidade. Começavam a trabalhar por volta das 18 horas e o cast de músicos era bem grande. Havia uma certa rotatividade. O mesmo músico, tocava em vários barzinhos por noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Na Galeria Metrópole, Plinio Marcos lançou sua primeira peça no “Ponto de Encontro”, um mixto de livraria e barzinho: “Dois Perdidos Numa Noite Suja”. Na platéia, pasmem, apenas 6 espectadores. Graças a absurda repressão de nossa ditadura, este incrível trabalho do Plínio, tornou-se texto obrigatório nas platéias brasileiras. A mordaça virou contra o repressor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Um dos pontos mais frequentados era o Chá Moon, uma casa de chá charmosa e bem frequentada. A partir das 3 horas, começava o movimento. Era um ambiente calmo, excelente para um primeiro encontro, o tão ingles chá das 5, ou mesmo o “scotch”das 6.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Na Metrópole, o forte mesmo eram os barzinhos. Havia pelo menos uns 25. Lembro-me de alguns como o Barroquinho, Barquinho’s Drink, Esquilo’s, Le Club, e o mais famoso de todos,“O Jogral”, do Luiz Carlos Paraná. Lá desfilavam ícones como Leila Diniz, Caetano Veloso, Chico Buarque, Jorge Ben, e a maioria dos músicos, que ao sairem de seus trabalhos iam dar uma “canja” - lembrem-se, eles ainda não viviam de sua arte, todos em início de carreira. Eram grupos inusitados e davam um verdadeiro show de bossa e jazz. A platéia, quase sempre formada por colegas de trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tive ainda a oportunidade de participar de um pocket show com Lennie Dale e o Sambalanço Trio, fazendo a iluminação do show. Fomos chamados as pressas e ainda nos deram a incumbência de conseguir um patinho, sim um filhote de pato, pois o Lennie num de seus números cantava “O Pato”, e tinha criado uma ação que, ao iniciar a música usava a pequenina ave. Um garçom trazia uma bandeja com uma taça &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de “dry martrini”com o patinho dentro, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;coberto com um guardanapo, ao passar pelo Lennie, ele abruptamente levantava o guardanapo e exclamava “O Pato!” e continuava...vinha cantando alegremente quemquem... O duro foi conseguir o tal patinho. Só achamos no Mercado Central. Mas valeu pois de fato deu um efeito prá lá de especial ao número.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E foi ainda na Galeria Metrópole, no” Jogral”, que Oscar Petterson deu uma “canja&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;unforgettable “. Chegou de repente, levado não se sabe por quem, causando o maior alvoroço. Geraldo Cunha cantava e tocava o violão quando o canadense, sem nenhuma timidez, sentou-se ao piano e aconteceu talvez a maior jam-session que a cidade teve notícia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre; font-family:Arial;font-size:10px;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cIkQNti8_EU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cIkQNti8_EU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-5430243114025302725?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/5430243114025302725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=5430243114025302725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5430243114025302725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5430243114025302725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/09/1969galeria-metropole.html' title='1969/Galeria Metrópole'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-2909073566588908742</id><published>2009-09-15T08:57:00.001-03:00</published><updated>2009-09-15T09:08:52.037-03:00</updated><title type='text'>1957/Migueleto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Outro dia, lendo um post no blog de meu amigo Marcio Macedo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.newyorkibe.blogspot.com/"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR"&gt;www.newyorkibe.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR"&gt;, em que aborda o tema “moda”, fui levado de volta ao tempo em&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que morava em Manhattan . &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ansioso por &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;encontrar um patrício e amenizar assim as saudades que sentia de casa, ficava observando as vestimentas das pessoas nas ruas, cafeterias, elevadores , metrô. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Nos homens procurava notar o feitio de suas roupas e nas mulheres além das roupas o feitio de seus corpos. E foi assim que encontrei alguns brasileiros que por lá andavam e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;até fiz algumas boas amizades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Na época, no Brasil, a moda masculina&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;tinha uma caracteristica: o corte acinturado tanto para camisas como para paletós. As mangas dos paletós era mais curtas para que os punhos das camisas , quase sempre ornamentados com vistosas aboaturas, pudessem aparecer. Já lá nos “states”os paletós e blaisers tinham um corte reto com 3 botões e duas aberturas na trazeira. Abotoava-se os dois botões de cima para baixo ficando o terceiro livre. As mangas tinham normalmente o comprimento dos braços, o que tornava para mim&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;uma dificuldade comprar algo sem precisar reformar, uma vez que com minha estatura média de brasileiro, as mangas de camisas ou paletos quase chegavam nos joelhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Às mulheres americanas com certeza faltava o charme e a graça da mulher brasileira, além do que pareciam tábuas, tal a falta das curvas tão notadas em nossas compatriotas. Acho que era até mais fácil distinguir uma brasileira no meio delas, do que achar um brasileiro no meio daqueles branquelos de pernas longas e braços compridos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Na minha busca “trombei” com o mineiro Migueleto. Não me lembro de seu primeiro nome, talvez até porque ele nunca o tenha mencionado, mas o seu paletó cinturado e os punhos de sua camisa ornamentados com vistosas abotoaduras, o identificaram como brasileiro na minha primeira olhada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Aconteceu numa tarde quando caminhava pela Broadway &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;em direção a estação do metrô da rua 72, e ví o tipo caminhando e seguindo com olhares &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;provocantes todas as mulheres que por ele passavam (mais uma caracteristica brasileira). Vestia um terno risca de giz acinturado, abotoaduras vistosas e não tive dúvidas fui logo indagando com tom afirmativo “você é brasileiro?” Sou ! veio rápida a resposta e dai o inicio de uma grande amizade, que durou por todo o tempo em que lá morei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Migueleto era fisicamente um tipo bem diferente. Muito feio para qualquer padrão de beleza. Seu cabelo lembrava um rato pelado, desengonçado e magrelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Sem dúvida tinha um charme que tocava as mulheres. Quando alguem combinava uma “party”no final de semana, tinha que convidar&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Migueleto...e suas amigas. Era sucesso garantido, a ponto de numa dessas, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;convidaram o próprio e suas&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;amigas, mas esqueceram de convidar um número razoável de amigos. Resultado? 30 mulheres e 12 homens num apartamento novaiorquino de 50 metros . Fracasso total da festinha pelo total desequilibrio das partes. Nessa festinha particularmente, tive que assumir o interfone, e a cada chamado que recebia do portão de entrada, quando a voz era feminina perguntando por Mr. Migueleto já respondia “we got no Mr. Migueleto in this apartment”, na esperança de salvar a noite. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Mas foi tudo em vão, pois as convidadas do amigo que chegaram a entrar na festinha, ao reparar&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o “score” iam, aos poucos e sorrateiramente se retirando daquilo que para elas era um verdadeiro”mico”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Numa outra ocasião, durante um evento no Central Park que apresentava um festival de quartetos vocais &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o“Barber Shop Quartet Festival”, Migueleto aprontou mais uma. Telefonou-me fazendo um convite - ”Carioca você vai hoje ouvir o melhor da música tradicional americana. São quartetos vocais exclusivamente formados por barbeiros e cantam muito!” Eu me entusiasmei, e ansioso me dirigi ao encontro do amigo, que morava a poucas quadras de minha casa, no west side, em um prédio meio decaido que, naturalmente, não existe mais. Esperei como que uns 30 minutos até que desisti e fui sozinho para o Central Park. O local eu já conhecia, pois ficava próximo do rink de patinação que eu costumava frequentar. Cheguei com o festival já iniciado e bem concorrido. Muita gente. Me arrumei e curti . Foi de fato uma tarde inesquecível, pessoas de vários cantos do país demonstrando suas qualidades musicais, sendo que na realidade, eram todos de fato barbeiros. Era uma tradição. Não sei se ainda existem esses festivais. Enriqueci minha discoteca com vários lps do gênero, depois daquela apresentação. Mas e Migueleto? Na minha volta para casa, ao sair do Central Park, observei um grupinho de umas 10 pessoas, a maioria mulherers que riam, davam gritinhos, cena comum que não chamaria a atenção de nenhum morador daquela cidade, fui me aproximando e me deparei com meu amigo Migueleto acompanhado de um macaquinho amestrado, que fazia graça e truques. Não entendi nada, até receber do amigo a justificativa pelo “cano”e o que representava todo aquele circo. “Acontece meu amigo Carioca, que a mulher americana é louca por qualquer bichinho de estimação, e uma amiga dona desse bichinho, me pediu um grande favor de dar uma voltinha para que ele tomasse um ar. Não podia negar-lhe o pedido. O que não esperava era ter todo esse sucesso. Fica tranquil, que estamos com a noite garantida”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Esse era meu amigo Migueleto. Um sucesso com as mulheres, e que com sua tremenda “cara de pau “ conseguia abrir várias portas. Foi ele quem me apresentou a um dos maiores músicos de jazz que tive oportunidade de conhecer. O baterista e lider do grupo The Messengers , Art Blakey. Foi num barzinho no Village, aonde Art Blakey se apresentava todos os sábados, a partir das 5 horas da tarde. Pareciam amigos de longa data. Não entendia como o músico americano conseguia se comunicar com alguém falando tão mal o inglês.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Tínhamos sempre uma mesa reservada quando das&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;apresentações do grupo de jazz de Art Blakey. Migueleto chegou a ir umas 2 ou 3 vezes, mas eu me tornei assíduo frequentador. Sozinho ou com algum amigo que curtisse o som do jazz. Por uma incrivel coincidência, muitos anos depois, creio que no final dos anos 80, o músico americano veio ao Brasil e ficou hospedado na casa de minha prima Baby Consuelo, hoje Baby do Brasil, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de quem tinha se tornado grande amigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 10px; white-space: pre; "&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KOc_EwdE7Kk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KOc_EwdE7Kk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-2909073566588908742?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/2909073566588908742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=2909073566588908742' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2909073566588908742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2909073566588908742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/09/1957migueleto.html' title='1957/Migueleto'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-3917168656050596578</id><published>2009-09-08T17:29:00.003-03:00</published><updated>2009-09-08T17:32:49.563-03:00</updated><title type='text'>1955/Niteroi</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Na minha infância/juventude, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;passei vários períodos de férias escolares em Niteroi, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;na casa de minha tia Esther, irmã de minha avó materna. Ela era &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;funcionária da Câmara dos Deputados que, na época, tinha sua sede no Rio de Janeiro porisso, assídua frequentadora &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;das famosas barcas, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que faziam o trajeto hoje substituido pela maravilhosa Ponte Rio- Niteroi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Morava na Rua Cleto Campelo em&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Icarai, numa casa bem espaçosa, muito confortável, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;com &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;seus dois filhos Luiz Carlos de Carvalho Cidade (nome que deu em homenagem a Luiz Carlos Prestes) e Humberto de Carvalho Cidade (o criador da Loteria Esportiva no Brasil) e sua irmã, a beata Senhorinha de Carvalho e Silva. Tempos depois vieram morar na casa , Bernadete, Angela e Ana Maria as netas, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;frutos de casamentos mal sucedidos dos filhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Em sua casa trabalhava Maria, que já fazia parte da familia, aliás acho que sempre fez. Maria era uma governanta&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que cuidava praticamente de tudo. Fazia um bolo de aipim e um pudim de tapioca como ninguém. Teve um filho de nome Alcino, que também acabou se integrando a familia Cidade. Uma coisa sempre me intrigou: Quem era o Sr. Cidade? Havia um mistério em torno do pai de meus primos. Ninguém tocava no nome dele. Naquela época, a educação &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;não nos permitia perguntar&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;sobre assuntos de adultos e, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;mesmo depois de adultos, nunca tivemos acesso a essa informação. Nunca procuramos saber, em respeito aquele silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A família Cidade era bem conceituada na sociedade de &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Niteroi. Eram sócios nos principais clubes , o Icarai Central e, lógico, o Iate Clube. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Os irmãos frequentemente apareciam &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;nas colunas sociais &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;locais, ora em eventos sociais de gala, ora como participantes dos blocos carnavalescos &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;bem tradicionais na época. Eram conhecidos pelas &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;tremendas confusões que faziam , &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;causadas pelo excesso de alcool.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Lembro-me que, como éramos garotos, não participavamos desses programas carnavalescos, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;mas ficávamos, meu irmão Haya e eu, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;esperando a chegada do primo Carlos, e nos divertíamos muito com o estado deplorável que chegava na volta para casa. Enquanto esperávamos o carnaval&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;terminar, nossa diversão era ir a praia com Alcino e as pequenas primas,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o tempo todo nos rodeavam.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Numa das temporadas que passamos em Niteroi , fomos levados pelo primo Humberto ao Clube Central, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;onde haveria um grande baile com orquestra. Na mesa &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;dos Cidade, além de Humberto , alguns amigos dele, Haya e eu. O pessoal da mesa já meio “ alto”. Bebiam Gin com Tônica e cerveja. Humberto, como de costume, queria aprontar alguma “maldade”conosco. Era sua diversão .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Além de nos deixar experimentar as &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;bebidas, nos fez &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;repetir e repetir, divertindo-se &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;muito ao nos ver &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;alcoolizados . Quando dei por mim, estava sentado tocando piano com a orquestra, que abrilhantava o baile.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Não faço idéia&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;do que toquei &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;naquele piano, mas não devo ter -me saido muito mal, pois&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;vários dias depois, ainda era cumprimentado por pessoas que nunca tinha visto antes, e que comentavam a minha performance daquela noite. Foi meu primeiro porre. Aos 16 anos.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Induzido pelo primo Humberto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;O dia seguinte foi terrível. Tia Esther fez um sermão daqueles. As priminhas, que na época tinham entre 3 e 6 anos, se divertiram com nosso estado lastimável, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;insufladas pelos pais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O primo Humberto&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;foi responsável por várias aventuras vividas em minha juventude, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;principalmente quando passava minhas férias em Niteroi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Gostava de apostar em cavalos, aliás, chegou a ter uma égua que corria no Jockey Clube do Rio de Janeiro, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;a Tarasca. Mais para pangaré do que para uma égua &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;campeã. Chegou a ganhar algumas corridas, mas isso acontecia quando disputava&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;com cavalos de nível bem baixo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Certa ocasião, havia feito uma “ aposta &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;acumulada” com um “bookmaker”, e ficou dependendo do vencedor do último páreo. A casa da Cleto Campelo&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;entrou na torcida, até Tia Niná (a beata) com seu “terço”, rezava pedindo a seus santos protetores que vencesse o cavalo que daria ao primo Humberto um belo prêmio em dinheiro. E o cavalo venceu! Foi uma gritaria total. Muita alegria. Muita comemoração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Mas, para o primo Humberto, a comemoração precisava de mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Havia um prostíbulo em Niteroi chamado “Churrascaria”, que ficava distante de Icaraí,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;acho que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;no “Saco de São Francisco”. Humberto resolveu que iria comemorar conosco, Haya e eu lá na Churrascaria, e para lá fomos. Devia ser um assíduo frequentador, pois foi recebido com todas as pompas e circuntâncias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Eram muito boas as férias em Niteroi. Voltei &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;esse ano, na semana santa, comde minha mulher Ruth, levado por meu filho Alexandre, minha nora e netas, depois de quase 50 anos . Cheguei pela Ponte Rio-Niteroi, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;sem barcas, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;sem os primos Humberto e Carlos, que se foram prematuramente, e sem tempo de rever a Cleto Campelo . As primas Ana Maria e Angela, já faz um bom tempo que não as vejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;A prima Bernadete também ficou um tanto distante, depois que seu pai o primo Carlos se foi, mas tivemos &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;bastante contato nos anos 60/70, quando morou em São Paulo com seu grupo “ Os Novos Baianos”, época que Riroca nasceu e ela hospedou-se em minha casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Não era mais a Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade. Passou a Baby Consuelo e ficou &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Baby do Brasil. Chegamos até &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;a jogar um futebolzinho com seu marido Pepeu Gomes, e os amigos, Paulinho Boca de Cantor, Gato Felix e o resto da troupe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Saudades da dupla de primos Carlos e Humberto companheiros de muita diversão e muita confusão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 10px; white-space: pre; "&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ojeJ-DCMtls&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ojeJ-DCMtls&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-3917168656050596578?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/3917168656050596578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=3917168656050596578' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/3917168656050596578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/3917168656050596578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/09/1955niteroi.html' title='1955/Niteroi'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-7462204014785592292</id><published>2009-08-31T22:45:00.005-03:00</published><updated>2011-03-30T20:42:14.171-03:00</updated><title type='text'>1956/Cine Jussara</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt; Tempos atrás, enquanto não se completava 18 anos, a gente se via impedido de fazer várias coisas e claro, era sempre o que a gente mais  queria fazer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Havia um salão de bilhar no bairro de Santa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Terezinha&lt;/span&gt;, na rua Conselheiro Moreira de Barros, em cima da Padaria Magna, que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Silvio&lt;/span&gt;, filho de “seu” Ferreira (um dos donos da padaria) tomava conta.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Silvio&lt;/span&gt; cantava arias de operas, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;enquanto preparava um sanduiche de mortadela na chapa ou um sanduiche de churrasco, as grandes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atrações&lt;/span&gt; dos lanches &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;da casa. O salão de bilhar era muito bem montado .Tinha umas 6 mesas de altíssima qualidade, tacos de primeira , enfim era muito bom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Silvio&lt;/span&gt; tinha um ajudante de nome &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Mario&lt;/span&gt;, que tinha um defeito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;fisico&lt;/span&gt;. Meio corcunda, seu corpo curvava-se para baixo, se locomovia com uma certa dificuldade. Era ele quem colocava as bolas na mesa,quem marcava o tempo no quadro e o principal, era o depositário das apostas feitas durante os jogos de” vida”, 21, disputas de partidas normais e outros, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que sempre apareciam. Mas, a grande responsabilidade em seu trabalho, era a de impedir que menores de 18 anos entrassem naquele “antro de vício e perdição”, como rotulavam a maioria das mães do pedaço, inclusive a minha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Era comum ver mães, namoradas, esposas subindo as escadas que davam acesso ao salão Magna, para tirar seus filhos, namorados e maridos das mesas de jogos infindáveis, principalmente quando o &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;jogo era a dinheiro. Eram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;quilômetros&lt;/span&gt; que se andava em volta daquelas mesas, com a esperança de, na próxima, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ganhar ou de continuar a &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ganhar mais do que já havia ganho. Muitas histórias e mais histórias que se ouvia por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;alí&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Contam que certa vez, subiu ao salão um jovem que havia passado para tomar um “rabo de galo”com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Silvio&lt;/span&gt;, antes de se encaminhar a igreja de Santa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Terezinha&lt;/span&gt; &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;alí&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;pertinho&lt;/span&gt;, aonde se casaria.” &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Mauricio&lt;/span&gt; Cabo de Aço” era assíduo frequentador do bilhar. Aquele apelido ninguém sabia porque. Jogava muito bem futebol.Canhoto no futebol mas destro no bilhar. Chegou a treinar no juvenil do São Paulo,quando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;time&lt;/span&gt; habitava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Canindé&lt;/span&gt;. Um “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;olheiro&lt;/span&gt;”o havia visto jogar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;time&lt;/span&gt; da Livraria Brasiliense, aonde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;trabalhav&lt;/span&gt;,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e fez o convite, mas os constantes atrasos nos treinos &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;por causa do bilhar, acabaram encerrando prematuramente a carreira daquele que poderia ter sido uma estrela de nosso futebol.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Mauricio&lt;/span&gt; tomou o seu “rabo de galo”com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Silvio&lt;/span&gt;, quando se despedia dos amigos para se dirigir ao seu próprio casamento, em sentido contrario entrava no salão um fulano do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Mandaqui&lt;/span&gt;, que havia perdido uma grande soma de dinheiro para o &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Mauricio&lt;/span&gt; no dia anterior. Postou-se a frente como que impedindo sua passagem e desafiou “&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Ontem foi seu dia mas hoje eu quero a forra&lt;/i&gt;”. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Mauricio&lt;/span&gt; argumentou que estava a caminho da igreja para casar, que poderiam marcar uma data para uma nova disputa. Mas de nada adiantaram &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;as explicações. O fulano queria naquele momento. Desafiou, ofendeu, xingou até que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Mauricio&lt;/span&gt; não conseguiu se segurar e gritou “Mário, monta a mesa 5”, mesa esta, que conhecia mais que a sua própria casa. Todas as “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;descaidas&lt;/span&gt;”e “mancadas “da mesa tinha sob seu domínio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O casamento estava marcado para as 7 horas da noite. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Mauricio&lt;/span&gt; havia chegado ao salão por volta das 6, e já eram 7h30 quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Silvio&lt;/span&gt; resolveu interferir&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e acabou com o jogo, salvando um casamento que poderia ter, como a carreira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;futebolistica&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Mauricio&lt;/span&gt;, acabado prematuramente. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Mauricio&lt;/span&gt; depois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;confidenciou&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Silvio&lt;/span&gt;, que teve que deixar o fulano ganhar, para poder se ver livre e chegar a tempo na igreja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Todos os jovens , hoje senhores, companheiros daquela época, tem uma história pra contar das aventuras vividas no Salão de Bilhar da Magna. A gente contava os dias para, ao completar os 18 anos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;peitar&lt;/span&gt; o Mário e ordenar “Mário monta uma mesa aí!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Outros programas, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;assim como a mesa de bilhar, também &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;eram esperados com muita ansiedade, como por exemplo, entrar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Cine&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Jussara&lt;/span&gt;, mostrar a carteira da escola, e deixar o porteiro frustrado por não barrar mais um que queria assistir os filmes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Martine&lt;/span&gt; Carol, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;atriz&lt;/span&gt; francesa, cujo dote maior de interpretação, era mostrar os seios &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;desnudos&lt;/span&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Cine&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Jussara&lt;/span&gt;, ficava na Rua Dom José de Barros, era frequentado &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;por senhores &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;e o cenário preferido por moleques como nós &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;na época, para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;batizar&lt;/span&gt; a entrada aos 18. Difícil encontrar uma senhora ou moça na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;platéia&lt;/span&gt;. Normalmente, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;quando o filme se encaminhava para seu final, era comum notar o público mais adulto, se levantar e sair antes que as luzes se acendessem. Nós queríamos ficar até a última legenda, na esperança que alguma imagem extra pudesse nos brindar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Os jovens de hoje, já não precisam mais esperar os 18. Se ligarem &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;TV para assistir aos BBBs da vida, ou alguns canais a cabo, podem descobrir dentro de suas próprias casas desde a mais tenra idade, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;os segredos e emoções que a nós só foi permitido na maioridade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 10px; white-space: pre; "&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BZNWhfFIG_w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BZNWhfFIG_w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-7462204014785592292?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/7462204014785592292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=7462204014785592292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7462204014785592292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7462204014785592292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/08/1956cine-jussara.html' title='1956/Cine Jussara'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-471650160366960687</id><published>2009-08-24T22:17:00.018-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1969/Rádio Apolo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SpNAPUIeGFI/AAAAAAAABWw/235Tm_6emGc/s1600-h/bossa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SpNAPUIeGFI/AAAAAAAABWw/235Tm_6emGc/s320/bossa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373709412229584978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;São poucas&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;pessoas&lt;/span&gt; que conheço, que ouviram falar nessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;emisso&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR;mso-no-proof: yes"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ra&lt;/span&gt; de rádio. Até, talvez, se &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;/span&gt;lembrem da Rádio Industrial Paulista. Na verdade trata-se da mesma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;emissora&lt;/span&gt;. Rádio Industrial Paulista, tinha sua sede no bairro de Pinheiros e sua programação era voltada à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;colonia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;nipônica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Sucessos musicais, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;noticiários&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;anun&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ciantes&lt;/span&gt; de produtos orientais preenchiam os horários da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;emissora, &lt;/span&gt;que era dirigida e de propriedade de japoneses. Quando passou a se denominar Rádio Apolo, fazendo alusão lógica às naves espaciais do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Projeto&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Apollo&lt;/span&gt; durante o governo Kennedy, mudou de endereço e de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;personalidade&lt;/span&gt;. Foi para a Praça &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Oswaldo&lt;/span&gt; Cruz e eliminou a programação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;nipônica&lt;/span&gt;. A pequena Rádio Industrial Paulista preparava-se para crescer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Foi o amigo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Helio&lt;/span&gt; Cordeiro, com &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;excelente passagem como&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;repórter&lt;/span&gt; pela &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Jovem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Pan&lt;/span&gt; e com quem já &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;havíamos&lt;/span&gt; trabalhado &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;em 1962 na Midas Propaganda, que nos encaminhou a tal Rádio Apolo, que precisava de uma sustentação em sua programação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;noturna e&lt;/span&gt;  passava como toda a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;emissora,&lt;/span&gt; por uma reestruturação. A dupla dinâmica entrava em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;ação&lt;/span&gt; mais uma vez!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Claro que não era nada atraente a proposta financeira oferecida pelos administradores da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;emissora&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Não havia salário. Nós é que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;tínhamos&lt;/span&gt; que buscar o nosso ganho, mas em compensação, nos 3 primeiros meses, não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;teríamos&lt;/span&gt; que repassar nada a rádio.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Eram permutas e mais permutas, pois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;tínhamos&lt;/span&gt; que mostrar aos novos anunciantes que o programa era super procurado por anunciantes diversos. Permutas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;butiques&lt;/span&gt;, restaurantes, oficinas mecânicas, cinema ao ar livre (na época muito em voga), enfim, o que viesse era bem vindo. Difícil, era depois repassar tudo aquilo e fazer dinheiro, pois as crianças estavam crescendo e com elas as despesas aumentando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Meu irmão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Haya&lt;/span&gt; deu a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;idéia&lt;/span&gt; de fazermos um programa que desse opções de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;entretenimento&lt;/span&gt; para a semana, que abrisse espaço ao ouvinte solitário e executasse o melhor da música brasileira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Funcionou. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Tínhamos&lt;/span&gt; uma agenda de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;entretenimento&lt;/span&gt; bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;atual&lt;/span&gt;, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;seleção&lt;/span&gt; musical por motivos óbvios,  não poderia ser melhor. O ouvinte solitário encontrou no “Último Programa” um cantinho amigo para suas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;solicitações&lt;/span&gt;. Este último segmento do programa era interessante, pois as pessoas que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;alí&lt;/span&gt; chegavam, não traziam dramas nem desgraças, apenas desabafos e vontade de encontrar entes que não viam há muito tempo. Eram figuras curiosas que prendiam a atenção de nossa minúscula audiência, e isso, mais por causa da baixa potência de seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;transmissores&lt;/span&gt; do que pela qualidade de nosso programa, modéstia a parte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;O programa ia bem, havia até uma perspectiva de termos outros horários na programação, mas... no final do ano de 1968, mais precisamente em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;dezembro&lt;/span&gt;, foi &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;instituído&lt;/span&gt; o Ato &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Institucional&lt;/span&gt; número 5, que determinava a censura total à imprensa e deu início ao fechamento de muitas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;emissoras&lt;/span&gt; de rádio em todo o país. Claro que São Paulo foi premiado, e, com vários tipos de justificativas, a ditadura militar encerrou as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;atividades&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;emissoras&lt;/span&gt; que, segundo eles, podiam difundir “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;atos&lt;/span&gt; nocivos à nação”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Por outro lado, passaram a conceder autorizações para a instalação de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;emissoras&lt;/span&gt; que transmitissem em “Frequência Modulada” e que só executassem músicas. Nada de notícias. Nada de jornalismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E foi assim com a pequenina e inofensiva Rádio Apolo que também foi, como muitas outras, fechada pela ditadura militar. E o nosso inocente programa de entreterimento e interatividade com o ouvinte, tão em voga nos dias atuais, acabou por se tornar um perigo a "segurança nacional". &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-471650160366960687?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/471650160366960687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=471650160366960687' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/471650160366960687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/471650160366960687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/08/1969radio-apolo.html' title='1969/Rádio Apolo'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SpNAPUIeGFI/AAAAAAAABWw/235Tm_6emGc/s72-c/bossa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-2418241763347019466</id><published>2009-08-16T19:04:00.014-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1965/Ary Toledo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Ary Toledo&lt;/span&gt; era um personagem que transitava com &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;frequência&lt;/span&gt; pelo Teatro de Arena. Ali começou sua carreira como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ator&lt;/span&gt;, aliás como varredor, depois de alguns dias insistindo com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Boal&lt;/span&gt; para que lhe desse uma chance, largou a vassoura. Fez uma ponta em “”Revolução na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;América&lt;/span&gt; do Sul”, mas o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;objetivo&lt;/span&gt; era mesmo mostrar suas composições, na maioria &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sátiras&lt;/span&gt; políticas recheadas de palavrões. Para ele, a partir de duas pessoas, já tinha público suficiente, para empunhar seu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;inseparável&lt;/span&gt; violão (era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sofrível&lt;/span&gt; no instrumento) e mostrar &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;algumas de suas obras. Não era cantor, mas sabia “dizer”como ninguém, as letras de suas composições. Ríamos bastante com suas interpretações, sempre cheias de muitas caretas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A certa altura, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Ary&lt;/span&gt; já tinha um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;repertório&lt;/span&gt; pronto para um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;show&lt;/span&gt; solo, quando numa conversa informal, resolvemos fazer uma &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;apresentação&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;sua numa &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;segunda-feira no Arena, data semanal que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;dedicávamos&lt;/span&gt; às “Noites de Bossa”. Claro que foi um sucesso! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A partir daí, rodou por muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;inferninhos&lt;/span&gt;, circos e teatros no interior com suas apresentações&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Quando em 1966, um anos depois da estréia na TV &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Record&lt;/span&gt; do programa “O Fino da Bossa”, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Ary&lt;/span&gt; levantou a platéia e teve que voltar 5 vezes para o “bis”, não havia mais dúvidas sobre o seu talento e o rumo que tomaria a sua carreira. Seu primeiro grande sucesso “Pau de Arara”, uma caricatura do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;nordestino&lt;/span&gt; que vem para a cidade grande, tocava mais que os Beatles nas emissoras de rádio. Depois vieram “Canção do Subdesenvolvido”, " Descobrimento do Brasil” e várias sátiras políticas, que lhe renderam várias prisões e cortes de censores nos programas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;tv&lt;/span&gt; que participava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Com toda a esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;verve&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;cômica,&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Ary&lt;/span&gt; foi enriquecendo suas apresentações com piadas, que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  o tornaram &lt;/span&gt;o maior contador de piadas de todos os tempos. Dizem que seu acervo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;coleciona&lt;/span&gt; mais de 30 mil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Em 1982 tive o prazer de te-lo em &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;projeto&lt;/span&gt; “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Jornalfone&lt;/span&gt;”, aonde &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;gravava suas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;incríveis&lt;/span&gt; piadas para o “Disque Piada”. Chegava em seu “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Fusca&lt;/span&gt;” prateado (na época ele cabia em um), e até chegar ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;estúdio&lt;/span&gt;, que ficava nos fundos de uma casa na Rua Barão do Triunfo no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Brooklin, &lt;/span&gt;eram dezenas de piadas novas que ia contando. Entrava no &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;estúdio&lt;/span&gt; e ficava várias horas gravando, sempre de bom humor e orgulhoso pelo trabalho pioneiro, que era contar piadas ao telefone.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Ary&lt;/span&gt; hoje roda o pais inteiro com seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;show&lt;/span&gt;. Provavelmente tenha sido o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;precursor&lt;/span&gt; no Brasil do“&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;StandUp&lt;/span&gt;”, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; de comédia feito por apenas um humorista, tão em voga nos dias de hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 10px; white-space: pre; "&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cOYbblhlI8Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cOYbblhlI8Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-2418241763347019466?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/2418241763347019466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=2418241763347019466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2418241763347019466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2418241763347019466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/08/1965ary-toledo.html' title='1965/Ary Toledo'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-8931257272054640287</id><published>2009-08-10T09:09:00.002-03:00</published><updated>2009-08-10T09:22:09.770-03:00</updated><title type='text'>1985/Jornal da Rua</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SoAQw7AwHtI/AAAAAAAABVg/eVdSoJgrO98/s1600-h/janio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SoAQw7AwHtI/AAAAAAAABVg/eVdSoJgrO98/s320/janio.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368309188486242002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Havia feito um trabalho na TV Bandeirante, no departamento de eventos especiais, que na época era comandado por Caetano Zama, quando recebi a notícia de que o departamento seria desativado. Coloquei a cabeça para trabalhar em um novo projeto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aliás, o convite para trabalhar nesse setor da TV Bandeirantes, partira do amigo Ivan Magalhães, que notara o nosso estado emocional com o desfecho do Jornalfone, fato que já contei em post publicado aqui em meu blog.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Morava para Rua Pamplona há pouco tempo, mas já vivia naquela região desde 1970, quando montei meu escritório de assessoria de imprensa e tinha vários amigos na região. Gostava de conversar com os vizinhos do escritório, de casa, costumava fazer minhas compras na própria Pamplona, prestigiando o comércio local. Andava de ponta a ponta na rua, desde&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a av. Paulista até a rua Estados Unidos.Conhecia cada loja. Meus filhos estudavam no Colégio Assunção, minha agencia bancária, o supermercado, o cinema, lojas de roupas, de discos, enfim tudo que precisasse encontrava na Pamplona e gostava&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;da comodidade de ter tudo ao meu redor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Percebi que muitos moradores, não sabiam o que tinha tão perto de suas casas. Foi aí que surgiu a idéia: - “Vou fazer um jornal de bairro, que destaque o comércio e os moradores da Rua Pamplona”. Minha mulher, que na época trabalhava em uma produtora de cinema, achou o filão interessante e se propôs a me ajudar nesta empreitada. Demitiu-se do emprego e embarcou comigo nesse novo sonho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O primeiro passo foi fazer um layout moderno, pois os jornais de bairro na época eram tamanho standard, mal diagramados e mal impressos. Enquanto Ruth cuidava do visual e nós juntos do editorial, saí a campo para fazer uma pesquisa entre os comerciantes, e saber o que achavam da idéia. Aprovação total!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A proposta do primeiro número era um “tablóide” com oito páginas, mas o número de anunciantes era grande. Tivemos que sair com doze. Um deles, que estava inaugurando uma loja de revelação de fotos em 1 hora, na época, uma novidade, comprou a página dupla central do Jornal da Rua Pamplona.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Começamos distribuindo cinco mil exemplares nas residências e comércio, no quadrilátero que compreendiam a faixa da av. Paulista até a Rua Estados Unidos e da Avenida 9 de Julho a av. Brigadeiro Luiz Antonio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em pouco tempo saímos do escritório improvisado em casa, para um conjunto comercial na mesma Rua Pamplona. De quinzenal&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;as edições &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;passaram a semanais e, rapidamente,já era o “Jornal da Rua Jardins”, com a distribuição atravessando a Avenida 9 de Julho e chegando na Rua Mello Alves. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No jornal fizemos entre outros o lançamento do Mc Donalds da Paulista, da danceteria Up&amp;amp;Down, da Ag.Banespa Pamplona, e também muitos eventos para a comunidade, com o apoio dos comerciantes e de grande clientes como Coca Cola, Casas Bahia, Banco Itaú, Pão de Açúcar e outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os eventos eram realizados na própria Rua Pamplona entre a Al. Lorena e Rua Guarará.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fato curioso é que um mês após ter lançado o “Jornal da Rua Pamplona”, meu irmão Haya se entusiasmou e lançou o “Jornal da Rua Joaquim Floriano”, também com muito sucesso. Tempos depois, objetivando aumentar nossa tiragem e atingir uma área maior, unificamos os jornais, que passou a ser simplesmente “Jornal da Rua”. Nossa tiragem já atingia 40 mil exemplares e avançávamos em áreas como Pinheiros e Moema. Modestamente estávamos fazendo escola. O Estado de São Paulo lançou na época um suplemento intitulado “Seu Bairro”, cobrindo as mesmas regiões e com as mesmas características que o nosso Jornal da Rua. Talvez como faltasse a eles aquele a vivência &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que eu e Haya tínhamos nas regiões não tiveram sucesso. Continuamos crescendo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de três anos, reunindo a comunidade todo segundo domingo do mês para realizar o Brincando na Rua, tivemos que parar a atividade, pois o fato de fechar uma via como a Pamplona durante toda a manhã de domingo, começou a gerar problemas de trânsito da região. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nossos eventos saíram das ruas e passaram a ser feitos no Parque do Ibirapuera, no período de férias. Em Janeiro o “Verão no Parque” e em Julho “Férias no Parque”. Instalávamos no estacionamento do MAM paredes de Alpinismo, sala de musculação, palco para aulas de aeróbica, além das atividades para as crianças. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os moradores da Pamplona sentiram falta daquelas manhãs, onde amigos se encontravam e pediam a volta dos domingos de brincadeira. Para tendê-los, fizemos contato com o Banco Itaú, que gostou da idéia e, além de ceder seus estacionamentos (Pamplona&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;com esquina Caconde, Joaquim Floriano, Rua dos Pinheiros e em Moema), patrocinava todos os custos do evento. Assim fez também o Pão de Açúcar com as lojas de Moema e Itaim Bibi. A Coca Cola dava suporte, além da farta distribuição de refrigerantes. Foi um trabalho bastante gratificante que integrava a comunidade e criava uma boa oportunidade de convivência das famílias e amigos nestas regiões. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro destaque do jornal era a coluna “Eu sou da Rua”, que apresentava aos leitores seus ilustres, famosos e ou mesmo curiosos vizinhos. Escritores famosos, músicos, pessoas que viviam na região há muito tempo, contavam suas histórias e seu amor pelo bairro. &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O trabalho de utilidade pública foi o grande diferencial do Jornal da Rua. As reivindicações dos moradores e comerciantes locais eram encaminhadas as autoridades competentes e resolvidas rapidamente. Eram pontos de ônibus que mudavam de lugar para facilitar a vida de escolares, solicitação de iluminação em ruas escuras, postos policiais, e até a mudança da denominação da subprefeitura de Pinheiros, na época Administração Regional de Pinheiros, que passou a Administração Pinheiros-Itaim Bibi, mudança feita pelo então prefeito, Janio Quadros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muitos políticos, candidatos nos procuravam e, evidentemente, a maioria, só quatro anos depois íamos rever. Mas não nos negávamos a recebê-los. Atender a seus pedidos ficava estritamente ao nosso critério e a interesses da comunidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aos poucos e depois de mais de 12 anos de vida, as coisas começaram a ficar difíceis para manter nosso projeto. O papel encareceu demais e os comerciantes locais passavam por dificuldades, o que nos obrigou a encerrar as atividades, mas com a certeza do dever cumprido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje, ao ver nas esquinas e faróis os tablóides tão semelhantes ao nosso Jornal da Rua, sinto saudades, mas também uma ponta de orgulho pelo ineditismo desta idéia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A propósito, o Jornal da Rua foi fundado em 8 de Agosto de 1985 há 24 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Na foto acima, o ex- prefeito Janio Quadros examina o Jornal da Rua na residência de meu irmão Haya,junto com Rames Zugaib, então presidente do Conseg-Itaim e o vereador Andrade Figueira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-8931257272054640287?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/8931257272054640287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=8931257272054640287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/8931257272054640287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/8931257272054640287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/08/1985jornal-da-rua.html' title='1985/Jornal da Rua'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SoAQw7AwHtI/AAAAAAAABVg/eVdSoJgrO98/s72-c/janio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-3378890792132617942</id><published>2009-08-03T09:09:00.003-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.028-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1965/Plinio Marcos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SnbV_LF3XJI/AAAAAAAABVQ/fru-jgx1330/s1600-h/plinio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 81px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SnbV_LF3XJI/AAAAAAAABVQ/fru-jgx1330/s320/plinio.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365711287344389266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Durante o período em que ocupamos o Teatro de Arena, nos anos 60, quando produzíamos as famosas “Noites de Bossa”e “ Noites de Jazz”, tivemos a oportunidade de conhecer e conviver com muitos atores, atrizes e autores de vanguarda, que por ali circulavam. Alguns marcaram seus nomes na história da dramaturgia brasileira, como Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal ,Dina Sfat, Paulo José, Claudio e Sergio Mamberti , Jacques Lagoa, Plínio Marcos e muitos outros. Com o sucesso das novelas, muitos viraram superastros, outros direcionaram suas carreiras para a publicidade, alguns continuaram no mundo do teatro e também teve o time dos que desistiram.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era costume do pessoal do Arena freqüentar o bar Redondo, que até hoje existe nas esquinas da Ipiranga com a Theodoro Baima. Ali, sentados nas mesas do bar, peças teatrais foram combinadas, textos foram escritos e elencos formados. O Bar Redondo era, sem dúvida, a extensão do Arena.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi numa daquelas mesas que conheci Plínio Marcos. De jeito desengonçado, fumando muito, desbocado e relaxado nas vestimentas Plínio era uma figura. Com gênio e personalidades fortes, era muito respeitado pelos colegas da classe teatral.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nessa época trabalhava na TV Tupi, no setor de almoxarifado ou tráfego, não me recordo bem, e suas obras começaram a aparecer, principalmente pela censura e ele rotulado pela mídia como o “escritor maldito” “o boca suja” &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;e vários outros adjetivos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Reencontrei Plínio Marcos no&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;final dos anos 80, trazido pelo amigo Walter Silva, para participar do nosso futebolzinho, que era jogado religiosamente aos sábados no campo de “society “de terra batida do Colégio Santa Cruz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais gordo, mais famoso, mas, continuava irreverente, desbocado e polêmico. Difícil era o jogo, em que estando presente, não saísse uma discussão, esquecida automaticamente, ao final da “pelada”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em 85 fundei com minha mulher Ruth, um jornal de bairro e entre os nossos colaboradores tive Plínio Marcos. Tinha uma coluna sobre esoterismo. Ele mesmo me pediu para ter aquele espaço e divulgar seu trabalho. Não reivindicou nada em troca e eu me senti honrado em tê-lo como colunista do Jornal da Rua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Certa vez, no começo dos anos 90, ia participar de uma feira esotérica no Anhembi e ligou para me convidar para a inauguração. Fazia questão que eu fosse com Ruth minha mulher, também ligada&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;aos assuntos esotéricos. Por algum motivo, ficamos impedidos de comparecer a inauguração da tal feira. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No dia seguinte, Plínio me ligou nervoso, me dando uma tremenda bronca, falando todos os palavrões que seu extenso vocabulário era conhecedor, sem ao menos &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;deixar que eu explicasse o motivo de minha ausência. Antes de bater o telefone na minha cara, ainda avisou “ E não escrevo mais naquela porra de jornal! ”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sumiu o meu amigo. Nem no futebol ia mais. Liguei para o Walter, que justificou que ele andava muito nervoso, mas que, pelo que conhecia do Plínio, logo voltaria a falar comigo. Ainda liguei para ele umas duas vezes sem sucesso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em 92 durante uma “pelada” com amigos em minha chácara &lt;st1:personname productid="em S￣o Louren￧o" st="on"&gt;em São Lourenço&lt;/st1:personname&gt; da Serra&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;sofri um acidente vascular chamado de “Síndrome da Pedrada”, que, segundo o ortopedista que me atendeu, deixa em você a nítida impressão de ter levado uma pedrada na perna. Resultado: perna engessada e imobilidade de mais de 30 dias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passava o tempo assistindo TV, ouvindo rádio e lendo livros e jornais. E foi numa leitura de jornal que vi o anúncio do Clube de Criação de São Paulo, sobre um concurso para locutores de comerciais chamado &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;“Ponha a Boca no Microfone”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pedi&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a minha secretária no Jornal da Rua, que mandasse um mensageiro até o Clube de Criação e me trouxesse a ficha de inscrição, gravei uma fita cassete com o texto indicado e mandei. Uns 40 dias depois, já sem o gesso, fui receber o prêmio. Havia sido um dos escolhidos com direito até a um trabalho para a Caloi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando ainda saboreava a conquista, que espantou vários amigos, que me perguntavam se aquele que ganhara o prêmio era um de meus filhos, recebo uma ligação do Walter Silva me passando um recado. Plínio estava com um monólogo no Teatro Cultura Artística, e havia deixado na bilheteria dois ingressos para mim e Ruth.Claro que fomos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para nossa surpresa durante o monólogo, muito engraçado e cheio de histórias inusitadas, Plínio de repente, começa a improvisar e inclui no texto uma homenagem pelo&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;fato de eu, com 54 anos, ainda ir em busca de atividades novas, já que nunca havia feito locução comercial . Do teatro, ainda fizemos um tour com Plínio pela noite paulistana oferecendo seus livros, como era o seu costume.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Plínio Marcos morreu em 19 de novembro de 1999 aos 64 anos de idade. Era santista, mas seu clube do coração era o Jabaquara da cidade de Santos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="mso-ansi-language:EN-US;font-family:Arial;font-size:7.5pt;color:black;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FGLiyV0qw9Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FGLiyV0qw9Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-3378890792132617942?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/3378890792132617942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=3378890792132617942' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/3378890792132617942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/3378890792132617942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/08/1965plinio-marcos.html' title='1965/Plinio Marcos'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SnbV_LF3XJI/AAAAAAAABVQ/fru-jgx1330/s72-c/plinio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-7074322136960454220</id><published>2009-07-27T16:25:00.002-03:00</published><updated>2009-07-27T16:38:41.723-03:00</updated><title type='text'>1962/Adhemar Ferreira da Silva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sm4CGuNqJBI/AAAAAAAABVI/98t_X1HgyPE/s1600-h/adhemar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 221px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sm4CGuNqJBI/AAAAAAAABVI/98t_X1HgyPE/s320/adhemar.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363226520752628754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao longo de meus 70 anos, tive o privilégio de conhecer muitas pessoas com quem me identifiquei, e que considero especiais. Com algumas tive &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ligações profissionais, com outras, foram relacionamentos de &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;amizade e admiração. Pessoas que fizeram parte de histórias neste blog, e com certeza terei a chance de lembrar e citar &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;outras. Várias já se foram, mas deixaram fortes lembranças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era ano de eleições municipais e estaduais &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo. Os" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo." st="on"&gt;em São Paulo.&lt;/st1:personname&gt; Os&lt;/st1:personname&gt; políticos se&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;movimentavam para arregimentar o maior numero possível de apoios para suas candidaturas, os mais procurados eram aqueles de prestígio em seus bairros, alguém com destaque na mídia, os ditos “formadores de opinião”, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;aqueles que pudessem contribuir financeiramente para suas campanhas promovendo reuniões churrascos, enfim aglutinando o maior número possível de pessoas, que pudessem render alguns votos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi para uma dessas reuniões que certo dia fui convidado. O convite me sensibilizava pela comida, bebida e pelo dono da casa, que apesar de aposentado de suas atividades esportivas, era considerado &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;depois de Pelé, o nosso maior ídolo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na casa de Adhemar Ferreira da Silva &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;aconteceria o evento. Confesso que não me lembro do nome do candidato que ali se encontrava dando risadas cumprimentando a todos que chegavam inclusive a nós, um grupo de jovens totalmente desinteressados pelo mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tinha mais gente ao redor de Adhemar do que do próprio candidato. Travamos um papo ao chegar, contei-lhe que havia chegado recentemente dos “states” e aos poucos fui me ambientando naquela casa bem charmosa no bairro da Casa Verde, vizinha a minha Santa Terezinha. Depois de me perguntar o que queríamos beber, serviu-me uma dose de “White Horse”, chopp a meus amigos e nos deixou totalmente a vontade. Era um verdadeiro gentleman o nosso anfitrião.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto no quintal rolava um churrasco, caminhei pela casa olhando os objetos de &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;decoração, fotos, medalhas, troféus até que me deparei com um piano. Como até hoje faço, não me contive, abri a tampa do piano e comecei a dedilhar uns acordes. Aos poucos as pessoas na casa foram se chegando ao redor do atrevido pianista, que sem pedir licença tomou conta do instrumento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Adhemar foi um atleta incrível. O único atleta brasileiro a ganhar 2 medalhas de ouro &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;em &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Olimpíadas consecutivas. Na da Finlândia em 1952 ao saltar &lt;st1:metricconverter productid="16,22 metros" st="on"&gt;16,22  metros&lt;/st1:metricconverter&gt; e em Melbourne em 1956, quando cravou &lt;st1:metricconverter productid="16,35 metros" st="on"&gt;16,35 metros&lt;/st1:metricconverter&gt;, tornando-se bi campeão olímpico no salto triplo.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Além dos feitos esportivos que foram muitos, Adhemar por sua competência, fineza, educação e cultura se destacou também na diplomacia. Foi adido cultural em Lagos na Nigéria durante 3 anos a convite do Itamarati e representou o Brasil em várias oportunidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Naquele dia, enquanto dedilhava aquele piano notei&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Adhemar &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;se aproximando. Encostou-se e perguntou “Conhece Because of you?” ao que imediatamente comecei a tocar, pensando que queria me ouvir, mas, ele é que queria cantar aquela música. E não é que além de todos os predicados que já tinha, Adhemar era um excelente cantor? Depois veio “Ces ci bom”, cantada num excelente francês, encerrando sua audição, pois não queria ser o centro das atenções, afinal a festa não era dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltei &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;reencontrar &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Adhemar em sua casa mais de 25 anos depois, quando o amigo em comum, na época Capitão Marciano, que trabalhava com ele na Secretaria de Bem Estar Social, me convidou para um churrasco lá na mesma Casa Verde. Adhemar era candidato a deputado. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Foi um reencontro muito agradável. Lembro-me que chegamos já no final do churrasco e ficamos durante muito tempo conversando, ouvindo música e relembrando o dia que o acompanhei ao piano. Elza a esposa, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;a filha Adyel, uma afinadíssima cantora e Diego, o neto, por quem nutria um grande carinho, estavam presentes. Ele sempre gentil, fino e cativante. Era uma pessoa especial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois disso encontrei com Adhemar mais algumas vezes, numa delas em um evento que fizemos em 1992 para crianças, patrocinado pela Coca Cola no estacionamento do Supermercado Pão de Açúcar no bairro de Moema e a ultima em 2000 no Estádio do Pacaembu quando acompanhava uma delegação de atletas universitários da UniSantana onde era coordenador de esportes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A jornalista Tânia Mara Siviero&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;com o apoio da Bolsa de Mercadorias &amp;amp; Futuros produziu um belíssimo trabalho muito bem documentado e ilustrado sobre Adhemar no ano de 2000 e que deu o titulo de “Herói por nós”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Adhemar Ferreira da Silva faleceu em 12 de janeiro de 2001 aos 73 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Na foto acima Adhemar prestigiando evento para crianças em Moema&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="mso-ansi-language:EN-US;font-family:Arial;font-size:7.5pt;color:black;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tg1HH9kGJK4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tg1HH9kGJK4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-7074322136960454220?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/7074322136960454220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=7074322136960454220' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7074322136960454220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7074322136960454220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/07/1962adhemar-ferreira-da-silva.html' title='1962/Adhemar Ferreira da Silva'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sm4CGuNqJBI/AAAAAAAABVI/98t_X1HgyPE/s72-c/adhemar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-7195043449877246461</id><published>2009-07-22T09:21:00.013-03:00</published><updated>2009-07-23T09:54:30.498-03:00</updated><title type='text'>Blog de Ouro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SmhcYDF6hiI/AAAAAAAABU4/rP-YpyEhS7E/s1600-h/blogouro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 159px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SmhcYDF6hiI/AAAAAAAABU4/rP-YpyEhS7E/s320/blogouro.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361636924601304610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                                          &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;                          &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  Foi com muita alegria e orgulho que meu modesto blog de memorias recebeu a indicação para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;prêmio&lt;/span&gt; "Blog de Ouro". O orgulho foi grande pois a indicação partiu de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Raphael&lt;/span&gt; Neves autor do blog &lt;a href="http://www.blogger.com/politikaetc.blogspot.com"&gt; politikaetc&lt;/a&gt; e que admiro por seu talento e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;competência&lt;/span&gt; na analise da politica nacional e internacional. Obrigado Rapha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A aceitação do prêmio implica na obediência às regras listadas abaixo, entre as quais a publicação deste post.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As regras do prêmio são as seguintes:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1- Exibir a imagem do "Selo de Ouro"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2-Postar o link do blog que te indicou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3-Indicar 4 blogs de sua preferência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4-Avisar seus indicados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5-Publicar as regras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6-Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui vão meus indicados ao "Blog de Ouro":&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/nemvem-quenaotem.blogspot.com"&gt;nemvem-quenaotem&lt;/a&gt; ,de Juan Trasmonte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/letras-livres.blogspot.com"&gt;Liberdade Poética&lt;/a&gt;, deGilson Borges Corrêa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/xeudizer.blogspot.com"&gt;noticias do interior&lt;/a&gt; ,de Bernardo Guimarães&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/cubaenlaopinion.blogspot.com"&gt;opinion cubana&lt;/a&gt; , de Julio Antonio Rodriguez Santana&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito obrigado e boa sorte!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family:Arial;font-size:13px;"&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;font-size:7;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" white-space: pre;font-size:48px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-7195043449877246461?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/7195043449877246461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=7195043449877246461' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7195043449877246461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7195043449877246461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/07/blog-de-ouro_22.html' title='Blog de Ouro'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SmhcYDF6hiI/AAAAAAAABU4/rP-YpyEhS7E/s72-c/blogouro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-8290527803835688170</id><published>2009-07-20T17:30:00.002-03:00</published><updated>2009-07-20T17:33:26.262-03:00</updated><title type='text'>1959/La Bilbaina</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SmTUgxl9XzI/AAAAAAAABUY/JsHUpUKZ-hA/s1600-h/new_york.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 317px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SmTUgxl9XzI/AAAAAAAABUY/JsHUpUKZ-hA/s320/new_york.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360643116011183922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Alguns amigos latinos que eu tinha &lt;st1:personname productid="em New York" st="on"&gt;em New York&lt;/st1:personname&gt;, perceberam minhas habilidades no futebol. Aconteceu durante uma das tardes, entre uma aula de música e outra de inglês, quando passávamos o nosso tempo disponível no Central Park, batendo uma bolinha. Insistiam que eu deveria procurar um time local, para praticar o meu talento. Provavelmente, a falta de intimidade deles com a bola, os fez crer na idéia de que eu era um “tremendo jogador”. Nem tanto... Apenas lidava com “la pelota” com um pouquinho mais de amor e carinho já que gostava muito dela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Andrés, um amigo Filipino amante da cozinha espanhola, que costumava freqüentar um restaurante espanhol o “&lt;st1:personname productid="La Bilbaina" st="on"&gt;La Bilbaina&lt;/st1:personname&gt;” em Manhattan, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;certo dia me convidou para comer uma paella com o objetivo de me apresentar ao dono do restaurante, que também era o “dono”do time Hispano FC., que disputava o campeonato da Liga Metropolitana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de algumas taças de vinho e de maravilhosas garfadas da paella, que nunca havia experimentado antes, Andrés coadjuvado por mais dois amigos chilenos que nos acompanhavam, entrou no assunto com Pepe o dono e seu amigo - ´’ trouxemos aqui &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;esse brasileiro, que joga muita bola, e &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;pode entrar no seu time a hora que você quiser, claro depois de fazermos um acerto”. Eu levei um susto! Os caras estavam vendendo o meu passe! Bom, não era bem isso. O Clube não tinha dinheiro para pagar ninguém .Era modesto e o pessoal que ali jogava, era da colônia hispânica. Mas eles queriam que eu desfrutasse de algumas vantagens ...e eles &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;na minha cola claro! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de muita conversa, o dono do time marcou um treino, quando eu faria minha apresentação, e assim teria a oportunidade de mostrar ao “coach” minhas habilidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lógico, fui aprovado. Pela foto acima dá para perceber o nível atlético dos jogadores do meu time. Fiz dois gols e dei passe para mais um. Mas como dizia o grande filósofo popular “Neném Prancha”, ”Jogo é jogo, treino é treino”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Saímos do treino direto para o restaurante. Ali, a farra foi grande, com muita&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;bebida e muita comida. Essa era a rotina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rotina também era a dos resultados de nossos jogos. Difícil sair dos carecas gramados nova-iorquinos com uma vitória. Mas a única coisa inadmissível para Pepe, era o time perder de zero. Isso feria a honra dos espanhóis. Se apanhássemos de mais de 3 gols, não tinha nem comida e nem bebida, isso fazia parte do acordo, que era feito com todos os jogadores do time, que entrava em campo com um único pensamento”Qual será o cardápio de hoje e que vinho vamos beber?” Quando o placar era por demais desastroso, saíamos direto do chuveiro para casa ou para algum lugar onde pudéssemos beber, nem que fosse às nossas custas, para comentar o jogo, aliás, o melhor de tudo (depois da comida).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O acordo de “meus empresários” com o Hispano, era de alguns dólares semanais, dinheiro que pagava &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;a condução (e sempre sobrava alguma coisinha), refeições no restaurante e, nas vitórias com gols feitos por mim, podia convidar meus amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acho que eles só participaram umas duas vezes, pois as vitórias era bem escassas, em que pese a qualidade de nossos adversários. Ah! eles forneciam também as chuteiras. Meu Deus! Pareciam botas de combate e tinham as pontas chapadas como sapatilhas de ballet. Segundo o treinador era para dar “chute de bico”, que ele fazia questão de exercitar durante os treinos, que aliás só aconteciam nas vésperas dos jogos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nunca havia calçado nada mais incomodo em minha vida. Ficava com saudades de minhas Alpargatas Rhroda, que usava nas peladas dos campinhos de terra de Santa Terezinha, e que protegiam meus pés delicados. Mas era aquilo que eu tinha para exercer minhas habilidades futebolísticas. Pela cozinha espanhola de Pepe valia a pena o sacrifício.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu gostava daquela experiência, mas, como diz o ditado, “tudo o que é bom dura pouco”. E durou pouco mesmo para mim, uns seis meses depois, quando já estava me acostumando com os trancos dos adversários e os chutes de bico naquelas estranhas chuteiras, veio a notícia: Pepe recebera uma proposta para vender o imóvel de seu restaurante e o &lt;st1:personname productid="La Bilbaina" st="on"&gt;La Bilbaina&lt;/st1:personname&gt; iria desaparecer, junto o Hispano FC. Foram mais dois ou três jogos até o encerramento do torneio e o fim do time.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pepe organizou uma grande festa de despedida com muita comida, muito vinho, muito discurso e muitas lágrimas. Prometeu que passaria uma temporada em Bilbao sua terra natal e voltaria. Nunca mais ouvi falar de Pepe. Mas sempre que chego perto de uma paella não tenho como não relembrar aqueles momentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-8290527803835688170?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/8290527803835688170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=8290527803835688170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/8290527803835688170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/8290527803835688170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/07/1959la-bilbaina.html' title='1959/La Bilbaina'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SmTUgxl9XzI/AAAAAAAABUY/JsHUpUKZ-hA/s72-c/new_york.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-2974135873266314650</id><published>2009-07-13T21:30:00.001-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.028-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1979/Cálice</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Era &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;23 de outubro&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;de &lt;st1:metricconverter productid="1979. A" st="on"&gt;1979. A&lt;/st1:metricconverter&gt; rua Henrique Schaumann na época se transformava num pólo de bares e restaurantes. Alguns vindos da Av. Ibirapuera, em Moema, que &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;começava a se esvaziar, as&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;casas de samba, que ali tinham o seu reduto, estavam &lt;st1:personname productid="em baixa. Também" st="on"&gt;em baixa. Também&lt;/st1:personname&gt; havia quem apostasse naquela nova região, que acabou por se transformar em um “ point “ de sucesso da noite paulistana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por essa ocasião um de nossos clientes de assessoria de imprensa, era uma famosa casa de massas de Pinheiros,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a “ Pastíssima”, que ficava na Rua Antonio Bicudo e era comandada por Reynaldo Gassib. Por ele fomos apresentados a Ítalo Crivelli, com quem tivemos e temos ainda uma boa amizade. Reynaldo iniciava um projeto com mais alguns sócios para abrir uma choperia na Henrique Schaumann, esquina com a Rua Arthur de Azevedo. Já tinham o ponto, o desenho da casa e haviam feito uma parceria com a Antarctica com o principal objetivo de oferecer o melhor chopp de São Paulo a seus clientes. Queriam algo que lembrasse ou até superasse o famoso chopp do “Pingüim de Ribeirão Preto”. Muitos metros de serpentina de cobre foram gastos, e 12 funcionários foram treinados na própria companhia para que o chopp fosse tirado com maestria e todos os cuidados, pois, também&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;2 supervisores da Antarctica fariam plantão permanente na casa para que tudo saísse a contento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nossa missão era de passar essas informações para a imprensa e futuros freqüentadores daquele, que se pretendia um espaço diferenciado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E foi. Começou com o nome da casa. Cálice. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Na época, a censura ainda estava ativa e os compositores se desdobravam para ludibria-la. Os censores, em sua maioria&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;pessoas com baixo nível intelectual, eram enganados com freqüência. A música Cálice de Chico Buarque e Milton Nascimento estava censurada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A peça teatral “Opera do Malandro” ensaiava para estrear no Teatro São Pedro e estava a caça de patrocinadores, quando soube que um bar com o nome de “Cálice” ia ser inaugurado. Seus produtores procuraram Reynaldo atrás de patrocínio já que o nome de Chico estava ligado a ambos os projetos. Reynaldo topou e ainda conseguiu a parceria da fábrica de moveis Artefacto. Teve dos produtores a promessa que Chico estaria na inauguração da casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passamos a noticia para a imprensa, jornais, rádios TVs e na noite de 23 de outubro a Rua Henrique Schaumann literalmente travou. Segundo a edição do Jornal da Tarde do dia 24/10/79 mais de 5 mil pessoas se aglomeraram para conhecer a casa e, evidentemente, ver de perto Chico Buarque.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nós mesmos tivemos dificuldades para desenvolver nosso trabalho no dia da inauguração. Tínhamos que receber jornalistas e personalidades do meio artístico, entre eles o próprio Chico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não conseguimos cumprir nossa parte totalmente. No meio daquele verdadeiro turbilhão de pessoas, não pudemos recepcionar o tão esperado convidado. Se ele chegou ao Cálice, ainda hoje é um grande mistério, em que pese muitas pessoas afirmarem que sim, ele teria dado uma passada &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;saíra rapidinho, fugindo daquele burburinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por outro lado, o amigo Ítalo Criveli, que por coincidência era muito parecido com nosso compositor, foi muito festejado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:7.5pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/26g1jQG-n4Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/26g1jQG-n4Y&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-2974135873266314650?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/2974135873266314650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=2974135873266314650' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2974135873266314650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2974135873266314650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/07/1979calice.html' title='1979/Cálice'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-4167063867852805645</id><published>2009-07-06T10:43:00.004-03:00</published><updated>2009-07-06T13:28:33.466-03:00</updated><title type='text'>1973/Expo-Som73</title><content type='html'>&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SlIA4-3B9cI/AAAAAAAABUI/HKsGJRIgyp0/s320/exposom1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355343885843428802" /&gt;                      &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O jornalista Humberto Mesquita, certo dia apareceu em nosso escritório da Rua Pamplona, com a idéia de fazer uma feira de som.Ele tinha alguns clientes interessados, e acreditava no sucesso do empreendimento. Propôs uma parceria, já que, por suas diversas atividades como jornalista, não tinha como se dedicar full time ao projeto. Gostamos, Haya e eu, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;da idéia e topamos ir em frente .&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Confesso que não foi nada fácil. Afinal de contas, tínhamos um escritório de assessoria de imprensa e nunca havíamos, profissionalmente, circulado por esse mundo das “feiras”, a não ser&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;claro, por&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;algumas visitas a Fenit e ao Salão do Automóvel, que eram realizadas no Parque do Ibirapuera , e nunca com foco comercial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Começamos a juntar as peças necessárias para a realização do evento: onde fazer a feira, quem montaria os stands, equipe de vendas, divulgação, parcerias etc.etc. (e eram muitos eteceteras!). Don Guillermo nos ensinou a nunca fugir dos desafios. Quando nos dava uma tarefa, era lei, não voltar para casa sem ter resolvido a missão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre tivemos bons amigos, e foram eles que nos deram alguns dos caminhos para o sucesso do evento.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em um dos encontros que tínhamos semanalmente no “Jardim do Chopp”, na Al.Casa Branca, com a “turma do Caio”(Caio Pompeu de Toledo) e que tinha a &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;participação entre outros de Carlos Ergas, Marice Capodaglio, Américo Fialdini, Caio de Carvalho(Caito), Luiz Roberto do Nascimento (Mosca) ,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;comentei sobre a idéia e o Caio nos sugeriu o Clube Pinheiros, lugar que ele considerava ideal, além de que, como conselheiro do clube, ter chances de nos ajudar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Caio era uma raridade como político, não se comprometia com o que não pudesse realizar. Não engavetava pedidos e nem projetos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dias depois, estávamos na sala de um diretor do Clube Pinheiros junto com Caio, acertando as datas para&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a Expo-Som &lt;st1:metricconverter productid="73, a" st="on"&gt;73, a&lt;/st1:metricconverter&gt; primeira feira de som que se realizou no Brasil, reunindo mais de 50 expositores, entre fabricantes e revendedores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A feira foi realmente um sucesso. Fizemos algumas parcerias bem interessantes, que deram um peso ao evento, como a com o semanário Shopping News, que tinha mais de 200 mil exemplares circulando todo o final de semana, e a Rádio Excelsior, que montou um estúdio na feira, de aonde transmitia parte de sua programação e promovia lançamentos de discos com artistas autografando seus Lps.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Durante a feira fizemos um show, quando gravamos um LP ao vivo para o selo Odeon, com vários artistas nacionais como Gonzaguinha, Simone, entre outros. Também durante a Expo-Som 73, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;foram lançados vários equipamentos&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;modernos e muitas novidades fonográficas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Diante do sucesso da Expo-Som 73, que se realizou de &lt;st1:metricconverter productid="19 a" st="on"&gt;19 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 25 de setembro,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;realizamos também ali no Clube Pinheiros de 28 de novembro a 5 de dezembro a Expo-Tur &lt;st1:metricconverter productid="73, a" st="on"&gt;73, a&lt;/st1:metricconverter&gt; primeira feira de turismo do Brasil e oficializada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo do Estado de São Paulo. No ano seguinte&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;montamos o I Salão da Mulher na Bienal de São Paulo tendo a TV Globo como parceira e demos por encerrado o ciclo "Feiras e  Exposições".&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na foto abaixo da esquerda para a direita, Haya Hohagen, Humberto Mesquita, Lafayette Hohagen, Caio Pompeu de Toledo, Carlos Ergas e Don Guillermo Hohagen.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SlIA5UHHNEI/AAAAAAAABUQ/0HvDFSP1XBI/s320/exposom.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 245px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355343891548025922" /&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-4167063867852805645?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/4167063867852805645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=4167063867852805645' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4167063867852805645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4167063867852805645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/07/1973expo-som73.html' title='1973/Expo-Som73'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SlIA4-3B9cI/AAAAAAAABUI/HKsGJRIgyp0/s72-c/exposom1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-7754606727959218019</id><published>2009-06-29T20:26:00.002-03:00</published><updated>2009-06-29T20:29:09.948-03:00</updated><title type='text'>1969/Carta de Tenório Jr.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Certo dia cruzei nos corredores da Tupi com um personagem gorducho bastante &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;simpático, carioca, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;misto de ator e cantor, bem falante, cheio de idéias. Queria que eu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;produzisse um show para ele e gostaria de ser &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;acompanhado de músicos de nível. Era exigente o gordinho Ângelo Antonio. Chegou a fazer pontas em novelas e participou de alguns programas de TV, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;como o “Almoço com as Estrelas” entre outros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sugeriu uma choperia na Av Santo Amaro de nome Urso Branco, cujo dono era seu amigo. As choperias estavam na moda. Feito o contato e aprovada a idéia, partimos para a montagem do show e escolha do elenco. Tínhamos alguns nomes como Raulzinho do Trombone, Edson Machado, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o pianista Tenório Jr.e outros. Todos os músicos radicados no Rio de Janeiro, cidade do Ângelo Antonio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Esse era um complicador, pois teríamos que hospedá-los durante a temporada&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;até antes, durante os ensaios. Optamos por trazer primeiro Tenório, que seria o diretor musical do show e ofereci-me para hospedá-lo em minha casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu estava casado há dois anos e com um filho, Alexandre de 1 ano. Tenório também era recém casado com Carmem e tinha uma filha, Elisa, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;recém nascida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Recebemos Tenório e família com aquela disposição própria da idade. Curtimos muito aquele momento. Pena não termos um piano &lt;st1:personname productid="em casa. Teria" st="on"&gt;em casa. Teria&lt;/st1:personname&gt; curtido muito mais a presença daquele extraordinário pianista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ensaiávamos no Urso Branco, aquele show&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que nunca aconteceu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia, fomos surpreendidos com a notícia de que não haveria mais show. O dono do Urso Branco havia vendido o imóvel e nos deixado na mão. Ângelo não se conformava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tivemos que desfazer todos os projetos, e nunca mais nos encontramos. Anos mais tarde, fiquei sabendo da morte de Ângelo Antonio e depois do “sumiço”de Tenório .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Recebi&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;uma carta de Tenório datada de 14 de janeiro de 1969 que guardo até hoje e que transcrevo a seguir:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 1969.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Olá Lafayette. Desejamos que você e todos aí estejam em paz e com saúde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Por aqui, tudo &lt;st1:personname productid="em ordem. Elisa" st="on"&gt;em ordem. Elisa&lt;/st1:personname&gt; engatinhando sem parar pela casa toda e chamando papai e mamãe, além de derrubar tudo que estiver a seu alcance.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Estou trabalhando com a Fernanda Montenegro em “Marta Sare”,peça musical de&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Gianfrancesco Guarnieri e do Edu Lobo, aqui no Teatro João Caetano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A direção musical é de Carlos Castilho e eu estou atacando de órgão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A companhia deve se apresentar aqui até o carnaval e depois vai para SP., onde ficará em cartaz alguns meses; aproveitaremos isto para providenciar nosso retorno a SP, pois temos sentido saudades daí. O Rio é muito bonito, mas não está acontecendo nada por aqui, a não ser 40 graus de temperatura diariamente, em compensação, o povo está cada vez mais mal educado, além disso, a vida está cara e quase não há trabalho para músicos ,em suma,a Cidade Maravilhosa está mesmo uma gracinha... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Por isso, estou até entusiasmado com a volta a SP. Principalmente porque terei mais calma para procurar trabalho em outros setores, devido a este fixo do teatro (vai ser no São Pedro). Quero ver se consigo me entrosar nas gravações aí; andei fazendo algumas gravações com a chamada “turma da pilantragem”, tão em voga (por ai também?) e até me encomendaram alguns arranjos, embora seja destituído de qualquer valor artístico, está tendo êxito comercial, o que é bastante para que os produtores inundem a praça com isso... Aqui não se faz outra coisa...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Bem, vou ficar por aqui, espero receber notícias de vocês, de qualquer modo, vamos nos encontrar &lt;st1:personname productid="em breve. At￩" st="on"&gt;em breve. Até&lt;/st1:personname&gt; lá, desejamos tudo de bom para você, Olga e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Alexandre.Carmen manda lembranças para todos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Até já e um grande abraço do Tenório. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;O nosso endereço aqui é o do meu sogro: Av. Mal. Floriano 38 apto. 1010-centro R.J.GB.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em 27 de maio de 1976, Tenório Jr desapareceu na Argentina, quando fazia uma temporada com Toquinho e Vinicius de Morais.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 10px; white-space: pre; "&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H2FNolvbuYs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/H2FNolvbuYs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-7754606727959218019?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/7754606727959218019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=7754606727959218019' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7754606727959218019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7754606727959218019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/06/1969carta-de-tenorio-jr.html' title='1969/Carta de Tenório Jr.'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-8588242013553803981</id><published>2009-06-23T11:15:00.007-03:00</published><updated>2009-06-23T19:53:54.051-03:00</updated><title type='text'>1968/Volantes da Fraternidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SkFcS5FAt9I/AAAAAAAABT4/nIqJduv15Pk/s1600-h/sst1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SkFcS5FAt9I/AAAAAAAABT4/nIqJduv15Pk/s320/sst1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350659311922100178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O radio é realmente fantástico! Além de ser um excelente companheiro, informa, diverte, distrai e presta serviço. É dinâmico e rápido. Já há algum tempo, um repórter tem condições de entrar no ar através do celular, em questão de minutos e de qualquer lugar do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A televisão ainda precisa de mais recursos técnicos para ter essa agilidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O rádio é solidário. Um ouvinte pode prestar informações importantes, que ajudem outros ouvintes. O rádio nos torna solidários.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando implantamos o Serviço Social Tupi na Rádio Tupi, dirigida por Helio Ribeiro, pudemos fazer esta constatação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na época, existia uma febre de escuderias formadas por jovens, cujo objetivo era o&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;divertimento. Participavam de gincanas,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;numa disputa por prêmios, que eram oferecidos por emissoras de TV.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;A Record e a Bandeirantes disputavam para ver quem conseguia fazer&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;melhor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na Radio Tupi, direcionamos a força da rapaziada para um trabalho social, e eles foram sensacionais. Transformaram-se nos “Volantes da Fraternidade”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aderiram ao chamado da Rádio Tupi e se colocaram a disposição do projeto praticamente 24 horas por dia. Eram muitas as solicitações que nos chegavam com pedidos de medicamentos, alguns difíceis de encontrar e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;outros com preços inacessíveis para quem precisava. Nunca deixamos de atender a uma solicitação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo era feito pelo rádio durante a programação e com livre acesso, interrompendo&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;programas com o objetivo de ajudar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fizemos também várias campanhas arrecadando leite em pó para creches e orfanatos, sacos plásticos para o Hospital do Fogo Selvagem, doações para o Hospital de Interlagos e várias campanhas inclusive de arrecadação de agasalhos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era impressionante a garra dos líderes e dos membros das escuderias. Tenho que ressaltar também a eficiência dos funcionários da Radio Tupi&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;envolvidos nesse projeto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Algumas das escuderias realmente se destacaram, como a Taturana da Vila Maria, Esmeril da Casa Verde, LSD de Pinheiros, JASA do Jardim da Saúde, mas uma, realmente se superou e se manteve viva até hoje, a Pepe Legal da Mooca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi o rádio com sua rapidez e solidariedade e as escuderias com seus jovens entusiastas, que marcaram esse momento de tão de comprovada cidadania na historia de nossa cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez essas ações, pudessem substituir os agressivos e desnecessários trotes dos calouros. O rito de passagem para a idade adulta, do colégio para a universidade, criaria nestes jovens um vínculo com sua cidade e seus problemas sociais,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;de uma forma alegre e descontraída, como deve ser tudo o que nos liga a juventude.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E foi este espírito de solidariedade que fez com que milhões de adesivos colados nos carros que circulavam pela cidade exibissem orgulhosamente slogan do projeto: &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;“Somos do Amor do Motor e da Flor".&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na foto acima flagrante de distribuição de presentes de natal, feita pelos "Volantes da Fraternidade".&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-8588242013553803981?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/8588242013553803981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=8588242013553803981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/8588242013553803981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/8588242013553803981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/06/1968volantes-da-fraternidade.html' title='1968/Volantes da Fraternidade'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SkFcS5FAt9I/AAAAAAAABT4/nIqJduv15Pk/s72-c/sst1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-5513868290645993</id><published>2009-06-15T09:54:00.002-03:00</published><updated>2009-06-15T10:00:59.903-03:00</updated><title type='text'>1984/Diretas Já</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SjZF_BgjE8I/AAAAAAAABTw/o_Mqbpz-C2o/s1600-h/diret.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 93px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SjZF_BgjE8I/AAAAAAAABTw/o_Mqbpz-C2o/s320/diret.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347538556588069826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo com o fracasso comercial de nosso projeto “Midiafone”, não desistimos da idéia do Jornalfone. Desligamos-nos da Novociclo e decidimos Haya e eu, fazer uma carreira solo. Tínhamos o respaldo e o reconhecimento da Telesp, que nos cedeu dois canais para que desenvolvêssemos nossas idéias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Criamos o “Correio Sentimental”, que servia para solitários iniciarem uma nova amizade e quem sabe até um relacionamento mais sério. Ali eles anunciavam e suas mensagens eram transmitidas pelo Disque 200. Dividíamos esse canal com o Clube Juventus, e criamos &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o “ Disque São Paulo “.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O “ Disque Juventus “ funcionava&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;só para divulgar os números de sorteio dos carnês de associados, e o “ Disque São Paulo “ era um verdadeiro boletim com todas as atividades do clube e do time de futebol. Era um trabalho com o respaldo do setor de marketing. Conseguíamos um bom número de chamadas, pois os clubes em suas malas diretas divulgavam os telefones do serviço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A política fervilhava no Brasil. O país inteiro estava com sua atenção voltada para o Congresso Nacional, aonde seria votada a emenda Dante de Oliveira, que se esperava, traria de volta a eleição direta. As emissoras de rádio e T V estavam proibidas de fazer a cobertura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi aí que meu irmão Haya teve a idéia de furar a censura. Fomos a redação da Folha de São Paulo e propusemos fazer pelo disque 200, boletins &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de tudo o que &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;se passaria no Congresso durante a votação, com informações fornecidas pela Agencia Folha de Notícias. Abaixo transcrevo nota emitida pela “Folha da Tarde” edição de 27/4/1984.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Telefone para as diretas: 70 mil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A votação da emenda Dante de Oliveira foi acompanhada, individualmente, por 70 mil pessoas &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo. Impedidas" st="on"&gt;em São Paulo. Impedidas&lt;/st1:personname&gt; de terem acesso às informações pelas emissoras de rádio e televisão, submetidas à censura imposta pelas medidas de emergência decretadas pelo Palácio do Governo, recorreram ao telefone 200-1727, o “Telefone das Diretas”,um serviço sem censura,que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;contou com a colaboração da Telesp e da “Folha”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;No período das 10 horas do dia 25 às 2 horas da madrugada de ontem, o serviço telefônico informou, através de boletins gravados e atualizados de hora em hora, os principais fatos que estava ocorrendo no Congresso Nacional. Na madrugada de hoje o “Telefone das Diretas” transmitia a rejeição da emenda, apenas alguns minutos após o encerramento da votação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Esse serviço foi feito pelos irmãos Lafayette e Haya Hohagen, radialistas, que colheram as informações na redação da Agência Folha de Notícias, transmitidas de hora em hora, por telefone, pela sucursal em Brasília, redigiam e gravavam as mensagens, de um minuto cada, transmitido-as depois para a central da Telesp. Uma idéia que começou a se transformar em realidade nos feriados da Semana Santa quando Haya tomou conhecimento, pelos jornais, da extensão das medidas de emergência, que atingiriam as emissoras de rádio e televisão, proibidas de transmitirem de Brasília a sessão de votação da emenda Dante de Oliveira”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse nosso ”atrevimento” está também registrado no livro” O Golpe do Silêncio”,do jornalista Moacir Pereira da Global Editora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Evidentemente esta nossa rebeldia nos trouxe uma represália, que gerou prejuízo financeiro, mas a herança deixada pelo “velho”Guillermo Hohagen,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que durante a sua existência lutou sempre pela liberdade e contra as manifestações de repressão, tão comuns na América Latina daqueles anos, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;falou mais alto. Pena que ele não tenha testemunhado, sentado na sua poltrona, com aquele risinho maroto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-5513868290645993?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/5513868290645993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=5513868290645993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5513868290645993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5513868290645993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/06/1984diretas-ja.html' title='1984/Diretas Já'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SjZF_BgjE8I/AAAAAAAABTw/o_Mqbpz-C2o/s72-c/diret.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-1009218181341157629</id><published>2009-06-08T14:55:00.001-03:00</published><updated>2009-06-08T14:58:20.247-03:00</updated><title type='text'>1982/Jornalfone</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi uma época de buscas por coisas novas. Estava meio saturado do trabalho com assessoria de imprensa e o momento em rádio não era dos melhores. Para se fazer um programa ou se tinha um nome popular fácil de comercializar ou um bom patrocinador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nós havíamos terminado uma temporada de 4 anos com o “Vôo Especial Vasp” na Rádio Bandeirantes e, com a mudança do governo estadual, perdemos o patrocínio da empresa aérea.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O nosso escritório da Rua Pamplona era freqüentado por um número grande de amigos, e sempre &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;alguém com uma idéia, aparentemente, sensacional. Nenhuma vingou, mas estava sempre na expectativa de que minha criatividade despertasse para algo, que pudesse se transformar em projeto viável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegava em casa perto do horário do “Jornal Nacional” ávido pelas notícias, mas raras eram as vezes que conseguia assisti-lo. Primeiro o trânsito, que retardava a minha volta, depois a recepção dos filhos, que me tomava um bom tempo. O “boa noite” do Cid Moreira, era o que mais assistia. Ficava bem isolado do noticiário. Justo num momento, em &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que queria saber de tudo o que se passava, na esperança de, de repente, uma luz &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;indicar o caminho que procurava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E não é que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;foi essa&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;dificuldade, que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;fez surgir a idéia para&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;desenvolver aquele que, para mim, foi meu melhor projeto profissional?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensei comigo... Quantos, por motivos vários, perdem o principal noticiário da televisão brasileira? Na época não tínhamos internet e nem celular. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Liguei para o Haya, meu irmão e perguntei:”E se desenvolvêssemos um serviço através do telefone com notícias renovadas de hora em hora? “ “Grande idéia!” Respondeu do outro lado da linha. Ali começamos o projeto, que foi bem longo e trabalhoso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tínhamos muitas etapas a seguir para chegar ao produto final.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Conseguir um parceiro, verificar a viabilidade técnica com a Telesp, na época, a empresa de telefonia de São Paulo, projetar uma estrutura igual a de uma emissora de rádio com seus três setores principais, técnico, artístico e comercial e selecionar profissionais competentes e de nossa confiança para montar a nossa equipe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembro-me que foram várias noites sem dormir, muita ansiedade e muitas conversas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fizemos um piloto com um noticiário enxuto de 2 minutos e por telefone mostrávamos para aqueles que queríamos seduzir. Todos gostavam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois chegou a vez de ir a campo atrás do parceiro investidor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No primeiro contato que fizemos, tivemos uma resposta muito positiva e interessada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Falei com o amigo Kiko (José Francisco Coelho Leal), que era diretor de marketing da Caloi e que tinha iniciado um processo de diversificação em sua “house”, a Novociclo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De uma associação com Luciano do Valle, estava trazendo para o Brasil&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;eventos de vôlei, que se transformou no segundo esporte mais praticado e assistido no Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Kiko gostou muito da idéia do Jornalfone, e pediu que puséssemos o projeto no papel, com as perspectivas de investimento, pois levaria ao conhecimento de sua diretoria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muitas reuniões depois, entre Novociclo, Telesp, e Caloi nasceu a Midiafone, que era uma associação da Novociclo com a &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;empresa de Lafayette Hohagen e Haya Hohagen.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para a Telesp nascia o projeto “Disque &lt;st1:metricconverter productid="200”" st="on"&gt;200”&lt;/st1:metricconverter&gt;, lançado no dia 1 de abril de 1982 com bastante publicidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nossos primeiros canais foram Jornalfone (200-1147), &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Jornalfone-Esportes (200-1982) e Jornalfone-Historinha-Infantil (200-1234). Em maio lançamos o Jornalfone-Horóscopo e em junho o Jornalfone-Piadas com Ari Toledo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O noticiário do Jornalfone era confeccionado a partir de agências noticiosas (Estado e France Presse) e rádio-escuta. Eram boletins de 2 minutos de duração renovados a cada 3 horas durante 24 horas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nos finais de semana entre 7 horas da manhã de sábado até as 19 horas de domingo, Celene Araujo apresentava uma agenda de lazer e cultura e após esse horário, entrava o resultado da Loteria Esportiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Jornalfone-Esportes contava, além dessa estrutura, com a colaboração de profissionais da área, que faziam a cobertura da Copa do Mundo, e um deles, Luciano do Valle, transmitia boletins diários as 15 e 19 horas. Aos domingos, esse mesmo canal, transmitia Álbum de Figurinhas, que era um boletim dedicado aos saudosistas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A equipe que fez o sucesso do Jornalfone era composta por redatores, locutores e operadores de som. Eram eles Edson Fernandes, Irineu Silva, Álvares Bittencourt, Tony José, Rubens Pecce, Marco Antonio, Carlos Alberto Perito,Gildo Donizeti Salomão, Celene Araujo, Lidia Sabeli, Jorge Baceto, Formigão e Sidney Lopes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No segundo dia de Jornalfone, a Argentina invadiu as ilhas Malvinas, o que rendeu ao serviço até meados de junho mais de 3 milhões de chamadas por mes. Reforçamos a equipe com correspondentes &lt;st1:personname productid="em Buenos Aires" st="on"&gt;em Buenos Aires&lt;/st1:personname&gt; e a rádio-escuta passou a ser feita através das ondas curtas, trazendo notícias das emissoras argentinas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Infelizmente o setor comercial que ficara por conta da Novociclo, não obteve sucesso em seu trabalho, o que tornou inviável a continuidade do projeto naqueles moldes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-1009218181341157629?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/1009218181341157629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=1009218181341157629' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1009218181341157629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1009218181341157629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/06/1982jornalfone.html' title='1982/Jornalfone'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-6012830018547255488</id><published>2009-06-01T08:11:00.006-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.028-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1964/Músicos da Noite</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Algumas casas noturnas de São Paulo fizeram história. Muitas abrigaram alguns de nossos maiores músicos e cantores, outras deram oportunidade para&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;aqueles em começo de carreira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Podemos mencionar Cave, Stardust, Djalma, Juão Sebastião Bar, Ela Cravo e Canela, L’Amiral, Barba Azul, O Jogral, A Baiúca, Oasis, o bar do Hotel Cambridge, o Captain’s Bar, do Hotel Comodoro , os barzinhos da Galeria Metrópole e até aquelas casas de freqüência duvidosa, mas que davam espaço para os músicos da noite não só mostrar o seu valor, como também ajudar no seu sustento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;comum cruzar com músicos correndo pelas ruas na madrugada, pois a maioria tocava em duas ou mais casas na mesma noite. Durante o intervalo de uma, tocava na outra. Muitas vezes ainda, durante esses intervalos, ensaiavam na formação de novos conjuntos. Músicos do Zimbo, do Jongo, do Sambalanço e outros, foram exemplo desta prática.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa era a vida do músico da noite, que também se dividia entre estúdios de gravação e orquestras de bailes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na época os grandes clubes como &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Pinheiros, Homs, Paulistano, Tênis Clube, Casa de Portugal, salão do Aeroporto, eram os lugares ideais para os bailes de formatura e de &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;debutantes, e as orquestras eram realmente as grandes atrações. As agendas de Silvio Mazzuca, Osmar Milani, Simonetti, e Luiz Arruda Paes eram disputadíssimas. Haviam músicos que eram verdadeiros astros, como o saxofonista Bolão e o baterista Turquinho, que faziam solo em todos os bailes, arrancando aplausos e gritinhos, o trumpetista&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Papudinho, o guitarrista Edgard Gianullo e muitos outros também&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;eram deste time. A maioria desses músicos era da noite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A boate Djalma’s, que tinha sido comprada pela dupla Luiz Vassalo e Paulo Kaloubek,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;dividia com a Baiúca e o Stardust, a melhor música da Praça Roosevelt, o elenco era simplesmente fantástico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fomos convidados a dirigir alguns shows, e a única exigência que nos foi feita, é que o elenco musical teria que ser aquele. Podíamos agregar o que achássemos conveniente para um bom espetáculo, mas “não mexam nos músicos da casa”, nos recomendou um dos donos, de maneira bem incisiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eram empresários da noite, não entendiam nada de música e sim de negócios. Tinham outras casas, inclusive um bar, que ficava em cima de um posto de gasolina, ao lado do jóquei, (até hoje existe o posto), que era famoso na época pelas moças que ali freqüentavam. O uísque, diziam ser de procedência duvidosa, mas nunca vimos nenhum cliente reclamar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, voltando ao elenco musical do Djalma’s, quando soubemos quem eram os músicos com os quais teríamos que trabalhar, uau!!, simplesmente ficamos boquiabertos. Eram considerados ícones da noite paulistana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Luiz Melo (piano) Xu Viana (contrabaixo) Turquinho (bateria), Papudinho(trumpete) Kuntz (sax e flauta) e Hector Costita (sax e clarinete).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com certeza Luiz Vassalo e Paulo Kaloubek, não faziam idéia do nível de música que tinham. O primeiro pocket-show que produzimos, foi com o sexteto, algumas bailarinas e o sambista Germano Mathias. A idéia era também agradar os turistas, já que bons hotéis&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;estavam nas imediações, e um trabalho de divulgação estava sendo feito.E deu resultado.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;A casa vivia cheia e o público curtia bastante o show.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do outro lado da praça estava o Stardust, da dupla Hugo e Alan. Eles eram muito bons, tocavam sucessos internacionais e dividiam a música da casa com o sambista Jair Rodrigues e músicos como Heraldo do Monte e o excelente Aires um violonista muito admirado pelos colegas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Jair costumava cruzar a praça, para ouvir aqueles músicos formidáveis e dar uma canja no final da noite. Numa destas vezes, nos apresentou um cantor jovem de nome Moacir, que estava desempregado, e cantava muito bem. Tinha muito balanço, era &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;simpático e comunicativo. Pediu-nos que déssemos uma força ao rapaz. De fato, Moacir se deu muito bem com os músicos da casa, agradava o público e por isso acabamos sugerindo a sua contratação. Moacir foi rebatizado “Djalma Dias” pelo produtor Alfredo Borba, que justificou a troca pois, no momento, o nome de sucesso era Moacir Franco, líder de audiência na TV Excelsior. Com o mesmo nome, fatalmente, ficaria ofuscado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Djalma Dias depois foi lançado em uma das Noites de Bossa, que produzimos no Teatro de Arena, e tempos mais tarde, fez vários trabalhos com Abelardo Figueiredo, inclusive no exterior.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No vídeo uma homenagem aos músicos da noite, representados por alguns daqueles que fizeram a história de nossa música popular.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dick Farney – Sabá (contrabaixo) Toninho Pinheiro (bateria)&lt;/p&gt;  &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style=" font-family:Arial;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:7.5pt;color:black;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OrYa8TTdnA8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OrYa8TTdnA8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen=""&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-6012830018547255488?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/6012830018547255488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=6012830018547255488' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/6012830018547255488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/6012830018547255488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/06/1964musicos-da-noite.html' title='1964/Músicos da Noite'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-7042218447677741742</id><published>2009-05-25T10:00:00.001-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.029-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1958/Las Mulatas de Fuego</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da janela de meu apartamento, localizado na Broadway esquina com a &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Rua 76 em Manhattan, podia &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;observar muitas coisas interessantes. A cidade com todo o seu charme me fascinava. Queria tomar contato com tudo. Meus olhos não paravam na busca pelo “algo novo”. Quando não estava caminhando no entorno do prédio onde morava, passava um bom tempo grudado nas grandes vidraças das janelas de minha sala, no décimo andar, observando as pessoas lá embaixo. Eram tipos diferentes, estranhos, que me chamavam a atenção. Mulheres passeando com seus&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;animais de estimação, gente &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;vestida &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;com roupas diferentes, tipos estranhos para mim. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;No canteiro central da avenida, os bancos serviam de descanso para os mais idosos, casais de namorados ou mesmo para solitários encapotados, esses quase sempre, consumindo algum tipo de bebida, na tentativa de afastar o frio ou quem sabe a solidão, um comportamento comum, como constatei no decorrer de minha estada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A noite a paisagem era diferente. Eram visto grupos de jovens conversando, bebendo, cantando, fazendo algazarras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da janela do quarto, o cenário era diferente. Ficava do outro lado do bloco do prédio e, vez por outra, flagrava cenas inusitadas. Briga de casais, adestramento de animais, estudos de músicos, bailarinas ensaiando coreografias e curiosamente para mim, muitos moradores idosos e pouquíssimas crianças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembro-me de uma senhora de idade bastante avançada que, invariavelmente, abria a persiana de seu apartamento por volta das 9 horas da manhã, já vestida, sempre usando luvas e chapéu. Saia, e só voltava no final da tarde. Vim, a saber, mais tarde, que aquela senhora, que já devia beirar os setenta anos, saia para o trabalho. Era telefonista de um hotel nas proximidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o bloco ao lado nos oferecia também imagens &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;generosas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Numa destas ocasiões, flagrei um grupo de moças, que ensaiava uma coreografia de ballet no apartamento bem em frente ao meu. Fiquei um bom tempo a observar aqueles movimentos perfeitamente sincronizados. Estava impressionado. Torcia para que os ensaios se repetissem, com as persianas abertas, para que pudesse assistir a aquele show. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia, recebendo uns amigos para uma sopa,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;fomos brindados com um ensaio do grupo. Chamei-os&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;até a janela e puderam durante alguns minutos observar. As moças, quando perceberam a platéia, fecharam as persianas e acabaram com nossa alegria. Tudo de maneira bem simpática e cordial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desse grupo de amigos fazia parte um argentino, chamado Tony Ruiz, que trabalhava&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;como “mestre de cerimônias”nos shows latinos &lt;st1:personname productid="em New York. Imediatamente" st="on"&gt;em New York. Imediatamente&lt;/st1:personname&gt; identificou as bailarinas pela coreografia, como sendo do corpo de baile do Radio City Music Hall, ou seja, eram algumas das famosas Rockettes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tony era bem o tipo do argentino “charlador”.Vestia-se impecavelmente, penteava-se usando toda a “gomalina” disponível e, com um inglês horrível, conseguia se comunicar e tinha muitos amigos. Era esperto. Não tinha residência fixa. Morava em hotel barato. Chegava de mansinho e, quando a gente, percebia estava morando na sua casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fui a alguns shows que ele apresentou com grupos venezuelanos, porto-riquenhos e cubanos. Saia-se muito bem. Sempre ao final dos shows, juntava-se ao elenco, para comemorar o sucesso, em algum restaurante ou casa noturna. Claro que sem convite algum, aliás, várias vezes fui incluído no pacote, e eu sempre aceitei. Era muito bom. Num destes espetáculos, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;apresentou um show com elenco de porto-riquenhos, que tinha um “cover”do famoso comediante mexicano Cantinflas e um cantor&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;chamado “El Jibarito”, o qual, me confidenciou ser anunciado como &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;um ídolo mirim, quando, na verdade, já havia completado 25 anos, mas para a platéia, facilmente passava por um adolescente . Tinha a cara de menino, e lógico, não se misturava ao elenco que saia para a noite após os shows, para não levantar nenhuma suspeita. Podia cruzar com algum espectador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nessa época ouvia-se muita música hispânica na América. Os discos de Perez Prado, Xavier Cugat, Tito Puente, Sonora Matancera e outros, eram disputados nas lojas de Manhattan. O mercado era grande, e em vista disso, os shows com elenco latino para esse público, eram comuns. Era o “ganha pão” de Tony.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já fazia uns quinze dias que não tinha notícia do argentino, quando me apareceu em casa, acompanhado de uma mulata estonteante, duas vezes o tamanho dele - “ Carioca, vamos ter um show sensacional com um pessoal de Cuba, que aliás já está hospedado aqui no hotel ao lado, e gostaria que você me ajudasse a fazer companhia as dançarinas, que querem conhecer o Times Square”, e me piscou o olho. Estranhei aquele convite, mas era impossível de ser recusado. Comecei a desenvolver uma conversa com Anita, a simpática cubana, que gostou quando lhe disse que meu pai havia homenageado o poeta cubano Jose Marti, colocando em minha certidão de nascimento, como “middle name”, o nome do poeta. Aquilo a deixou espantada e, quando me dei conta, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;já eram três as cubanas comigo, desfilando &lt;st1:personname productid="em plena Broadway" st="on"&gt;em plena Broadway&lt;/st1:personname&gt; . Claro que aquela cena não chamou a atenção de ninguém, a não ser a minha. Tony o argentino virou meu ídolo! E se aproveitou disso, passando uma temporada sem pagar hotel, hospedado em minha casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu apartamento, virou refúgio das cubanas, aonde tomávamos Rhum , comíamos batatas chips e tínhamos longas conversas sobre samba, bolero, mambo e cha cha cha. Tudo longe do carrancudo empresário, que as controlava. Mas só as três, o resto do grupo só vim a conhecer no dia em que se apresentaram.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Grandes estrelas faziam parte do grupo. A mais famosa, a cantora Célia Cruz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era um grupo grande e antigo, as célebres “Mulatas de Fuego”. Nas conversas muito agradáveis que tive com elas, fiquei sabendo de sua história. Começaram em 1947 no famoso cabaré Tropicana , tiveram varias formações, sempre com seis bailarinas, três cantoras e uma banda. Fizeram vários filmes, viajaram muito pela América e muitas delas se casaram durante as turnês. Deixaram saudades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No vídeo as Mulatas de Fuego com a orquestra Sonora Matancera e a cantora Célia Cruz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:7.5pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yyQ3iRMRNls&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yyQ3iRMRNls&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-7042218447677741742?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/7042218447677741742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=7042218447677741742' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7042218447677741742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7042218447677741742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/05/1958las-mulatas-de-fuego.html' title='1958/Las Mulatas de Fuego'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-235283925361811478</id><published>2009-05-18T18:12:00.006-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.029-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1980/Frank Sinatra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Shb-h8RYBMI/AAAAAAAABTg/ku5HrAsLP5w/s1600-h/frank.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 102px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Shb-h8RYBMI/AAAAAAAABTg/ku5HrAsLP5w/s320/frank.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338734267362444482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Roberto Medina, herdeiro de Abrahan Medina, grande empresário do ramo de eletrodomésticos, dono da rede Rei da Voz no Estado do Rio de Janeiro e Harmônicas Scandali, sempre foi muito precoce. Aos dezoito anos era superintendente da Midas Propaganda e aos dezenove,&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;vice presidente da rede Rei da Voz. Ingressou na Art Plan Publicidade, house agency do grupo imobiliário Veplan em 1969.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em 1978 implantou a empresa Art Plan Empreendimentos. Ali realizou o que muitos empresários haviam tentado sem sucesso durante anos. Trouxe Frank Sinatra ao Brasil para um show memorável no Maracanã.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda hoje, consta do Guiness Book of the Records, como o maior público já registrado em um show solo. Foram 150 mil pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Para se avaliar a enorme vontade dos brasileiros em receber “A Voz” em nossa terra, até brincadeiras de gosto duvidoso eram cometidas por meios de comunicação. Um destes fatos, aconteceu no começo dos anos 60.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A TV&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Record anunciou a vinda do cantor, mostrando na divulgação uma silhueta com chapéu característico, que insinuava que aquele era Sinatra.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O show, marcado para a noite de 31 de março, entrou no ar, propositalmente atrasado, nos primeiros minutos do dia primeiro de abril, e quem adentrou ao palco, foi o cantor Decio Cardoso, um “ cover “do Sinatra. A&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Record, sem nenhum escrúpulo, simplesmente confessou ser um “primeiro de abril”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas voltando ao ano de 1980, o meio artístico simplesmente entrou em polvorosa, com a confirmação da vinda de Mr. Sinatra ao Brasil. Havia uma movimentação intensa, as&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;prateleiras das lojas de discos se prepararam e estavam recheadas com suas gravações.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Revistas publicaram reportagens, contando curiosidades sobre o cantor, os músicos da noite incluíram&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;os seus sucessos em seus repertórios. A Sinatromania tomava conta do país.Os fãs exultavam.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Acompanhei a carreira de Sinatra desde os&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;tempos em que ele era crooner. Conheço bem o seu repertório e, talvez por causa disso, não pudesse ficar distante do grande acontecimento de 2 de fevereiro de 1980.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Alguns fatos interessantes aconteceram. Certo dia fui procurado pelo cantor Decio Cardoso, aquele mesmo que cantava como Sinatra, que precisava de algumas músicas para um show que faria no Gallery, um “night club” fechado, comandado por José Vitor Oliva. A música que mais interessava a Decio era The Continental.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto isso, um grande agito acontecia na Rádio Capital, na época dirigida por Helio Ribeiro, outro fã confesso de Sinatra, que sabia dos meus conhecimentos, pois era comum, nos juntarmos para executar alguns de seus “hits”. Em nossos tempos de Radio Bandeirantes, nos refugiávamos em um estúdio, que tinha um belo piano, e fazíamos o nosso show particular. Ele cantando e eu acompanhando ao piano.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por esta ocasião, além da assessoria de imprensa para a Rádio Capital, também assessorava Helio em algumas questões. E foi atendendo a sua solicitação, que colaborei&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;para colocar no ar um programa totalmente dedicado a Sinatra. José Maria Scacchetti foi o apresentador do programa. Elaborei o roteiro musical, ajudei com o texto e forneci os discos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Helio fez questão que o programa tivesse a mesma duração do show, que lotou o Estádio do Maracanã. Qualquer tipo de transmissão durante a apresentação fora proibida, assim, mantínhamos um contato direto com nosso correspondente no Rio, que fora do ar&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;passava as informações, e estas eram repassadas aos ouvintes entremeando as músicas. O programa simultaneamente ao show terminou como o título de um dos maiores sucessos de Sinatra: “In the small hours of the morning”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Para assistir performances de Sinatra ,acesse www.youtube.com.br e faça a pesquisa em seu nome.Como são videos protegidos não podemos exibi-los no blog.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-235283925361811478?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/235283925361811478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=235283925361811478' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/235283925361811478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/235283925361811478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/05/1980frank-sinatra_18.html' title='1980/Frank Sinatra'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Shb-h8RYBMI/AAAAAAAABTg/ku5HrAsLP5w/s72-c/frank.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-5369944454004375147</id><published>2009-05-11T09:17:00.004-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.029-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1966/Lima Duarte</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O ano prometia ser dos mais animados em termos de trabalho. Estava na Record, na época líder de audiência, fazendo rádio e TV.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na rádio, com um programa diário e um semanal, e na TV, dois programas semanais. Um com a apresentação de Henrique Lobo (Dois na Gangorra), aos sábados à tarde, como produtor executivo, e outro, nas noites de sexta feira, com Blota Jr, como membro de uma equipe de produção, que incluía meu irmão Haya Hohagen, Lemos Brito, José Guimarães, Manoel Carlos e Blota Neto, filho do apresentador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O “Blota Jr Show”, marcou &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;época na televisão brasileira. Blota era um &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;entrevistador &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;elegante, simpático, culto, de perguntas inteligentes e de rápido raciocínio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Formava com Sonia Ribeiro, sua mulher, o casal mais elegante da TV.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tinham muitos admiradores, e eram muito queridos por seus companheiros de trabalho.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tive com Blota Jr uma convivência muito prazeirosa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas em junho desse ano, numa medida de contenção de despesas, houve um corte de funcionários. Henrique Lobo e sua equipe foram dispensados e nós também.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Blota como sempre muito companheiro, prometeu nos ajudar no que fosse possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estávamos em começo de carreira na TV. Haya recém casado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Blota Jr, já nessa época, militava na política. Haveria eleições para Senado, Câmara Federal e Assembléia Legislativa. Ele era candidato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A ARENA, partido do governo, pelo qual Blota disputaria a eleição, estava se estruturando para a campanha e seu presidente, o deputado federal Arnaldo Cerdeira, lhe pediu, por ser ele homem de comunicação, que indicasse alguém para organizar aquele setor. Imediatamente fomos indicados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tivemos uma longa reunião com o presidente Arnaldo Cerdeira e com o secretário geral do partido, Hamilton Prado, ocasião na qual, traçamos a estratégia da campanha para rádio e TV. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fizemos várias inovações, entre elas, um programa de entrevistas semanal, com o comando de Branca Ribeiro e Roberto Arruda na TV Excelsior, foi um verdadeiro sucesso, por fugir do esquema convencional dos programas políticos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Branca Ribeiro sempre vestindo longo e Roberto de smoking, conduziam programa, focando o lado humano e pessoal do candidato. Não se falava em política. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lá os candidatos falavam de poesia, contavam causos, mostravam suas aptidões artísticas, o que prendia o telespectador, num horário onde, o número de televisores desligados, era cada vez maior, pois, de um lado a ARENA, do outro o PMDB, se confrontavam com muita baixaria, e um verdadeiro festival de insultos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao criar uma opção para apresentar os candidatos, conseguimos melhorar a audiência e, por que não dizer, torná-lo um sucesso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para o rádio, montamos na sede do partido,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;um estúdio de gravação de áudio e um bureau de informações, comandado pelo diplomata, jornalista e historiador, José de Carvalho e Silva, meu querido avô, que se encarregava de levantar temas de interesse público para serem distribuidos aos candidatos. Gravávamos a fita, que era enviada às emissoras, para entrar nos horários reservados a campanha política.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Certa ocasião, Cerdeira nos chamou e pediu um material de impacto para por no ar no horário nobre. Queria um texto forte e alguém de fácil comunicação para interpretar. De preferência um ator.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Silas Roberg , redator, dramaturgo, foi o escolhido para redigir o texto. Procuramos Lima Duarte para gravar, mas ele se recusou. Não compactuava com o governo. Indicou-nos o excelente Percy Ayres, que também era um ator de interpretações de grande impacto. Chegamos a ensaiar o texto algumas vezes, mas as vésperas da gravação, que seria feita nos estúdios da TV Tupi, Percy foi acometido de uma crise renal e hospitalizado. Corremos para Lima Duarte, contando nosso o problema. Lima &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;olhou bem pra nós ,coçou a cabeça e disse : “Eu vou fazer! Preciso ajudar um cenógrafo da TV, que foi levado pelo pessoal do Dops e que tem mulher e filhos, que ficaram desamparados.Vou fazer por eles”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E fez.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;E com que categoria!&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Com que profissionalismo! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao final do trabalho&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Cerdeira enalteceu bastante a peça elaborada por Lima Duarte, a quem creditou parte do sucesso, que foi a campanha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O ator por seu lado ficou feliz por ajudar um amigo, naquele momento difícil, pelo qual passaram vários de seus colegas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Recebemos muitos elogios e a gravação&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;foi muito comentada na época.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No vídeo uma homenagem a esse incrível ator.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:8.5pt;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"    style=" mso-ansi-language:EN-US;font-family:Arial;font-size:8.5pt;color:black;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XgwJsXnaAvs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XgwJsXnaAvs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;form&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style=" mso-ansi-language:EN-US;font-family:Arial;font-size:8.5pt;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/form&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-5369944454004375147?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/5369944454004375147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=5369944454004375147' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5369944454004375147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5369944454004375147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/05/1966lima-duarte.html' title='1966/Lima Duarte'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-1721081135892106690</id><published>2009-04-27T07:39:00.002-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.029-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1968/Ramos Calhelha</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Eu chegava&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;ao prédio da rádio Tupi, quando avistei na Padaria Real, ponto de encontro do pessoal da emissora, o Helio Ribeiro, nosso diretor, que com um aceno me convidou para um cafezinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Estacionei meu Renault Dauphine, e fui ao seu encontro. Helio se mostrava &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;inquieto e nitidamente &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ansioso. Ao me aproximar soltou a pergunta bem baixinho: “o que você acha de trazermos para a rádio o Ramos Calhelha? Eu de pronto respondi “e você acha que o dr. Edmundo Monteiro, na época superintendente dos Diários Associados, vai te liberar verba pra pagar o salário dele? Você acha que ele deixa os Estados Unidos, pra vir trabalhar aqui? “&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Eu ia perguntando, e ele com um sorrisinho maroto esperava eu parar com a bateria de indagações, todas sem sentido para ele, para me dar a grande notícia. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Me fez pagar o cafezinho, e me puxou para fora da padaria em direção ao décimo andar do prédio, onde ficava sua sala. Encostou a porta, ligou seu gravador Akai de rolo, se reclinou na&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;cadeira com os pés em cima da mesa, enquanto a voz de Ramos Calhelha anunciava um monte de músicas. Chamou Magno Salerno e o Valdir Santos, que eram uma espécie de diretores musicais da Radio Tupi, e exibiu seu troféu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Helio havia feito um acordo com o pessoal da Varig. Ele enviava a fita virgem com um texto elaborado por Valdir e Magno para Calhelha nos Estados Unido, e lá o locutor gravava o texto e mandava a fita de volta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Ramos Calhelha era um ícone. Era a voz da Metro, dos jornais da tela, enfim era um profissional cobiçado, mas de certa forma, difícil de ter. Não para Helio Ribeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Ele queria e arrumou a maneira de realizar seu projeto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;A primeira fita do programa, que ia lançar uma parada de sucessos, na espetacular voz de Calhelha, havia chegado. Agora, era só fazer a montagem e colocar no ar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Helio tinha uns rompantes de criatividade e, enquanto não via a coisa finalizada, ficava inquieto. Não falava no assunto &lt;st1:personname productid="em p￺blico.  Apenas" st="on"&gt;em público. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Apenas&lt;/st1:personname&gt; com as pessoas envolvidas ou com as mais chegadas, com quem apenas cochichava. Tinha um histórico de idéias copiadas e aproveitadas por pessoas inescrupulosas, que o chateava bastante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Enfim afinou o projeto, e colocou no ar sua “ parada de sucessos “ com a apresentação de Ramos Calhelha. Foi um estouro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Tempos depois quando Helio dirigiu a Rádio Capital, concretizou por completo a sua vontade, e trouxe o locutor de volta ao Brasil para trabalhar com ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Tive o prazer de desenvolver um projeto para a Radiobrás, com a locução do Calhelha&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e a redação do jornalista Teixeira Veloso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Gravamos vários pilotos. Todos impecáveis. O projeto serviria para transmitir programas para brasileiros residentes no exterior. Infelizmente por problemas políticos, não vingou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Calhelha nos deixou em 2002. Vivia, já há alguns anos numa chácara em Águas de Lindóia, onde fora viver com sua família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;Só para matar a saudade, ou para os mais jovens, conhecer um ícone da radiodifusão, vale a pena ouvir a narrativa de Ramos Calhelha, nesse texto de Richard Bach, “Jonathan Gaivota .”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;color:black"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:7.5pt;font-family: Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DkvQlOkD2MA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DkvQlOkD2MA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:10.0pt;font-family: Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:10.0pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:11.0pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:10.0pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:7.5pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:10.0pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:11.0pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:10.0pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:7.5pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:7.5pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:7.5pt;font-family:Arial;color:black;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-1721081135892106690?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/1721081135892106690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=1721081135892106690' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1721081135892106690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1721081135892106690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/04/1968ramos-calhelha.html' title='1968/Ramos Calhelha'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-1859351498390884801</id><published>2009-04-20T07:32:00.003-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.030-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1965/Boite Oasis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SexSP0p-OpI/AAAAAAAABP4/qrH0KaLenf0/s1600-h/ZimboTrio+e+Elis+Regina.jpg.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 175px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SexSP0p-OpI/AAAAAAAABP4/qrH0KaLenf0/s320/ZimboTrio+e+Elis+Regina.jpg.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326722891058657938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Ficava na Rua 7 de abril, em um “basement”do cine Coral, e era um dos pontos mais procurados pelos boêmios e turistas, que visitavam São Paulo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;A comida era muito boa, mas os “pockets shows” eram a atração maior. Naquele espaço apertadinho, muitas estrelas se apresentaram,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e tivemos o privilégio de participar de algumas dessas performances.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;O horário dos shows era os dos verdadeiros boêmios. Invariavelmente começavam após a meia noite. Não era nada confortável para meu irmão Haya e eu, mas tinham lá as suas recompensas, como usufruir daquela comida maravilhosa, que nos era servida, como se fôssemos os melhores clientes da casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;O primeiro show que dirigimos na Oasis, foi com o Zimbo Trio e Ellis Regina, no auge de sua carreira. Tinham chegado de uma turnê de muito sucesso pelo Peru e Argentina, e o Zimbo havia ganho o Troféu Roquete Pinto de melhor conjunto instrumental.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Fomos &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;procurados na Rádio Piratininga, onde produzíamos e apresentávamos o programa “Bossa à Noite “, por Roberto, um funcionário de Marcos Lazaro, empresário da cantora, que solicitava nossos serviços para a iluminação e direção de cena do show, que marcaria uma temporada do pessoal na boite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Achamos a proposta financeira muito baixa e nos recusamos a fazer o trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Nossa contraproposta foi recusada. Mas no dia seguinte, eis que o emissário de Marcos Lazaro volta a nos procurar, o Zimbo e Ellis, impuseram nossos nomes para&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;execução daquele trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Foi uma temporada que deixou boas recordações. Zimbo em grande fase e Ellis, a sensação do momento, vibrando muito com a iluminação que criamos, pois destacava &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;os movimentos que eram uma marca registrada, das suas interpretações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Nos bastidores, enquanto aguardávamos o horário de entrar em cena, as conversas sempre agradáveis com o Luiz Chaves, e a paquera com a crooner do conjunto, que fazia a música da casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Terminada essa temporada, fomos chamados para mais um trabalho na Oasis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Dessa&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;vez, o show vinha do Rio e era uma adaptação da peça de Carlos Lyra e Vinícius de Morais, “Pobre Menina Rica”, e tinha no elenco Baden&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Powell e Dulce Nunes, com direção de Ruy Guerra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Baden , considerado nosso melhor violonista, já conhecíamos, mas nem com Dulce nem com Ruy, tivéramos tido oportunidade de trabalhar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Ruy era observado pela ditadura em tudo o que fazia daí fazer algo paralelo a seus filmes e composições, como esses pockets shows.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Dulce era mulher de Benê Nunes, um pianista famoso, o preferido do presidente Juscelino, freqüentador da alta sociedade carioca, que &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;tinha o hábito de abrir as portas de seu luxuoso apartamento para a turma da bossa nova.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Mulher sensível, bonita &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;e de voz cândida, como a das primeiras intérpretes da bossa nova. Sua presença no palco era encantadora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Nosso trabalho foi o de&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;executar a marcação de luz,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;já concebida pelo diretor. Alguns palpites na iluminação foram dados, apenas em função das limitações do equipamento da casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;O mais que fizemos&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;nesse show, foi admirar a música de Baden, a beleza e interpretação de Dulce Nunes, principalmente em ”Estrada Branca”, composição de Vinícius e Jobim, que Ruy Guerra introduziu no show.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Infelizmente não tive&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a companhia do Luiz Chaves&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e nem o conjunto musical da casa tinha uma crooner...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;Até a proxima segunda feira&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:20.15pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 10px; white-space: pre; "&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4bAIITRnTZU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4bAIITRnTZU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-1859351498390884801?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/1859351498390884801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=1859351498390884801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1859351498390884801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/1859351498390884801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/04/1965boite-oasis.html' title='1965/Boite Oasis'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SexSP0p-OpI/AAAAAAAABP4/qrH0KaLenf0/s72-c/ZimboTrio+e+Elis+Regina.jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-249520213125603022</id><published>2009-04-05T21:43:00.004-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.030-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1958/Errol Garner</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:69.25pt;text-align:justify"&gt;Durante minha estada &lt;st1:personname productid="em New York" st="on"&gt;em New York&lt;/st1:personname&gt;, conheci lugares aonde se ouvia &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;boa música e se assistia a bons shows, como no Radio City Music Hall, o Birdland e barzinhos do Greenwich Village, que eram os meus preferidos, e onde se concentravam os músicos da noite, para mostrar ao público e empresários seus talentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:69.25pt;text-align:justify"&gt;Chegava cedo, pedia uma coca cola e ficava horas ouvindo o mais puro jazz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:42.25pt;text-align:justify;tab-stops: 9.0pt"&gt;No Birdland, era comum assistir a orquestra de Count Basie com seu crooner&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Joe Williams ou algum convidado como Sarah Vaughan, lugar espremidinho, mas incrivelmente mágico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:42.25pt;text-align:justify;tab-stops: 9.0pt"&gt;No tempo em que vivi na &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;rua 76 com Broadway, costumava ir a um barzinho chamado “Negrita’s, com um amigo filipino, de nome Andrés, que me fora apresentado por Luiz Carlos Piffero ,gaucho, que tinha um daqueles empregos fantasmas&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;num escritório comercial do governo brasileiro &lt;st1:personname productid="em New York" st="on"&gt;em New York&lt;/st1:personname&gt;, o IBC Instituto Brasileiro do Café. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Através desses amigos conheci depois o Tadeu Cvintal,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;hoje, renomado oftalmologista, Murilo Melo Filho, jornalista e diretor da revista Manchete entre outros,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;de quem ficaram as&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;lembranças de grandes noites de boemia.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O “Negrita’s”, se não me engano, ficava na rua 45 com a Madison Avenue. Nossa chegada causava certo alvoroço, por nosso estilo brasileiro (éramos a maioria no grupo), e porque o resquício da era de Carmem Miranda ainda pairava no meio musical. Havia um respeito muito grande pela imagem da artista brasileira. Os americanos gostavam de samba, que eu arranhava um pouco no piano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:24.25pt;text-align:justify"&gt;A primeira vez que fui a este bar, vi que o Andrés sussurrou algo ao ouvido da Negrita, dona e pianista da casa, que ao terminar seu turno musical,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;anunciou que havia na casa, naquele momento, um pianista brasileiro. Confesso que já havia tomado umas duas ou mais doses de Johnny Walker, provavelmente, o maior estímulo para que, sem o menor pudor, me dirigisse àquele Baldwin e começasse a tocar, como se fosse um profissional da noite, o que, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;definitivamente, não era. Fui empurrado ao palco logo após o anúncio, e só sai porque havia um turno a ser cumprido, e na América existia uma rigidez profissional, se entrasse alguém do sindicato, era complicação na certa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vez por outra, Negrita me via e pedia para dar “uma canja “. Ela sabia que a música brasileira agradava, eu também não podia reclamar, pois a caixinha que ficava em cima do piano, se enchia de dólares e Negrita dizia com um sorriso largo: “take it! “. Claro, eu não reclamava, e gastava tudo lá mesmo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Negrita dividia a música da casa com um pianista negro como ela, e que tinha uma característica bem interessante. Seu estilo me lembrava Errol Garner, um dos meus pianistas preferidos, conhecido pela sua mão esquerda marcante. Só que ele havia adaptado o estilo de Garner a um problema físico, e eu não havia notado. Não tinha o movimento dos dedos da mão esquerda, mas colocava com precisão a mão nos acordes, bem ao estilo de Errol Garner.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Na primeira vez que o ouvi tocar e fui a ele apresentado, fiz um comentário infeliz, achando &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que seria um elogio: “ Puxa você tem o estilo de Errol Garner “, ao que me respondeu fria e secamente ”Sorry ,este é o meu estilo “. Eu estava conhecendo o jeito “fino e educado” dos gringos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Até a proxima segunda feira!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre; font-family:Arial;font-size:10px;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hQG0tA6Qlao&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hQG0tA6Qlao&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:24.25pt;text-align:justify;text-indent: 9.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-249520213125603022?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/249520213125603022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=249520213125603022' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/249520213125603022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/249520213125603022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/04/1958errol-garner.html' title='1958/Errol Garner'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-2544144922599752413</id><published>2009-03-29T17:23:00.008-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.031-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1965/Aberto para Balanço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sc_ZAUdNqiI/AAAAAAAABN8/kbxutHpaDkw/s1600-h/vera+brasil.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 68px; height: 96px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sc_ZAUdNqiI/AAAAAAAABN8/kbxutHpaDkw/s320/vera+brasil.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318708284462311970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sc_Y5_T1oRI/AAAAAAAABN0/dqYRLXLL5B8/s1600-h/sab%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 270px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sc_Y5_T1oRI/AAAAAAAABN0/dqYRLXLL5B8/s320/sab%C3%A1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318708175706628370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A coluna de " show business, " que Moracy  do Val comandava no jornal "Notícias Populares" começava  assim, na edição daquela semana de abril de 1965: "Opinião generalizada de músicos e cronistas presentes anteontem no TBC: " Aberto para Balanço" foi, em termos musicais um dos&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/ScbRCwNvmdI/AAAAAAAABNk/iWzPNsXGiys/s320/cesar+c+mariano.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316166255389940178" style="float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 64px; height: 107px; " /&gt; melhores shows até hoje realizados em São Paulo".&lt;div&gt;E eles tinham razão! Fomos felizes a começar com a escolha do nome do show.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O TBC vinha de um sucesso estrondoso com a peça "Os Ossos do Barão"com Otelo Zeloni e grande elenco, e ficaria fechado para algumas manutenções necessárias, pois a peça estava a pelo menos um ano em cartaz. Solicitamos a locação para apenas uma segunda feira, já que o Arena estava ocupado naquela data. Conseguimos a data, e anunciamos que íamos " Abrir para Balanço".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma semana antes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;havíamos&lt;/span&gt; feito uma homenagem ao Zimbo Trio, no Teatro de Arena, no show"Zimbo  Concerto"  que foi um grande sucesso. O trio faria uma temporada no Peru e  México, em excursão  programada pelo Itamarati. Lembro-me bem, que para  um dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;números &lt;/span&gt;que executavam, criamos uma iluminação que destacava o teclado do piano do Hamilton Godoi, os dedos de Luiz Chaves nas cordas de seu contrabaixo e,  num efeito bem legal, colocamos um foco de luz nos pratos da bateria de Rubens Barsoti durante seu solo.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queríamos, Haya e eu, fazer algo também diferente e de impacto no show do TBC.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Surgiu a primeira idéia: porque não colocar  dois trios tocando juntos no mesmo palco?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A sugestão foi prontamente aprovada pela equipe de produção e pelo Jongo Trio (Cido Bianchi, Sabá e Toninho Pinheiro) e Sambalanço Trio (Cesar Camargo Mariano , Clayber e AirtoMoreira),  trios que faziam muito sucesso na época.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Completamos o elenco com Walter Santos, Maricene Costa, Pery Ribeiro, Taiguara, Djalma Dias, Marisa, Carlos Castilho e Vera Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto ao roteiro musical, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;queríamos&lt;/span&gt; músicas novas, alguns lançamentos, o que deixou o elenco bastante satisfeito. Marisa cantou além de seus sucessos, duas músicas novas de GeraldoVandré, acompanhada pelo Jongo Trio e o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;excelente&lt;/span&gt; violão de Carlos Castilho. Este, por sua vez, mostrou um lindo arranjo de "Carinhoso ". Walter Santos apresentou na ocasião alguns temas novos e Vera Brasil acompanhada do Jongo Trio levantou a plateia com "Vai João", um de seus maiores sucessos. O mesmo aconteceu com Djalma Dias, sambista que nos foi apresentado por Jair Rodrigues, o novato Taiguara e Pery Ribeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo corria as mil maravilhas. Som perfeito. Iluminação precisa. Os dois trios, durante todo o show no palco, se revezando nos acompanhamentos e em seus solos, executando seus sucessos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O público vibrava satisfeito, até que a surpresa que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;havíamos&lt;/span&gt; preparado para o gran-finale, fez a platéia explodir : Jongo e Sambalanço Trio tocam juntos, com improvisos e malabarismos musicais jamais visto até então em um palco de Bossa Nova! Pelos aplausos recebidos ao final do show, e pelo sorriso estampado no rosto do elenco, percebemos que haviamos alcançado nosso objetivo .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até a proxima segunda feira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas fotos acima, Cesar Camargo Mariano , Sabá e Vera Brasil&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-2544144922599752413?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/2544144922599752413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=2544144922599752413' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2544144922599752413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2544144922599752413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/03/1965aberto-para-balanco.html' title='1965/Aberto para Balanço'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sc_ZAUdNqiI/AAAAAAAABN8/kbxutHpaDkw/s72-c/vera+brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-8740170364506800425</id><published>2009-03-23T07:35:00.008-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.031-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1966/Juão Sebastião Bar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/ScdmMCZFO7I/AAAAAAAABNs/Nx3EiU4OMOg/s1600-h/xarope.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 317px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/ScdmMCZFO7I/AAAAAAAABNs/Nx3EiU4OMOg/s320/xarope.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316330242120694706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juão Sebastião Bar, na época de propriedade do jornalista Paulo Cotrim, era o templo da Bossa Nova em São Paulo. Por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ali&lt;/span&gt; desfilaram grandes astros paulista da música brasileira, e os cariocas importados do "Beco das Garrafas", reduto do movimento no Rio de Janeiro. Na Major Sertório, alem do "Juão", tinha o "Ela Cravo e Canela ", por onde passaram Claudete Soares, Theo de Barros,Vera Brasil, Hermeto Pascoal, Taiguara, e muitos outros. A casa, de propriedade de um certo Petri, dava muita chance para os novatos.&lt;div&gt;Para completar, a rua abrigava  o La Licorne conhecida por suas lindas e charmosas mulheres, de vida mais ou menos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;difícil,&lt;/span&gt;capitaneadas pela famosa Laura. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por um  tempo, a Galeria Metrópolis, também teve "O  Jogral " do Luiz Carlos Paraná e um barzinho muito interessante, onde só se ouvia Bossa Nova, chamado "Aquela Rosa Amarela " que, por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;incrível&lt;/span&gt; que pareça, era de propriedade do locutor esportivo Silvio Luiz, que mais tarde, casou-se com a extraordinária cantora Márcia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, voltando ao "Juão", aquele lugar espremidinho, foi ponto dos grandes da Bossa. Johnny Alf,Cesar Camargo Mariano, Marisa , Elis Regina, Zimbo e os "bicos", como eram chamados pelos músicos profissionais, aqueles que na realidade queriam mesmo, era aparecer. Um destes personagens, conhecida por Teca, nos primeiros acordes subia em uma plataforma, que existia em cima de um pequeno palco, e se punha a dançar como se fosse uma coreografia do Lennie Dale ou da Bety Faria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O segundo andar, com visão um pouco prejudicada para o palco, era dedicado aos que, além de ouvir música,  queriam curtir um bate papo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E foi &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;ali,&lt;/span&gt; naquele templo da Bossa Nova paulista que participei da produção do mais inusitado espetáculo de minha vida . Um "happening".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O "happening "era uma manifestação artística tendo como base música aleatória e poesia concreta, que reunia artistas de diversos segmentos em uma performance criada na hora, sem roteiros nem scripts.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já tinha assistido algo parecido, mas na rua, quando morei em New York.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Propus ao amigo  Blota Neto  novo dono do Juão, que queria dar um "up "na casa, fazer algo diferente e ele topou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falei com meu irmão, o maestro Sandino Hohagen que gostou da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;ideia&lt;/span&gt; e junto com seus colegas também maestros &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Rogério&lt;/span&gt; Duprat, Damiano Cozzela e o poeta  Decio Pignatari, comandaram a maior loucura que lá se viu. Vários alunos de música do Rogerio e do Cozzela  foram convidados e se integraram ao quarteto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decio lia suas poesias concretas, uma vitrola tocava hinos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;patrióticos&lt;/span&gt;, Sandino regia a "nona sinfonia"de Beethoven apenas lendo a partitura, sem música..&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O público começou a se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;entusiasmar&lt;/span&gt; e a interagir. De repente, vai ao palco um rapaz fazendo um discurso inflamado em alemão, Rogerio Duprat com um penico na mão fazia coleta de doações e depois jogava as moedas para o público. A imprensa, que dava ampla cobertura ao evento, também aderiu e no dia seguinte, 10/05/66 o Jornal da Tarde, a Folha de São Paulo, Última Hora e Notícias Populares, publicavam  com destaque aquela "explosão criativa".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na parede de fundo do palco um imenso out-door da propaganda do famoso xarope São João, com a célebre frase do sujeito ameaçado de mordaça: "Largue-me. Deixe-me Gritar "&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-8740170364506800425?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/8740170364506800425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=8740170364506800425' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/8740170364506800425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/8740170364506800425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/03/1966.html' title='1966/Juão Sebastião Bar'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/ScdmMCZFO7I/AAAAAAAABNs/Nx3EiU4OMOg/s72-c/xarope.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-133062716728261508</id><published>2009-03-16T06:00:00.000-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.031-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1977/Dick Farney</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sb0Om59dvfI/AAAAAAAABNE/NDcn9DC6na4/s1600-h/dick+farney.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 96px; height: 113px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sb0Om59dvfI/AAAAAAAABNE/NDcn9DC6na4/s320/dick+farney.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313419196923493874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;Durante um período de minha vida profissional, em que tinha como atividade principal uma assessoria de imprensa, trabalhei com restaurantes, casas noturnas, boates, gravadoras, artistas, cirurgiões plásticos, emissoras de rádio, Rede Ferroviária Federal, enfim, não podia escolher clientes e tinha a obrigação de ser versátil e criativo, para atendê-los bem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;Muitos dos profissionais, que naquela época estiveram comigo como estagiários, hoje, com muita satisfação, os vejo como editores, colunistas, enfim bem sucedidos em suas profissões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;Alguns desses clientes faziam questão de serem atendidos pessoalmente por mim ou pelo Haya, meu irmão e sócio. Outros, nós é que fazíamos questão de atendê-los. Por exemplo, a Rede Ferroviária Federal, cliente que nos foi indicado pelo amigo Samir Razuk,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;na época &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;superintendente comercial da rede Bandeirantes de Rádio, também nossa cliente, era atendida pela saudosa jornalista Gisela Bisordi.Era um trabalho bem difícil, mas não para ela, muito competente e paciente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;Restaurantes, geralmente, queriam nos ver na casa com freqüência, almoçando ou jantando. O mesmo acontecia com as casas noturnas, que só nos interessava freqüentar, quando tinham atrações musicais do nosso gosto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;Na Rua Santa Izabel, nessa época, tínhamos um cliente, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;uma “boate” (o que hoje não existe mais naqueles moldes) chamada “Chez Regine”. Essas casas começavam a funcionar perto da meia noite e eram reduto de boêmios endinheirados e refúgio de amantes. Tinham um ambiente bem escuro, e a maioria era dominada por uns 3 ou 4 empresários da noite, muitos deles “laranjas”. Uísque falsificado era o que rolava solto e a maioria não servia comida. Uns amendoins, pipocas e olhe lá. A única coisa de honesta que essas casas tinham, era a música. Ah isso sim! Sorte minha, lá no “Chez Regine”, estava contratado Dick Farney que, com &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Sabá no contrabaixo e o Toninho Pinheiro na bateria compunham um trio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;Sabá e Toninho, já&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;conhecia do Jongo Trio, do Dick era fã de carteirinha, mas nunca o tinha visto pessoalmente. Conhecia muitas histórias a respeito de sua carreira, e apreciava muito seu repertório e &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;estilo. Quando tocava jazz ao piano, lembrava bastante o som de Dave Brubeck, cantando, lembrava Sinatra. Sua voz romântica dava um tempero especial a interpretações de “Alguém como Tu “e “Copacabana”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;Dick nasceu Farnésio Dutra da Silva, e seu pai era músico e dono de um laboratório no Rio de Janeiro, que fabricava a famosa “Matricária”, pozinho que as mães passavam, e até hoje passam, nas gengivas de seus bebês para aliviar as dores causadas pelo nascimento dos dentes. Os primeiros contatos com a música recebeu de seu pai. Contavam seus amigos, que Dick, tinha “ouvido absoluto”, ou seja, reconhecia notas musicais e tonalidades em qualquer ruído. Uma das histórias que se conta sobre ele, é que quando aprontava alguma arte e seu pai o reprimia com algumas cintadas, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;gritava em que tom apanhava...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;Quando, por causa de meu trabalho, minhas idas ficaram mais freqüentes ao Chez Regine, passamos a conversar mais e nos tornarmos mais íntimos. Percebemos então, que tínhamos pontos em comum: nosso gosto musical, era praticamente o mesmo, éramos divorciados, estávamos no segundo casamento e amávamos nossas atuais esposas. Cheguei a presenteá-lo com um LP de Bill Evans, aonde ele toca “I Love My Wife”. Ele adorou e incluiu a música em seu repertório. Mas o que ele mais gostava de comentar,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;era o dia que terminaria sua obrigação de pagar pensão para a ex. Dizia-me que tinha um mural em sua casa, lá na represa de Eldorado, no formato de calendário, em que passava um x em cada dia que acabava. Fazia &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;com gosto!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt"&gt;Guardo boas recordações do Dick... Quando fizemos o dono do restaurante Antonio’s comprar um piano decente, já que queria te-lo abrilhantando seu jantar, de um show que fez para alta sociedade de Araraquara e que foi durante muito tempo comentado na cidade, e um aniversário seu, no qual fiz–lhe uma surpresa, trazendo o excelente saxofonista argentino radicado no Brasil e que fez parte de seu quarteto, Hector Costita. Combinamos com Sabá e Toninho e com o próprio Costita . A um sinal meu, Sabá&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;sugeriu que tocassem Tangerine, um de seus números preferidos. Aos primeiros acordes, Costita entrou pela “boate” adentro, e ficaram pelo menos 1 hora improvisando, no mais puro jazz. Ao final, ovacionados, puxamos o côro de “parabéns a você”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:9.0pt;tab-stops:261.0pt"&gt;Foi muito bom!. Pena que Dick tenha partido tão prematuramente. Tinha apenas 65 anos!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-133062716728261508?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/133062716728261508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=133062716728261508' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/133062716728261508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/133062716728261508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/03/1977dick-farney.html' title='1977/Dick Farney'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sb0Om59dvfI/AAAAAAAABNE/NDcn9DC6na4/s72-c/dick+farney.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-3127694223370055921</id><published>2009-03-08T19:30:00.002-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.031-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1964/Bossa de Bolso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sam8pcDIVDI/AAAAAAAABLk/oABTWdpY8b4/s1600-h/imgres.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 131px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sam8pcDIVDI/AAAAAAAABLk/oABTWdpY8b4/s320/imgres.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307981055922820146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse foi o nome que os estudantes secundaristas do Colégio Rio Branco, deram a um show, que nos encomendaram nesse ano. As faculdades promoviam grandes shows, em função das verbas, que seus centros acadêmicos possuíam, e também porque seus alunos estavam fortemente engajados não só no movimento da bossa nova, mas&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;também naqueles que repudiavam a ditadura militar. Daí a vontade de manifestação, e nada melhor, que unir &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;música ao protesto, o que era feito por todos os cantos deste planeta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os secundaristas não estavam alheios ao que se passava. Fomos procurados por um grupo, quando estávamos no Teatro de Arena. Lembro-me que um deles, tinha o sobrenome Leal, o outro Cunha Bueno, e um terceiro, Freitas. Achei a principio um pouco audacioso o projeto, pois queriam um show com artistas de nome e se comprometiam a entregar todos os cachês no camarim, antes do espetáculo começar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sugeri Cesar Camargo Mariano, que acabara de desfazer seu Sambalanço Trio, pois o bateirista Ayrto Moreira fora acompanhar Flora Purim. Assim, Toninho Pinheiro o substituiu e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Cleiber assumiu o contrabaixo. O show contou ainda com o Bossa Jazz Trio (cujo líder era Amilson Godoy), &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Carlos Castilho, Ana Lucia, Tuca e Taiguara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os organizadores fizeram questão de incluir dois estudantes no elenco. Fizemos uma previa audição e como não comprometeriam o show , deixamos que cada um apresentasse um número, para delírio da platéia formada na maioria &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;por seus colegas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que os estudantes do Rio Branco não imaginavam&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;, é que eu estava fazendo contato com um conjunto vocal que era, como ainda é, o meu preferido e que seria a atração maior daquele “Bossa de Bolso” - o quarteto vocal &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;”Os Cariocas”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Conversei durante dias com Severino Filho, para que pudesse conseguir uma data disponível&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;para nosso show. Quando&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;recebi a confirmação e dei a notícia à rapaziada, ficaram muito empolgados, pois tratava-se realmente de uma grande atração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre me identifiquei musicalmente com o som de conjuntos vocais. Ouvia muito “The Ink Spots “, “ The Mills Brothers” e outros, mas tinha um em particular que gostava muito - o “The Hi-Lo’s, em quem “Os Cariocas “se inspiraram. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A primeira voz sempre cantada em falsete&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e que era a especialidade do Severino, líder, arranjador &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;e idealizador do quarteto, era sua marca registrada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Naquela noite quando o quarteto entrou cantando “Samba do Avião” a platéia delirou, e confesso, foi um dos momentos mais emocionantes, que vivi durante a época em que trabalhei como produtor de shows de bossa nova. Naquele momento, deixei o lado profissional e assumi o de fã. Vibrei junto com a platéia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="tab-stops:334.5pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                                                                                                                &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-3127694223370055921?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/3127694223370055921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=3127694223370055921' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/3127694223370055921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/3127694223370055921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/02/1964bossa-de-bolso.html' title='1964/Bossa de Bolso'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Sam8pcDIVDI/AAAAAAAABLk/oABTWdpY8b4/s72-c/imgres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-5381090838475003487</id><published>2009-02-28T18:17:00.024-03:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.032-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1959/Sammy Davis Jr.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Saskvx58fII/AAAAAAAABMM/6zKVIGpOmyw/s1600-h/FicheiroSammy_Davis_Jr_1989.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Saskvx58fII/AAAAAAAABMM/6zKVIGpOmyw/s320/FicheiroSammy_Davis_Jr_1989.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308376989055089794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Uns dois anos antes de viajar para New York, um de meus programas prediletos, era garimpar discos de música americana em lojas da região da Av. São João. Eram muitas, e no bairro onde eu morava, não existia nenhuma. Saía de Santa Terezinha, zona norte, no ônibus da linha 44, que pegava ao lado da banca do jornaleiro Piolim, e depois de&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="30 a" st="on"&gt;30 a&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt; &lt;/span&gt;40 minutos descia no &lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;ponto final, que ficava na Av. Casper Líbero, bem em frente ao prédio do jornal e rádio Gazeta. Seguia pela Av.Ipiranga, e logo estava no meu paraíso. Alí fui apresentado a Errol Garner, Mahalia Jackson, Billie Holliday, Louis Armstrong, Count Basie, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Billy Eckstine, Cannonbal Adderley, Sammy Davis Jr, e muitos outros, que passaram a fazer parte do meu dia a dia até hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Quando em 1957 fui para New York, por imposição de meu pai tive que deixar todo o meu garimpo por aqui. Dizia o meu querido “velho”, que lá teria material suficiente, para suprir o que deixara. Meu irmão Haya cuidaria de meu acervo, como, aliás, cuidou muito bem. Mas, alguns LPs, fiz questão de esconder no fundo da mala de viagem, por via das dúvidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Um desses tesouros que levei, foi um disco LP intitulado “Starring Sammy Davis Jr.” da gravadora Decca Records. Nele, Sammy cantava, sapateava e imitava alguns cantores e atores cantando.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="mso-ansi-language:EN-US;color:black;"&gt;Na faixa que interpreta “Because of you”, ele iniciava&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt; dizendo “actually actors wanna be singers and singers wanna be actors”.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Aí, imitava James Cagney, John Wayne, Gary Cooper, Peter Lorre, James Stewart, todos cantando ou fazendo de conta…Imitava também com perfeição &lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;Billy Eckstine, Nat K. Cole, Tonny Bennett, Mel Tormé, Matt Monro e Louis Armstrong.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A faixa que mais gostava era “Hey There”.Consegui repor esse LP várias vezes, até tê-lo hoje, em meu arquivo do ITunes, junto com outras pérolas, como”Don’t Blame me”,”Dedicated to You”,”Laura”,”The Birth of the Blues” e outras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Quando morei na casa de Nicolas Silfa, exilado político dirigente do Partido Revolucionário Dominicano, e companheiro do militante peruano e dirigente aprista Guillermo Hohagen, meu saudoso pai (se não me engano na rua 92), fiquei sabendo que era vizinho do&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt; famoso Apolo Theater.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Tinha ouvido histórias incríveis daquele lugar, que revelou&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt; nomes como Ella Fitzgerald, Mahalia Jackson e muitos outros cantores e instrumentistas em suas famosas tardes de shows de “novos talentos”, uma espécie de programa de calouros. Claro, fiquei ansioso por conhecer aquele verdadeiro templo do jazz, spirituals e da música norte americana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Certa manhã de sábado, peguei um subway e fui visitar o Harlem, que ainda não conhecia. Nunca nos meus 20 anos de idade, tinha visto algo semelhante e que me chamava muito a atenção. Nas bancas de jornal, estavam expostas revistas Ebony com lindas mulheres negras na capa, os outdoors, lembro-me bem das propagandas da Kodak, com bebês negros e as lojas de brinquedos &lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;com bonecas negras.Era a América racista, que me estava sendo apresentada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Enfim, cheguei ao meu destino, que era o Apolo Theater. Não pude acreditar no que via. Em seus letreiros luminosos o anúncio “Tonite Sammy Davis Jr. Show”. Não hesitei. Aquele seria meu programa de sábado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A noite tentei convencer o amigo Silfa e sua querida companheira Lucy a me acompanharem, mas sem sucesso. Fui sozinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A primeira parte do show ficara por conta do ex-boxeador Sugar Ray Robinson, que tentava carreira no show business. Cantou, dançou apresentou alguns convidados, mas não convenceu. Sua carreira artística, ao contrário da de boxeador, foi bem curta. Encantou os amantes desse esporte. Suas lutas contra &lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;Carmen Basílio pelo título mundial, foram fantásticas. Era elegante e técnico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Mas ai chegou a hora daquele negrinho feio, caolho e baixinho entrar no palco, e se transformar em um negro lindo e imenso, que tomou conta da platéia extasiada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Confesso que a emoção me dominou por várias vezes durante o show. Seu sapateado, sua voz potente, e sua versatilidade - tocou trompete e bateria, fizeram o público delirar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Em um momento do show, em que imitava Louis Armstrong, usava um lenço, como o velho Satchmo fazia. Após o número, lança o lenço&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt; para a platéia. Lamentei não estar na fila do gargarejo, meus dólares chegavam só pra galeria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Fiquei no meu lugar após o término do show. O teatro se esvazia e lota a seguir. Começa a próxima sessão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Impressionante! Tudo exatamente igual! O mesmo timing! E o lenço de novo atirado para a platéia... e eu na galeria, mas feliz por assistir o maior show-man de todos os tempos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Sammy Davis foi o primeiro negro a ter um programa próprio na TV americana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Faleceu em 1990 aos 64 anos de idade, em decorrência de um câncer na laringe, causado pelo cigarro, o principal partner nas suas apresentações. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-5381090838475003487?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/5381090838475003487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=5381090838475003487' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5381090838475003487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5381090838475003487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/02/1959sammy-davis-jr.html' title='1959/Sammy Davis Jr.'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/Saskvx58fII/AAAAAAAABMM/6zKVIGpOmyw/s72-c/FicheiroSammy_Davis_Jr_1989.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-2443385147267490213</id><published>2009-01-23T21:38:00.000-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.032-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>março/2009</title><content type='html'>Novos "posts"a partir de 2 de março de 2009. Este blogueiro está de férias e seguindo a tradiçào brasileira ,recomeça depois do carnaval. Me aguardem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-2443385147267490213?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/2443385147267490213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=2443385147267490213' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2443385147267490213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/2443385147267490213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2009/01/maro2009.html' title='março/2009'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-5754679032532782079</id><published>2008-12-11T12:46:00.000-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.032-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1966/Henrique Lobo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SUEpnixS9gI/AAAAAAAAA1E/JxvzOMT4F9o/s1600-h/rhum.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 97px; height: 144px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SUEpnixS9gI/AAAAAAAAA1E/JxvzOMT4F9o/s320/rhum.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278545997580137986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Este foi um ano de muito trabalho e realizações. Estava na Radio e TV Record.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na rádio tinha um programa noturno&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;“ Última Audição”, e participava de uma mesa redonda semanal, sob o comando de Henrique Lobo, que analisava os lançamentos fonográficos, com a participação de José Carlos Romeu, Marco Antonio Galvão , Mario Albaneze (o criador do “Jequibau”junto com o maestro Ciro Pereira) e Haya Hohagen, meu parceiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na TV, fazia parte da equipe de produção do “Blota Jr Show “, junto com Blota Neto, José Guimarães, Haya e Lemos Brito, programa este, que ia ao ar às sextas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aos sábados a tarde, produzia e dirigia o programa “ Dois&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;na Gangorra”, que era apresentado por Henrique Lobo. O horário havia sido determinado por Paulo Machado de Carvalho Filho, o Paulinho, que nos deu carta branca. Haya e eu desenvolvemos o programa especialmente para Henrique Lobo. Ele sempre quis apresentar um programa de televisão, nunca escondeu isso. Fiquei feliz em poder ajudá-lo, a concretizar esse desejo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Henrique foi uma das pessoas que mais admirei, ao longo de minha vida profissional. Além da competência, era um ser humano incrível. Dificilmente era visto nervoso, irritado ou dando bronca em algum funcionário. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A tentativa de trabalharmos juntos começou quando ele dirigia a rádio Excelsior, e se concretizou quando foi contratado pela Radio Record. Não demorou muito para entrar em contato conosco, e fazer o convite. Lá instalado, convenceu Paulinho que os gêmeos tinham competência e criatividade, e poderiam ser úteis a emissora, líder em audiência naquele momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Colocar o “Dois na Gangorra” no ar era difícil, pois o programa entrava &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;as 13 horas e o do Blota , nunca acabava antes da 1 da madrugada. A última atração do “Blota Jr Show” era sempre um musical produzido por Manoel Carlos, e não tinha hora para acabar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Claro que deixávamos o programa praticamente pronto no dia anterior. Pique na época era o que não nos faltava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tínhamos alguns colaboradores, que curtiam nosso trabalho, e estavam sempre nos dando uma força,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;até mesmo nos tirando de apuros. Não posso deixar de mencionar nosso diretor de tv&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Humberto Wisnik, no estúdio Rubens Moral e Mirabeli, figuras antológicas na história da TV Record.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O esquema do programa era entrevistar duas pessoas, que tivessem profissões diferentes, mas com alguma relação. Assim, entrevistamos um maestro (Diogo Pacheco) e um camelô; um praticante de luta livre e um dentista; um maitre e um garçom; o diretor de trânsito da cidade de São Paulo&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e o presidente da Associação Paulista de Automodelismo.Henrique Lobo, sempre muito informal nas entrevistas, surpreendia, e &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;dava um tempero diferente a cada programa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No dia que entrevistou o Miroslav, competidor de luta livre e uma dentista, abriu o programa lambendo um tubo de pasta de dentes e perguntando “quem nunca fez isso?”. Em outro programa, enquanto entrevistava um maitre e um garçon, fazia um strogonoff.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, um dos programas mais marcantes, foi a entrevista de um motorneiro de bonde, na época na ativa, de apelido Bailarino, junto com o poeta e publicitário Decio Pignatari. Abriu o programa com o texto do célebre cartaz, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que estava presente em todos os bondes da capital: “Veja ilustre passageiro o belo tipo faceiro, o senhor tem a seu lado, e no entanto acredite, quase morreu de bronquite salvou-o Rhum Creosotado”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-5754679032532782079?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/5754679032532782079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=5754679032532782079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5754679032532782079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5754679032532782079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2008/12/1966henrique-lobo.html' title='1966/Henrique Lobo'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SUEpnixS9gI/AAAAAAAAA1E/JxvzOMT4F9o/s72-c/rhum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-5553822034004713209</id><published>2008-12-08T08:27:00.000-02:00</published><updated>2011-10-02T19:28:31.875-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1964/Balanço de Orfeu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/STz3AbE2aKI/AAAAAAAAA08/OQI2JQ_T8sg/s1600-h/chico.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 94px; height: 120px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/STz3AbE2aKI/AAAAAAAAA08/OQI2JQ_T8sg/s320/chico.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277364450011539618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Luiz Vergueiro era o tipo do sujeito inquieto, apressado, agitado. Poucas vezes&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o vi sentado, calmamente, tomando uma cervejinha, batendo aquele papo . Não era o seu estilo. Nossa convivência não foi grande. Tínhamos trabalhado juntos no show de Lennie Dale , um sucesso no Teatro de Arena, ele gostou de nosso desempenho na iluminação, daí a ter-nos feito o convite para o musical, que preparava para estrear no Teatro Maria Dela Costa em dezembro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era uma adaptação de Orfeu da Conceição, que Vinicius de Morais preparou a pedido de Vergueiro, aonde havia uma ligação com o balanço da bossa nova.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O elenco era dos melhores. Raul Cortez declamando o monólogo de Orfeu, era um dos pontos altos do show, mas tinha ainda Agostinho dos Santos interpretando “Lamento no morro”, o trio de Manfredo Fest, que tinha Heitor na bateria e Mathias no contrabaixo, Ayres um dos melhores violões da noite paulista, executava a “Valsa de Eurídice”,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;bailarinas dançavam, com coreografia de Viktor Austin, e um grupo de jovens fariam a ligação entre o drama de Orfeu e o balanço da bossa. Eram Toquinho, Taiguara e Chico Buarque de Hollanda, além de uma cantora de nome Claudia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Toquinho, que era considerado um precoce virtuose, aluno de Paulinho Nogueira, se recusava a fazer qualquer participação vocal. Vergueiro tentou fazer uma dupla vocal dele com Chico, sem sucesso. Em compensação arrancava aplausos da platéia com suas exibições ao violão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os ensaios eram bem puxados. Chegávamos a ficar na cabine de luz de &lt;st1:metricconverter productid="8 a" st="on"&gt;8 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 10 horas por dia. Nem sempre Vergueiro estava presente. Além das suas várias atividades, vez por outra era chamado para depor no Dops, fruto da perseguição sofrida pela classe teatral durante a&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;ditadura militar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como o elenco era numeroso, havia uma escala. A manhã era sempre reservada para&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o grupo de dança de Viktor Austin. Músicos, cantores só na parte da tarde. Alguns deles tinham compromissos noturnos, outros, gostavam de começar o expediente depois do meio dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Manfredo Fest tinha uma agenda bem agitada. Apresentava-se no bar do Hotel Cambridge e na Baiúca. Tinha um dos trios mais requisitados da época. Dois anos mais tarde, transferiu-se para os Estados Unidos. Foi trabalhar com o grupo de Sergio Mendes e veio a falecer em 1999.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aproximava-se a data de estréia&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e Vergueiro não estava satisfeito com os resultados dos ensaios. O tempo era curto. Faltava ainda a música que havia encomendado, numa demonstração de total confiança, ao jovem Chico Buarque, que encerraria o show.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A primeira apresentada não ficou do agrado de Vergueiro, que já começava a ficar impaciente e apreensivo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dois dias antes da estréia, chega Chico, aparência de quem não dormiu bem a noite, chama Vergueiro no canto e começa a dedilhar o violão e cantar. Aos poucos o elenco vai se chegando, Vergueiro exultante e todos maravilhados. Na voz tímida de Chico, o gran-finale , “Tem mais Samba”, com seu refrão tão atual para os dias de hoje... ”se todo mundo sambasse seria tão fácil viver”. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na foto acima ,o jovem Chico.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-5553822034004713209?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/5553822034004713209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=5553822034004713209' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5553822034004713209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5553822034004713209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2008/12/1964balano-de-orfeu.html' title='1964/Balanço de Orfeu'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/STz3AbE2aKI/AAAAAAAAA08/OQI2JQ_T8sg/s72-c/chico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-4217650653886110830</id><published>2008-11-29T14:47:00.000-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1974/Vôo Especial Vasp</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/STF1KoKCalI/AAAAAAAAA0c/-1jcb3YmZz0/s1600-h/voo_especial.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/STF1KoKCalI/AAAAAAAAA0c/-1jcb3YmZz0/s320/voo_especial.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274125464066222674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Flavio Musa Guimarães havia assumido a presidência da Vasp (Viação Aérea São Paulo) no governo Paulo Egidio. Numa conversa com meu irmão Haya, durante um evento, sugeriu que apresentássemos um piloto de programa de rádio dirigido ao publico classe A, que gostaria de patrocinar. Flávio nos deu carta branca para criar e veicular o programa, na emissora que achássemos conveniente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;É claro que tudo deveria passar pelo crivo da agência de propaganda da Vasp, que era a Almap, de Alex Perissinoto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estávamos à época, dedicados a nossa assessoria de imprensa e a produção de alguns eventos musicais. O rádio nos fazia falta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Debruçamo-nos sobre este projeto e &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;gravamos o piloto, no estúdio Publisol, do amigo Salomão Esper, com a locução de Chico Palmeiro, indicado pelo próprio Salomão. Imaginávamos uma voz estilo” Eldorado” e a de Chico, casava-se bem com o que queríamos. No decorrer dos anos, passaram ainda pelo programa, Mario Lima, Carlos Alberto do Amaral, Roberto Arruda e no último ano, acumulei as funções de produtor e apresentador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A produção musical, era dividida como sempre: Haya selecionando o material de música brasileira, eu o de música americana. Como de hábito, gostávamos de incluir material exclusivo, razão pela qual, usávamos nossa própria discoteca e material que encomendávamos, inclusive para o próprio presidente da Vasp, durante suas viagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O programa trazia roteiro turístico das cidades aonde a Vasp chegava, e dicas &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;com os principais colunistas de literatura, variedades, artes plásticas, cinema, teatro, literatura e sociedade. Era um programa dirigido a classe A, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;fomos então buscar, nomes como Sábato Magaldi , Casemiro Mendonça, Olney Kruse, Leo Gilson Ribeiro, Rubens&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Ewald Filho, Luciano Ramos , Jacob Klintowitz , Moacir Amâncio, e outros que enriqueceram e deram um toque de classe ao "Vôo Especial Vasp".&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao finalizarmos o piloto do programa, orientados por Flávio Musa, fomos apresentá-lo a Almap e seu departamento de rádio, para uma avaliação. Flávio havia gostado bastante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a fita do piloto nos reunimos com o departamento competente. Lembro-me de nomes como Otto Vidal, Arapuã entre outros, que analisando o programa, acharam-no semelhante ao "Varig é dona da noite", programa que, durante alguns anos, foi sucesso nas noites da rádio Bandeirantes e criação de nosso amigo Henrique Lobo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Discordamos totalmente daquela apreciação. Saímos do departamento de rádio da Almap com a impressão de que, aquele pessoal conhecia muito de comerciais para rádio, mas pouco de programas de rádio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dalí, fomos diretamente à residência de Henrique Lobo com a fita cassete e o gravador, pedimos que ouvisse, e desse sua impressão gravada no outro lado da fita. Henrique ouviu &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;atentamente. Em seu depoimento, afirmou que não tinha nada a ver com "Varig é dona da Noite", e elogiou a criatividade do programa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De volta com o depoimento de Henrique Lobo, Flavio Musa, comunicou-se com&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a agência, autorizando a entrada do programa no ar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesse meio tempo, havíamos negociado com Samir Razuk, superintendente comercial da Rádio Bandeirantes, e com Helio Ribeiro, diretor artístico, dia e horário adequados a este tipo de programação: domingos das 22 as 23:45 hs. Durante 4 anos, o programa foi ao ar. Recebeu várias menções na câmara municipal e assembléia legislativa pelo nível de informação, que fornecia a seus ouvintes, mas uma das coisas que mais prazer me deu foi, por várias vezes, ouvir de motoristas de taxi, que me levaram ao edifício Radiantes, que eram ouvintes de meu programa, um programa feito para a classe A.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Saudosamente, deixo com vocês a nossa abertura:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;”&lt;st1:personname productid="Em São Paulo" st="on"&gt;Em São  Paulo&lt;/st1:personname&gt;, 22 horas. A partir desse momento estão suspensos todos os vôos... A partir desse momento começa um vôo especial. Afrouxe os cintos, recline a poltrona e boa viagem...”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na foto acima Roberto Arruda entre Haya  e Lafayette durante gravação do Vôo Especial Vasp&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-4217650653886110830?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/4217650653886110830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=4217650653886110830' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4217650653886110830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4217650653886110830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2008/11/1974vo-especial-vasp.html' title='1974/Vôo Especial Vasp'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/STF1KoKCalI/AAAAAAAAA0c/-1jcb3YmZz0/s72-c/voo_especial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-693782200904521274</id><published>2008-11-18T18:43:00.000-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1968/Helio Ribeiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSlz-JMB8ZI/AAAAAAAAA0U/9gHEu9j52-s/s1600-h/ultragas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 247px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSlz-JMB8ZI/AAAAAAAAA0U/9gHEu9j52-s/s320/ultragas.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271872350269338002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro desse ano, às vesperas do nascimento de Alexandre, meu primeiro filho, fui despedido da Cia. Ultragaz, aonde exercia as funções de assessor do departamento de comunicação. Cuidava dos press-releases, acompanhava as campanhas publicitárias, fiscalizava nossos comerciais e cenários do Ultranotícias, espécie de Jornal Nacional na TV Tupi, e vez por outra, representava o vice presidente em ocasiões sociais. &lt;div&gt;&lt;div&gt;Entrava nos  eventos, cumprimentava, assinava livro de presença e pulava fora.Normalmente eram eventos chatos, mas Henning Boilisen, o vice presidente, nutria uma simpatia por mim e, creio, além de não querer ir, achava que me sentiria importante em representá-lo.&lt;div&gt;Eu gostava mesmo era de ir até a TV Tupi, checar as coisas, bisbilhotar o cenário e bater papo na redação com o Gonçalo Parada, responsável pelo noticiário, patrocinado pela Ultragaz .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia, enquanto, Boilisen estava de férias, recebi a notícia, de que, por medida de economia, haveriam  cortes no departamento. Eu e mais dois funcionários fomos os atingidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta época, morava numa pequena vila nos Jardins, na rua Caconde 117 c/2.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa das casas, que dava fundos pra a vila, morava um advogado, que, de vez em quando, era flagrado de"  robe de chambre", passeando com seu cachorrinho pela calçada. Era Marcio Thomaz Bastos, hoje um renomado jurista e ex-ministro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na vila em frente a nossa, que existe  até hoje, morava o ex-governador Lucas Nogueira Garcez. Enfim, era um lugar que abrigava alguns importantes personagens, e serviu de berço para receber outros não menos importantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu estava bastante preocupado, pois um desses personagens havia acabado de nascer, e eu precisava trabalhar para sustentá-lo. Aliás, esse , anos mais tarde reencontrou Marcio Thomaz em Brasilia, como advogado da empresa da qual é hoje presidente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Costumava fazer as compras no Pão de Açucar da Brigadeiro Luiz Antonio, bem perto de minha casa. Era muito comum cruzar com os irmãos Diniz, Abilio, Arnaldo e Alcides, que moravam numa travessa da Brigadeiro e trabalhavam no escritório, ao lado daquela loja. Numa dessas idas ao supermercado, me deparei com aquela figura impar, que era Helio Ribeiro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tivera um breve contato com ele, quando trabalhei na Record e ele na Jovem Pan. Criou vinhetas, mudou a cara da rádio, revolucionou. Cruzávamos  nos corredores da rádio, e ele contava que era ouvinte do programa, Última Audição, que eu fazia com o meu, já conhecido, irmão Haya . Helio, como eu, era fã de Frank Sinatra, arriscava até cantar alguns sucessos do "blue eyes". Tínhamos sempre o que conversar. Ao final destas nossas conversas, vinha a frase: "Precisamos trabalhar juntos". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E,  naquele dia, quando me encaminhava ao supermercado, Helio estava na porta de uma oficina mecânica, aguardando terminarem o serviço em seu carro, um Mustang. Quando me avistou, foi logo perguntando: "gêmeo o que estás fazendo?" "Estou desempregado", respondi. Ele, na mesma hora, enfiou a mão no bolso trazeiro da calça, tirou um papel e me mostrou: "Olha isso, acabei de assinar contrato com a rádio Tupi, mas não conte a ninguém, pois devo assumir a diretoria artística da emissora somente dentro de 15 dias. E o brother ?"Respondi que o Haya estava trabalhando na TV Bandeirantes. Ele disse que não era problema, tiraria o Haya de lá para que a dupla se refizesse. Ele queria os dois. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na rádio Record, tínhamos um esquema no programa, onde o Haya falava de música brasileira, e eu, pela minha vivência e conhecimento, de música americana. Pensei que o Helio nos queria  em seu projeto, por causa disso. Para minha surpresa, ele tinha em mente, algo inusitado. Na cola das escuderias, que eram  sensação da época, haja visto que a TV Record tinha um programa, líder de audiência, que era uma gincana feita com escuderias, Helio criou, e queria o nosso comando num projeto chamado "Somos do Amor do Motor e da Flor. Aproveitaria a estrutura das escuderias, que estavam nos quatro cantos da cidade, e a força da rádio Tupi, para fazer o bem ao próximo. Criou o SST - Serviço Social Tupi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Centenas de milhares de adesivos foram espalhados pela cidade. Não havia taxi, que não exibisse aquele decalque colorido e muito bem desenhado. Carros rodavam a cidade com aqueles adereços e, a todo o momento, uma vinheta na rádio, anunciava a ação dos" volantes da fraternidade ".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fizemos muitas campanhas, arrecadamos muitas latas de leite em pó, medicamentos, verbas para o Hospital do Fogo Selvagem, Sanatorinhos, promovemos um natal para mais de 400 crianças, foi um trabalho muito gratificante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas um fato, me marcou muito naquela ocasião. Na porta da Tupi, tinha um garoto que engraxava sapatos. Quando Helio assumiu a direção da rádio, permitiu que aquele garoto subisse, o que era proibido, aos andares superiores do prédio, para poder engraxar mais sapatos e assim, ganhar mais, pois o menino sustentava vários membros da família. Tempos depois, o garoto estava na discoteca da rádio catalogando discos, e alguns anos mais tarde,  Montival Silva, aquele garoto,  ocupava o cargo de superintendente da rádio Capital, que foi montada pelo Helio para Edwaldo Alves da Silva, e de quem, Montival se tornou assessor. Esse era Helio Ribeiro,  gênio e visionário. Nossos caminhos se cruzaram muitas vezes mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na foto representando a Cia. Ultragaz em evento no Palacio do Governo, converso com o secretário de Abreu Sodré,  Felicio Castelano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-693782200904521274?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/693782200904521274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=693782200904521274' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/693782200904521274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/693782200904521274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2008/11/1968helio-ribeiro.html' title='1968/Helio Ribeiro'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSlz-JMB8ZI/AAAAAAAAA0U/9gHEu9j52-s/s72-c/ultragas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-5390240852819922820</id><published>2008-11-17T17:23:00.001-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1965/Rádio Piratininga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSlvCxhURiI/AAAAAAAAA0M/982_gbyou_A/s1600-h/berto.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSlvCxhURiI/AAAAAAAAA0M/982_gbyou_A/s320/berto.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271866932257375778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo me interessei por rádio. Garoto ainda, já possuía radinhos de galena, que só eram audíveis através de fones, e que captavam duas, no máximo tres estações. Todas com o mesmo nivel de som. Me divertia muito com isso. Ainda hoje coleciono radinhos de pilha. &lt;div&gt;Meu sonho mesmo, era trabalhar em uma emissora de rádio, mesmo antes de saber que, na madrugada de 9 de julho de 1934, meu velho e inesquecível pai, Guillermo Hohagen, foi o responsável pela primeira transmissão radiofônica Brasil-Argentina, promovida pelo jornal "Crítica", do qual era correspondente.&lt;div&gt;A Rádio Piratininga pertencia a familia Leuzzi, que era do interior, comandada por Miguel Leuzzi, médico e político, e tinha nos jovens membros do clã, a responsabilidade de dirigí-la.Mas a rapaziada não era do ramo, e a emissora era comandada por mãos estranhas, muitas vezes competentes e outras menos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Wilson Brasil foi um destes competentes, que segurou o quanto pode a emissora. Lembro-me o quanto sofria, quando nos dias de pagamento de salários, passava alguém do clã e limpava o caixa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A rádio  era praticamente sustentada pela Tatuzinho a cachaça da moda. Por lá passaram grandes nomes como Salomão Esper, Silvio Santos, Walter Silva, Lencione Filho, Reinaldo Santos, que comandavam programas como "Torre de Babel", "A Galera do Nelson", "Juvêncio, o justiceiro do sertão", e tinha uma característica: as badaladas dos sinos do mosteiro de São Bento, anunciavam a hora certa, narradas por Salomão Esper.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nessa época, levados pelas mãos de Berto Filho, tínhamos um programa sui-generis na emissora. Chamava-se "Bossa à Noite". Entrava no ar a meia noite e ia até as 2 da madrugada. Começamos Haya Hohagen, Claudio Mamberti, Renato Correia de Castro e eu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A equipe durou pouco, Renatão e Claudio pendiam para comentários políticos durante o programa, o que nos desagradava. Nós quatro, fazíamos comentários sobre os novos talentos, sobre músicas lançadas, mas não queríamos no programa, externar nossas posições políticas, o que era também a orientação da emissora.  Aquele era um programa músical.  Só executava fitas gravadas de shows de bossa nova . Era proibido tocar discos. Como produziamos muitos shows, tínhamos farto material. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Recebíamos visita dos artistas, que se apresentavam ao vivo. O estúdio da rádio, tinha um maravilhoso piano de cauda Steinway, que mandamos afinar para recepcionar nossos convidados. Assim foi com o Jongo Trio, que lançou seu disco no programa sem tocar uma só faixa. Tudo ao vivo. Assim foi com Zimbo Trio e vários outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Começamos com fitas de nossos shows, mas aos poucos fomos exibindo material, que outros produtores nos enviavam. Lá apresentamos musicais famosos, como Arena conta Zumbi e outros. O programa cresceu bastante, e o diretor passou a ceder pessoal da técnica para gravar até shows que aconteciam fora da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nosso público era bem qualificado. No começo ligávamos para o pessoal avisando que íamos por seu  show no ar. Claro que amigos e parentes eram imediatamente acionados, e assim, ia aumentando a audiência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitas vezes, eles é que ligavam, pra perguntar se estariam no programa daquela noite. Lembro me de uma ouvinte em especial, que nos pedia para avisá-la todas as vezes que seu filho cantasse em nosso programa. Chamava-se Maria Amélia. Seu filho, um jovem estudante de 18 anos de nome Francisco. Chico. Chico Buarque de Holanda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na foto acima, o amigo Berto Filho, em visita recente a São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-5390240852819922820?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/5390240852819922820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=5390240852819922820' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5390240852819922820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/5390240852819922820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2008/11/1965rdio-piratininga.html' title='1965/Rádio Piratininga'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSlvCxhURiI/AAAAAAAAA0M/982_gbyou_A/s72-c/berto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-4165854849033533428</id><published>2008-11-01T22:08:00.000-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.034-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1957/New York</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSluQ9cmuhI/AAAAAAAAA0E/qVYlgJBcwhs/s1600-h/new_york_1957.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 311px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSluQ9cmuhI/AAAAAAAAA0E/qVYlgJBcwhs/s320/new_york_1957.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271866076465379858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me bem da chegada a New York! &lt;div&gt;Depois de uma longa viagem até Miami pela Real Aerovias, meu irmão Sandino e eu, fizemos uma conexão para Chicago, aonde ficamos alguns dias, e depois, a bordo de um ônibus de dois andares da Greyhound, chegamos a Manhattan.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu pai já tinha providenciado tudo.Tinha alugado um apartamento com um piano na West 76th and Broadway e matriculado Sandino na Julliard School of Music. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu faria curso de inglês e piano com liberdade de escolher um professor de jazz. Até então, nossos estudos  musicais eram restritos a música clássica. Tive sim, grandes mestres. Heitor Alimonda,Guilherme Fontainha e Walter Schultz Porto Alegre foram alguns, na época que morávamos no Rio de Janeiro até 1950. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando viemos a São Paulo, depois que a situação financeira melhorou, ingressamos na Pro Arte do Koellreuter, mestre de Jobim e muitos mais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em NY, estava liberado para minhas incursões na área jazzística. Mergulhei fundo. Já arranhava um pouco de samba canção e música americana, que tirava de ouvido, enquanto meu pai não estava por perto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os primeiros dias de NY foram de pura perplexidade! Central Park, Riverside Drive, Broadway, Times Square, Greenwich Village. Era como se estivesse em um sonho, ter tudo aquilo a minha disposição. Eram cenários de vários filmes que assisti e que participei como  personagem, e que só voltava a realidade, quando os letreiros anunciavam The End. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na época, ir aos Estados Unidos, era o sonho de 10 entre 10 jovens da minha idade. Só conhecíamos a terra do Tio Sam através de filmes ou jornal da tela, que era apresentado nos intervalos das matinés de domingo. Agora, estava eu alí. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da janela de meu apartamento, podia observar a Broadway com seu trânsito nervoso, carros de bombeiro, de polícia, sirenes, a neve caindo, grupos de jovens, que se juntavam nas esquinas e se punham a cantar ou tocar algum instrumento, quebrando com a música um pouco daquele movimento típico da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu pai ficou pouco tempo conosco em NY. Mas, antes de partir para alguma missão política (era secretário do partido peruano APRA de Haya de La Torre), nos levou para conhecer alguns amigos, e ele tinha muitos. A maioria exilados políticos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na época,  América do Sul e Central, viviam  o seu período mais fértil de ditaduras. Havia também, os amigos brasileiros do meio cultural e diplomático. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certa vez, nos levou a casa de Dna. Nair Mesquita, que era consul e mais tarde se transformou em funcionária emérita do consulado brasileiro em NY. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas as atividades artísticas de que se tinham noticias, eram promovidas por aquela senhora, extremamente simpática e gentil . Ajudava a todos que a procuravam. Gostava de promover todo artista brasileiro, que soubesse estar na cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando fomos apresentados, Sandino e eu, percebemos que Dna. Nair, era velha amiga de meu pai. Sabia até que tinha filhos gêmeos, tanto que, ao entrarmos no grande salão de sua casa, veio em direção a meu pai, cumprimentando-o efusivamente "Guilherme querido que bom te ver! esses são os gêmeos?"Sandino e eu, que somos parecidos só no sobrenome, tivemos que nos conter para não cair na gargalhada. Dna. Nair já estava sentindo a idade chegar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquela noite, com o apartamento repleto de artistas, pintores, músicos, poetas, Dna. Nair combinou um sarau de música brasileira e, evidentemente nos convocou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sandino era, já na época, um excelente pianista e maestro. Tinha regido a orquestra sinfônica da Bahia, acompanhado vários cantores, enfim, pra ele tudo bem, mas eu tinha parado meus estudos de música clássica, e, de música popular, o que tocava, era de ouvido, nem partitura tinha. Mas, tudo bem. Combinamos horários, local, ensaios, etc. Foi feito um programa, divulgado no consulado, nos escritórios comerciais, que na época proliferavam por lá, e no meio dos comerciantes, que alí se estabeleceram. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era uma festa brasileira, para brasileiros. E ninguém negava nada para Dna. Nair. Lembro-me que ela, o tempo todo ao telefone, fazendo seus contatos e convites, fazia questão de mencionar, que traria um grande artista para aquele sarau. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dia do evento. Apresentaram-se quatro meninas dançando, um trio, que imitava o Trio Irakitã, um pandeirista /passista, cujo nome artístico era "Kiko from  Brazil", eu ao piano (consegui tirar de ouvido de um 78 rotações de Dna. Nair ,"Maracangalha"), Sandino uma peça clássica. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na hora da grande atração, um problema: o pianista, que acompanharia a principal atração,  se perdeu, não chegou. Dna. Nair, que era a Mestre de Cerimônia, não teve dúvida, pegou o Sandino pelo braço, e disse: "preciso urgente de sua ajuda, você vai ter que acompanhar o cantor". Sandino na hora tranquilizou-a, disse que podia anunciar a atração, pegou as partituras, dirigiu-se ao piano deu o primeiro acorde, que era a deixa pra Dna. Nair anunciar:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Ë agora com vocês Ron Coby!! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para a surpresa de todos, Ron Coby era Cauby Peixoto. Desnecessário dizer que, realmente, foi a grande atração do sarau.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na foto acima, na 75th street and Broadway&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-4165854849033533428?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/4165854849033533428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=4165854849033533428' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4165854849033533428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/4165854849033533428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2008/11/1957new-york.html' title='1957/New York'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSluQ9cmuhI/AAAAAAAAA0E/qVYlgJBcwhs/s72-c/new_york_1957.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-3424659230513160104</id><published>2008-10-30T14:41:00.000-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.034-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1965/Noites de Bossa</title><content type='html'>&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SVp2XDH_2AI/AAAAAAAAA1w/o2z2ouKiz8k/s320/caetano.jpg" style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 114px; height: 86px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285667251020617730" /&gt;Sem dúvida alguma, o show" Opinião", foi  a grande manifestação músical dos anos 60. Idealizado por  Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa e dirigido por Augusto Boal, tinha no elenco Nara Leão , Zé Keti e João do Vale. &lt;div&gt;Os autores juntaram  a garota de Ipanema, o malandro do morro e o nordestino para, numa narrativa musical muito forte, descrever as agruras do povo&lt;/div&gt;&lt;div&gt; sofrido. E isso bem no momento, que se instalava a ditadura militar no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante o período que ficou em cartaz no Teatro Opinião no Rio de Janeiro, foi visto por mais de 25 mil expectadores . Seus ingressos eram mais disputados que uma final de Fla x Flu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim da temporada carioca, Nara Leão foi substituida por uma garota franzina,  com uma força incrível de interpretação, que transformou Carcará de João do Vale, em um verdadeiro hino. Era Maria Bethania, l8 anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em São Paulo, o Teatro Ruth Escobar ia ser inaugurado, e foi o escolhido por Boal para a temporada paulista de "Opinião". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bethania era a sensação,  apesar das marcantes participações de Zé Keti e João do Vale.   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No elenco aparecia também, com algum destaque, o violonista Jards Macalé. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto na arena do Ruth Escobar "Opinião" fazia sucesso estrondoso, nós produzíamos no Teatro de Arena o "Noites de Bossa". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A equipe de produção era composta por Moracy do Val, jornalista que tinha uma coluna de variedades no jornal Notícias Populares, Claudio Mamberti e Renato Correia de Castro, os dois, atores desempregados e que viviam lá, na espectativa de algum trabalho, e que, enquanto nada aparecia se uniram a nós, Haya e eu que dirigíamos os shows, e com muita competência, foram nossos coordenadores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuidavam da afinação do piano, de testar o som, menos a luz! disso, Haya e eu não abríamos mão, apesar do Orion, iluminador do teatro, reclamar o tempo todo, que a gente exagerava naquelas manobras que gostávamos de fazer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Boal nessa epoca, mal aparecia no Arena. Estava muito visado pela repressão, assim como o teatro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certa vez, durante uma das últimas apresentações de" Lennie Bossa e Balanço" no Arena, Luiz Vergueiro foi gentilmente convidado a acompanhar um sujeito mal encarado, que o levou direto para uma Veraneio, deixando frustado o colega Solano Ribeiro, que se achou diminuido, por não ter sido incluido naquela detenção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O meio artístico estava sendo perseguido. O Teatro de Arena  tinha, por precaução, suspendido todas as peças programadas, e só música rolava por lá. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas numa dessas raras visitas, Boal se aproximou de mim e do Haya para pedir um favor: "A Bethania trouxe do Rio um irmão dela,  estou bancando casa e comida também do irmão, será que vocês poderiam colocá-lo dentro das "Noites deBossa"? o rapaz canta direitinho, e tem umas músicas bem legais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que atendemos o pedido do Boal, aliás, o primeiro pedido que ele nos tinha feito, já fazia quase um ano,  fora bem mais complicado que esse: passamos Haya e eu uma madrugada inteira rasgando e jogando dentro da privada do Arena, centenas de exemplares de "Revolução na America do Sul", editado na época pelo Massao Ohno. Não ficou vestígio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas esse pedido do Boal era tranquilo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dias depois, apareceu o irmão de Maria Bethania. Franzino como a irmã, violão debaixo do braço, sandalias e roupas surradas. Um perfeito retirante. Ficamos meio espantados, mas fomos ouvir Caetano que,  com a voz fragil e se acompanhando  ao violão, cantou "É de manhã é de madrugada..." &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pedimos se podia aumentar um pouco a potência de sua voz, pois já estava dando microfonia (som apitando). Aos poucos, fomos conseguindo um resultado melhor e Caetano chegou a se apresentar outras vezes . Claro, depois das aulas de Madalena de Paula, acabaram as microfonias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na foto, Caetano ao lado de Chico Buarque&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-3424659230513160104?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/3424659230513160104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=3424659230513160104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/3424659230513160104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/3424659230513160104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2008/10/1965noites-de-bossa.html' title='1965/Noites de Bossa'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SVp2XDH_2AI/AAAAAAAAA1w/o2z2ouKiz8k/s72-c/caetano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-6449722769549493962</id><published>2008-10-27T11:01:00.000-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.034-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1965/Bauru Tem Bossa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSlsev4r6EI/AAAAAAAAAz8/ja-u6N96EaY/s1600-h/bossa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSlsev4r6EI/AAAAAAAAAz8/ja-u6N96EaY/s320/bossa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271864114319976514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fomos procurados, Haya(meu irmão gêmeo) e eu, por um rapaz de nome Paulo Monteiro, de Bauru, cidade do interior paulista, para fazer um show de bossa nova no Tenis Club da cidade. &lt;div&gt;Ele queria bons nomes da bossa, e tinha dinheiro suficiente para as despesas, que não seriam poucas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Teríamos que montar uma estrutura dentro de um salão de bailes do club, que tinha apenas um palco. O salão era rodeado por grandes janelas de vidro, sem cortinas, o que levantava o primeiro problema: a afinação da iluminação do show. Claro que não tinham nenhum material para iluminar o show. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tivemos que contratar um iluminador técnico. Chamava-se Mané, trabalhava no Teatro Aliança Francesa e foi quem instalou varas, spots, canhões gelatinas, resistência, tudo o que hoje, com um simples botão estaria resolvido, mas que na época, era um monte de trambolho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, e a afinação, teria que ser durante a escuridão da madrugada. Mas era uma verdadeira curtição! Enquanto o Mané pendurado em uma escada ia fazendo a instalação dos spots, Haya e eu orientávamos as posições, cores e marcávamos no palco posição de piano, bateria, microfones, etc. Assim passamos aquela madrugada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá pelas 7 da manhã serviço terminado, roteiro do show elaborado, nos dirigimos ao hotel e só voltamos ao Tenis Clube por volta das 3 da tarde para passar o som. O elenco desse show era composto pelo Zimbo Trio (no auge), Claudete Soares, Pedrinho Mattar Trio, a incrível compositora e cantora Vera Brasil , Manfredo Fest Trio (acho que o último show, antes de se radicar nos states), Marcia, Taiguara e Toquinho, que na época só se apresentava como instrumentista. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era um super elenco paulista de bossa nova. Todos estrelas e alguns mais vaidosos que os outros...como toda estrela. Chega a hora de passar o som, vem o pessoal do Zimbo  se manifestando contra o posicionamento do trio no palco. Foi até de forma um tanto indelicada, coisa que nos causou estranheza, pois já haviamos feito outros trabalhos juntos e tínhamos um relacionamento muito cortês. Mas nós eramos os diretores do show e fizemos prevalecer o que havíamos determinado, explicando para o grupo as razões. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O show foi maravilhoso! Fizemos uma marcação de luz para Taiguara cantando "Formosa"que incendiou a plateia!O Zimbo como era a atração maior encerrou o show tendo que voltar pelo menos quatro vezes para o "bis". Foi um sucesso na cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na longa viagem de volta, feita de trem, Sabá contrabaixista do Pedrinho Matar e irmão de Luiz Chaves do Zimbo, nos confidenciou que estava ensaiando com o baterista Toninho Pinheiro e com o pianista Cido Bianchi a formação do Jongo Trio, que lançamos em noite memoravel  no Teatro de Arena junto com  Moracy Do Val. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a nossa história, não termina aqui não! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dias depois, em frente ao João Sebastião Bar, que pertecia ao colunista Paulo Cotrim, encontramos Luiz Chaves. Haya e eu ainda estávamos magoados pela forma como eles haviam se comportado no show de Bauru. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Luiz era um verdadeiro gentleman. Galanteador, bom papo, se aproximou: "irmãos Hohagen, temos uma dívida com voces", chamou Rubinho e Amilton e foi logo ao assunto "queremos nos desculpar, por nossa atitude em Bauru. O fato é que, ao chegarmos a cidade, berço da família Godoi, nos deparamos com uma quantidade imensa de cartazes do show, com destaque para Pedrinho Mattar, aquilo nos aborreceu muito, pois éramos a atração, o Amilton, da cidade, e só aparecia o Pedrinho! depois, ficamos sabendo, que havia sido ele quem providenciara todo aquele carnaval e não vocês, por isso queremos nos penitenciar e pedir desculpas". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi uma atitude digna daqueles músicos elegantes, extraordinários e de bom carater. Saudades do Luiz Chaves, que já não está mais entre nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na foto acima Haya e Lafayette Hohagen&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-6449722769549493962?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/6449722769549493962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=6449722769549493962' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/6449722769549493962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/6449722769549493962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2008/10/1965bauru-tem-bossa.html' title='1965/Bauru Tem Bossa'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SSlsev4r6EI/AAAAAAAAAz8/ja-u6N96EaY/s72-c/bossa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9091344828827709782.post-7904681587414656925</id><published>2008-10-23T22:42:00.000-02:00</published><updated>2011-05-11T08:51:48.035-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio/bossa nova/teatro de arena/musicos da noite/anos 50/60'/><title type='text'>1964/Lennie Bossa e Balanço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SULV1zyMivI/AAAAAAAAA1M/sVvAeOelJX4/s1600-h/lennie+dale.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 71px; height: 71px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SULV1zyMivI/AAAAAAAAA1M/sVvAeOelJX4/s320/lennie+dale.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279016833642171122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estávamos em uma reunião com um grupo de contatos de publicidade, na rua 24 de maio, sede da Midas Propaganda, do Rubem Medina, na época um jovem muito talentoso e promissor, quando meu amigo Berto Filho coxixou ao pé do ouvido, que tinha um assunto pra conversar depois da tal reunião. &lt;div&gt;Horas depois estávamos sentados a mesa no Gigeto, que ficava em frente a TV Excelsior, aonde trabalhava Berto Filho, noticiarista apresentador daquela emissora. O assunto era o seguinte: seu colega de emissora, Solano Ribeiro, junto com Luiz Vergueiro,  estavam montando um show de Bossa Nova com um americano, que cantava no Beco das Garrafas no Rio, chamado Lennie Dale. Juntos no show, estariam Marisa (a gata mansa), o passista Gaguinho, quatro bailarinas (me recordo de Yoko Okada, Zuzima,Marilene Silva e Maria Helena Dassam), e o Sambalanço Trio, que era formado por Cesar Camargo Mariano, Clayber, e o baterista Ayrto Moreira. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era um pocket show muito bem montado e excelentemente dirigido por Lennie Dale, apesar de não receber os créditos por isso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No cartaz do show, que ficava na porta de entrada do Teatro de Arena, era anunciado "Lennie Bossa e Balanço", Produçao de Luiz Vergueiro, Direção de Solano Ribeiro , Coordenação Lafayette Hohagen e Haya Hohagen. Coordenação era um trabalho, que envolvia tudo relacionado ao show, desde acompanhar ensaios, ficar no pé do iluminador, na época um cara muito esquisito e neurastênico, chamado Orion, e cuidar de lanches do elenco, do afinador do piano, do horário que o zelador do teatro deveria abrir para ensaio etc. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lennie era um cara muito exigente e perfeccionista. Exelente bailarino, vinha de uma temporada na Broadway, onde fazia parte do elenco de West Side Story. Amava a Bossa Nova. Criou passos de dança de Bete Faria e ensinou muito a Elis Regina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um dos números do pocket show, Lennie e suas bailarinas faziam um número acompanhado pelo Sambalanço Trio, e a marcação do tempo, que o baterista(Ayrto Moreira) executava, regia a a coreografia e iluminação. Até aí tudo lindo maravilhoso, a não ser a incapacidade do Orion, que sabia apenas ligar e desligar chaves através de roteiros de textos, mas como trocar luz no tempo da música?Foi aí, que teve um baita xilique, jogou prancheta com o roteiro pro ar, mandou todo mundo a merda, chamou o gringo de doido varrido e ficou pelo menos 15 dias sem aparecer no teatro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse momento, Haya, meu irmão gêmeo, e eu, assistíamos ao ensaio como sempre, e nos deliciávamos com o piano do Cesar e eu, confesso um olho no Cesar e outro em Zuzima, uma das bailarinas, morena muito sensual, que dançava com Lennie a "Garota de Ipanema". Mas tudo foi interrompido com o surto do Orion. Lennie olhou pro Cesar como que perguntando "e agora?" Cesar, como num jogo de basquete, quando os jogadores fazem aquela triangulação de passes, olhou em minha direção e do Haya, e fez um sinal com a cabeça, como se nos empurrasse direto para a cabine de luz. Ele sabia que nós tínhamos estudos de música, e que sabíamos perfeitamente o que Lennie queria. No fim do ensaio fomos efusivamente cumprimentados e sem consulta, guindados ao cargo de iluminadores oficiais do show. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ensaio geral, que precede sempre as estreias, seria no dia seguinte. Foram 18 horas de ensaios. Mas no dia da estréia, no cartaz na porta do Teatro de Arena estava escrito. Lennie Bossa e Balanço - Produção Luiz Vergueiro -Direção Solano Ribeiro -Coordenação e Iluminação Lafayette Hohagen e Haya Hohagen. A partir daquele show iluminamos muitos mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na foto acima Lennie Dale&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9091344828827709782-7904681587414656925?l=contosdolafa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdolafa.blogspot.com/feeds/7904681587414656925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9091344828827709782&amp;postID=7904681587414656925' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7904681587414656925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9091344828827709782/posts/default/7904681587414656925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdolafa.blogspot.com/2008/10/1964lennie-bossa-e-balano.html' title='1964/Lennie Bossa e Balanço'/><author><name>lafayette hohagen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05254513910411261168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/TEoP1ftZamI/AAAAAAAAB-Y/LEUPTNWB4LQ/S220/DSC03793.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gK31u63JLDI/SULV1zyMivI/AAAAAAAAA1M/sVvAeOelJX4/s72-c/lennie+dale.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
